11.09.2006

E ai vem o Carvalhal


"Carlos Carvalhal começa hoje a treinar o Beira-Mar, três anos e meio depois de ter sido a bandeira eleitoral de Caetano Alves, candidato derrotado às eleições de 23 Junho de 2003 contra Mano Nunes.
Caetano Alves, que actualmente é responsável pelo departamento de marketing dos aveirenses, tinha nessa altura como seu aliado Artur Filipe, que agora é o presidente da direcção. O máximo responsável é quem decide, mas gosta de ouvir diversas opiniões.
Ouviu seguramente a de Caetano Alves, elemento que aprecia, especialmente, a área do futebol profissional. Aliás, é uma presença assídua nos treinos e, recorde-se, foi ele quem esteve no Brasil a tratar de um protocolo com o Atlético Mineiro no âmbito da contratação de Dedé, um jovem de 17 anos que joga nos juniores.(...)"
in O Jogo, 09-11-06

Esperemos que tudo corra bem ao novo técnico e que se comece em breve a ver a luz ao fundo do túnel.

11.07.2006

Inácio de partida....








E está confirmada a saída do "Mister" para outras paragens!!!

Lindo, lindo, para bem do nosso Clube, era ele levar alguns dos craques que trouxe, bem vendidos ao seu novo clube, para ajudar às finanças do nosso Beira Beira.!!! Se levar uns 6 ainda devemos ter jogadores para continuar a Liga...

11.02.2006

Ventos de S. Roque # 23 - Activos Escassos


A última assembleia-geral demonstrou que os nossos activos são escassos.

O principal activo do Sport Clube Beira-mar é os sócios. Tanto nesta reunião magna como nos jogos, a sua participação tem sido diminuta. É preocupante. Parece-me que a situação se agrava cada vez mais, mesmo sabendo que na época anterior se poderia encontrar explicação.

Quanto ao relatório e contas relativos à época 2005/06 e tal como tem sido hábito nos últimos anos neste clube, trata-se de um documento elaborado com rigor e que espelha a realidade. Sinceramente apenas não compreendi a necessidade de considerar como proveito as cotas não pagas. Em pouco beneficiou os resultados e não revela em meu entender clareza. Para mim tratou-se de um pouco de “batom” sem significado. São opções.

Perante isto o meu voto foi de aprovação.

Quanto aos resultados, confesso que não foram positivos nem eram os expectáveis. São preocupantes, no entanto, dois pontos deverão ser relevados:
- a direcção está a ser avaliada por um terço do seu mandato
- o mandato não foi fértil em facilidades

Já no que concerne a gestão, não existindo um plano e orçamento para a época, pelo menos disponível, ninguém com bom senso consegue analisar o nível de desvios face ao previamente estipulado, tornando-se inviável a avaliação do desempenho de gestão.

Os orçamentos deveriam ser aprovados em assembleia-geral.

Como beiramarense que sou, continuarei a acompanhar o clube ajudando naquilo que puder e rejeitando todo o tipo de sectarismo. Somos um clube pequeno, precisamos de todos. Crítico quando entender, mas sempre pronto a ajudar a desenvolver o clube. Sei quanto é difícil gerir esta instituição, sei quanta responsabilidade se exige dos dirigentes, sei que o que mais magoa quem dirige é a falta de reconhecimento do seu trabalho. Senti isso e só pelo facto de se disponibilizarem para esta tarefa, reconheço-lhe coragem.

Sinceramente o que mais me preocupa é termos poucos sócios e os poucos que temos alhearem-se completamente da vida do clube.

Os nossos melhores ACTIVOS são muito baixos.

A Roque

11.01.2006

Sobre a Assembleia Geral de ontem....











Há sensivelmente um ano atrás, escrevia um artigo sobre a última AG do nosso clube, convocada para tratar, nessa altura, da discussão e aprovação das contas de 2004/2005.
Ficou, então, a promessa de convocar uma outra AG para breve para tratar de “outros assuntos” como era vontade de alguns sócios, uma vez que a referida AG tinha apenas aquele ponto único na ordem de trabalhos.

Volvidos quase 11 meses, nova AG, novamente para discussão e aprovação de contas, desta feita de 2005-2006.

Pouco mais de 3 dezenas de sócios assistiram a este acto (se não contarmos com os elementos da Direcção), o que vem sendo, infelizmente, uma prática desta colectividade que merecia bem mais apoio dos seus associados. Mas, terça-feira “europeia”, futebol na TV, “lar-doce-lar”, véspera de feriado, “o estádio é longe”, enfim, um sem número de razões para não ir, para quem não se interessa pela vida de clube, em actos onde poderia ter “palavra” e prefere abdicar desta ou antes criticar em surdina na bancada ou café…

Mérito - e o meu louvor - para os que foram (e costumam ir) e viram uma Assembleia Geral bem conduzida, sem grandes taquicardias.
Excepção feita, na minha opinião, a uma escusada questão – e pior ainda, o comentário posterior – do Sr. José Cachide, e de um desabafo do Sr. Artur Filipe, presidente do Clube, em tom de reacção a um conjunto de questões e/ou afirmações do Eng. Mano Nunes, sobre as contas e a gestão da actual direcção. Talvez a forma como este último confrontou a actual direcção com alguns dados – costuma estar bem informado, diga-se – esteja na origem dessas reacções, mas até então, não se tinha “personalizado” a sessão.
Bom, conhecendo uns e outros, e os seus modos de reagir (confesso que o Sr. Cachide não conheço tão bem, mas merece toda a minha consideração) sei que todos o fazem para bem do Beira-Mar, na sua defesa e interesse.
Já estive “lá dentro”, enquanto vice-presidente da anterior direcção, e pelo que lá passamos, tenho e terei sempre total respeito por quem sacrifique a sua vida pessoal e profissional em prol deste Clube, sempre e quando seja verdadeiramente nesse sentido. Mais quando se envolva pessoalmente, a nível financeiro, avalizando créditos em benefício do Clube. Todos deveriam ter essa experiência para assim poderem avaliar o difícil que é estar numa direcção, mas também, estar de fora, receoso do futuro do clube, porque como o Dr. Caetano Alves disse, nesta AG, cada direcção toma as decisões que bem entender, e temos de as respeitar, concordemos ou não com elas. Assim seja e só espero que o Beira-Mar saia vencedor no meio das dúvidas que nos assolam a todos, certamente.

Mas o direito de ter receio, de ter dúvidas, também é legitimo e não posso deixar de apresentar as minhas, neste espaço de discussão – aliás, foi criado para este efeito– na qualidade de sócio activo e, espero, sem ser mal interpretado por ter sido já … parte de uma direcção anterior.

Assim, tenho que manifestar que me assustam os valores negativos apresentados, até porque neste relatório (como é lógico) não vinham os resultados dos meses entre um época desportiva e outra, nem dos primeiros meses desta época 2006/2007, que temo só terem agravado o cenário negativo.
E não o faço por serem apenas negativos (e gordos) mas porque não vejo como se poderá inverter esta situação por algumas razões simples:

a) Não tendo o clube grande património para alienar (e realizar liquidez) – facto que faz parte da história deste clube que nunca foi muito “rico” neste ponto – restar-nos-iam proveitos realizados com a venda – em Dezembro ou final da época - do nosso principal activo: o plantel sénior de futebol profissional.
E aqui mais pessimista tenho de ficar pois não vejo, com todo o respeito pelos profissionais em causa, nenhum “negócio da china” que possa render valores “simpáticos” para as finanças do clube (ainda para mais na situação em que estas estão). Vejo, segundo o relatório apresentado, um plantel de 36 atletas (teríamos de retirar da lista o Pavel mas creio que, entretanto, outros faltarão) – mas não encontro nenhuma(s) verdadeira(s) jóia(s) da coroa em termos de possível negócio.
Posso e espero, sinceramente estar enganado.

b) Temos a publicidade e é notório o esforço desta direcção em angariar clientes, logo, verbas por esta via.
Mas acreditem que, com excepção feita à receita provinda da Televisão ( e esta é só “visível” com o clube na 1º liga), os valores da venda da restante publicidade que o clube tem em carteira, é diminuta em relação ao que seria ideal (ou até justo, se pensarmos que é o clube mais representativo da região, senão da zona centro no geral).
A confirmar-se a questão levantada pelo Eng. Mano Nunes – se teria esta direcção já recebido os 1.500.000 euros relativos aos direitos de transmissão na totalidade, à cabeça e não em tranches mensais, como era feito no passado – então mais assustado fico.

Volto a perguntar-me onde se poderão então gerar receitas para equilibrar as contas.

c) Receitas com bilheteira? A assistência aos nossos jogos é proporcionalmente equiparável à assistência às AG’s do nosso clube, excepção feita para os jogos grandes e, mesmo estes, não são de casa cheia. Logo, os valores, no seu global e média, também não deverão encher o olho.

d) Receitas Extraordinárias? Quais? Oxalá…

Aguardo o futuro com algumas reservas – legítimas - mas esperando sinceramente que esta direcção saiba levar o barco a bom porto e que no final, no balanço da sua passagem pelo clube (seja de 1 mandato ou mais, não é isso que está em questão na minha reflexão) este tenha um saldo pelo menos equiparável ao que a anterior direcção deixou, que me permite dormir de consciência tranquila, porque tal como disse o Dr. Caetano Alves, todos temos modos diferentes de actuar, e por tal, sujeitos a criticas e interpretações distintas, mas o que nos move é a vontade de fazer o melhor pelo Beira-Mar. E essa foi sempre a nossa convicção enquanto direcção.

Que ganhe o Beira-Mar, e que os nossos Avisos À Navegação (da Rua do Vento) contribuam para que o barco chegue, de facto, a bom porto!!!

Saudações Beiramarenses,

André Apolinário

10.30.2006

Avisos à Navegação #13 - "Gerir com os pés"


A "pedido de muitas familias", o DR. João de Sousa finalmente publica um artigo seu, desta vez, analisando a apresentação de contas que vai ser hoje levada a AG.
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Durante meses fui um espectador atento da vida do Sport Clube Beira Mar, regozijando-me com as vitórias e entristecendo-me com as derrotas, e tendo sempre presente que os órgãos sociais eleitos para gerir o clube o foram pela vontade democraticamente expressa pela maioria dos sócios votantes, que lhes concederam um mandato para gerir a instituição com ponderação, rigor e bom senso.

Este entendimento levou-me a suspender a publicação de alguns desabafos neste blog, não descurando contudo um acompanhamento cuidado da gestão desenvolvida na componente económico-financeira nos últimos meses.

Como ponto prévio à análise acho fundamental relembrar os sócios, e existem muitos – esquecidos e/ou mal agradecidos, do trabalho excepcional desenvolvido pelas anteriores Direcções no período que decorreu entre 1995 e 2005, na gestão do Sport Clube Beira Mar. Relembro que tendo-se inicialmente evitado a bancarrota, se equilibrou posteriormente o clube em termos financeiros, tendo-se mesmo nas últimas seis épocas apresentado resultados positivos que somados totalizaram os 1.252.768,92 €.

Mas nem só os resultados positivos foram importantes, outros dados recolhidos no relatório de 2004/2005 evidenciam uma gestão criteriosa, equilibrada e consequente, elogiada por todos e pouco habitual no panorama nacional:

a) O Passivo atingia os 2.931.020,19 €, sendo 38% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano);
b) O Activo atingia os 1.916.478,55 €, sendo 77% de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades;
c) O endividamento à Banca cifrava-se somente em 472.000 €;
d) Os Capitais Próprios, que em 1999 eram de 1.787.009,60 € negativos, na época de 2004/2005 cifravam-se em 1.014.541,64 € negativos.

Passado um ano, e visando estabelecer um paralelo comparativo, analisei o Relatório e Contas do exercício de 2005/2006 e deparei-me com um documento claro e bem elaborado, onde se evidenciam os resultados de uma péssima gestão económico-financeira, que não desportiva.

Contudo ambas as coisas não se podem dissociar, e esse foi o principal erro protagonizado pela Direcção do Beira Mar. Não adequar os custos aos proveitos expectáveis, evidencia um comportamento de rico com rendimentos de pobre, em que o endividamento é a solução mais fácil. O Estado Português fez o mesmo durante anos, e agora sofrem-se os efeitos do tratamento.

Sem dúvida esta é a principal razão para o descalabro verificado. Podem invocar que tal facto resultou da descida da equipa profissional de futebol à Liga de Honra, mas relembro que na época de 1999/2000 o Beira Mar também desceu, e nessa época o lucro do exercício foi de 73.559,06 €.

Continuando a análise do Relatório de 2005/2006, entre a informação disponibilizada sintetiza-se a que reputamos de fundamental:

a) A apresentação de um prejuízo de 2.002.154,65 €, que deveria ser de 2.168.983,65 €, se utilizados os mesmos critérios de 2004/2005, conforme Parecer do Revisor Oficial de Contas;
b) O Activo atingia os 2.023.178,36 €, sendo 67 % de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades, sendo estas inferiores aos valores verificados em 2004/2005;
e) O Passivo atingia os 5.039.140,00 €, sendo 23% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano). Note-se que na época de 2004/2005 o Passivo era de 2.931.020,19 €, tendo este crescido de um ano para o outro em 72 %;
f) Os Capitais Próprios passaram a ser em 2005/2006 de 3.016.696,29 € negativos;
c) Os custos do exercício foram de 4.617.542,06 €, não adequadamente compensados pelos proveitos que atingiram somente os 2.623.007,37 €.

Face aos dados apresentados questiona-se como foi possível cumprir com os compromissos assumidos no decorrer da época. A resposta é perfeitamente perceptível no Balanço em 30 de Junho de 2006. O crescimento dos empréstimos contraídos junto de instituições financeiras, e registados como obrigações a pagar a menos de um ano, obviamente em nome do Beira Mar, mas caucionados, presumo, com avais pessoais dos Directores, atingem os 2.102.385,26 €. Igualmente os empréstimos de terceiros, penso de Directores, têm o valor de 667.495,55 €. Somados estes valores, eles atingem os 2.769.880,81 €, que somados aos restantes valores do Passivo, contribuem para o citado crescimento num ano de 72 %, e o consequente descalabro total na gestão financeira.

Durante anos, e enquanto o Eng.º Mano Nunes foi Presidente, o Sport Clube Beira Mar foi gerido com parcimónia, rigor e objectividade. Sabia-se o que se queria e conciliava-se a vertente desportiva com a económico-financeira. Neste ano, estragou-se todo o trabalho desenvolvido em dez anos, e hipotecou-se o clube a troco de uma miragem – a subida a todo o custo à Liga Bwin.

Diz o povo e com razão, que quem não tem competência não se estabelece. Assim, e como quem está a gerir são homens conhecidos por terem elevada liquidez, assumam as suas responsabilidades e não hipotequem o futuro do clube. Não pensem em lançar mão da constituição de uma SAD como medicamento para sanear financeiramente a instituição, pois os sócios não vão deixar.

Assim o espero!
João Sousa

Amizade

Um dos atletas do Sporting C. P. que tem uma ligação especial ao S.C.BeiraMar é o Marco Caneira.
O Caneira está ligado ao feito mais importante do S.C.BeiraMar: a conquista da Taça de Portugal.

O Marco Caneira sabe reconhecer também o quanto foi importante para ele a conquista deste titulo embora impedido de jogar a final.

Quero aqui manifestar o agradecimento pelo reconhecimento e carinho revelado por este atleta ao nosso clube e que ficou devidamente simbolizado neste jogo: ofereceu-me a camisola.

A Roque

PROTAGONISTAS

O jogo entre o S C BeiraMar e o Sporting C. P. foi fantástico.

Foi um dos jogos mais espectaculares que eu tive oportunidade de assistir.
Parabéns.

A moldura humana foi excelente, o publico também, as claques idem, muitos vip´s e até alguns viip´s, mas foram os jogadores das duas equipas os verdadeiros PROTAGONISTAS.

A. Roque

10.23.2006

Ventos de S. Roque # 22 - Liderança

A guerra de palavras entre os presidentes do SLB e do FCP ultrapassaram o admissível e são passíveis de processo de inquérito no âmbito da comissão disciplinar da LPFP.
É bem explícito o regulamento disciplinar.

Esta situação é demasiado grave e em nada dignifica os dirigentes em causa como implica prejuízo à indústria futebol, ou seja, a terceiros.

Em nenhuma liga profissional é admissível este tipo de atitudes.

O presidente da LPFP não pode fazer de conta que nada aconteceu, ou toma medidas ou perde capacidade de liderança.
A Roque

10.18.2006

Ventos de S. Roque # 21 - Arbitragem


PROFISSIONALIZAÇAO DA ARBITRAGEM

A profissionalização da arbitragem tem sido a bandeira que voluntariamente ou não, o presidente da LPFP mais tem mediatizado.
Ainda percebo que essa seja uma das bandeiras do Victor Pereira, enquanto presidente da comissão de arbitragem, embora nunca a tenha fundamentado.
Meu caro Hermínio Loureiro, a arbitragem não é um problema da liga. A arbitragem é sinónima de fractura entre os clubes. Deve, é ser feito um esforço, que todos agradecem, para que regresse rapidamente à FPF.

A LPFP tem muito mais assuntos com que se preocupar e que claramente se enquadram com o seu objecto: dinamização da indústria do futebol.
Mas quando se fala em profissionalização da arbitragem, do que se fala?
Dos honorários? Já são mais elevados que a média nacional.
Da exclusividade? Interessa aos árbitros com elevada qualificação?
Da reforma? Aos 45 anos?
Deixa de haver promoções e despromoções? Grupo de elite fechado?

Não se conhece um projecto, mas fala-se em profissionalização. Pretende-se falar em profissionalização ou em exclusividade?

Sou contra, mais do que a profissionalização ou melhor exclusividade de funções, já que se pode ser profissional em varias actividades simultaneamente, o mais importante é um código de conduta. Contudo deixo-lhe aqui uma proposta:

1- A FPF é uma instituição de utilidade pública.
2- A FPF pode utilizar a figura da requisição para o recrutamento de colaboradores.
3- A requisição pode ser anual.

Garantia de:
1-Vencimento adequado às funções.
2-Assistência social.
3-Regresso ao emprego de origem sem perda de direitos.

A. Roque