11.02.2006

Ventos de S. Roque # 23 - Activos Escassos


A última assembleia-geral demonstrou que os nossos activos são escassos.

O principal activo do Sport Clube Beira-mar é os sócios. Tanto nesta reunião magna como nos jogos, a sua participação tem sido diminuta. É preocupante. Parece-me que a situação se agrava cada vez mais, mesmo sabendo que na época anterior se poderia encontrar explicação.

Quanto ao relatório e contas relativos à época 2005/06 e tal como tem sido hábito nos últimos anos neste clube, trata-se de um documento elaborado com rigor e que espelha a realidade. Sinceramente apenas não compreendi a necessidade de considerar como proveito as cotas não pagas. Em pouco beneficiou os resultados e não revela em meu entender clareza. Para mim tratou-se de um pouco de “batom” sem significado. São opções.

Perante isto o meu voto foi de aprovação.

Quanto aos resultados, confesso que não foram positivos nem eram os expectáveis. São preocupantes, no entanto, dois pontos deverão ser relevados:
- a direcção está a ser avaliada por um terço do seu mandato
- o mandato não foi fértil em facilidades

Já no que concerne a gestão, não existindo um plano e orçamento para a época, pelo menos disponível, ninguém com bom senso consegue analisar o nível de desvios face ao previamente estipulado, tornando-se inviável a avaliação do desempenho de gestão.

Os orçamentos deveriam ser aprovados em assembleia-geral.

Como beiramarense que sou, continuarei a acompanhar o clube ajudando naquilo que puder e rejeitando todo o tipo de sectarismo. Somos um clube pequeno, precisamos de todos. Crítico quando entender, mas sempre pronto a ajudar a desenvolver o clube. Sei quanto é difícil gerir esta instituição, sei quanta responsabilidade se exige dos dirigentes, sei que o que mais magoa quem dirige é a falta de reconhecimento do seu trabalho. Senti isso e só pelo facto de se disponibilizarem para esta tarefa, reconheço-lhe coragem.

Sinceramente o que mais me preocupa é termos poucos sócios e os poucos que temos alhearem-se completamente da vida do clube.

Os nossos melhores ACTIVOS são muito baixos.

A Roque

11.01.2006

Sobre a Assembleia Geral de ontem....











Há sensivelmente um ano atrás, escrevia um artigo sobre a última AG do nosso clube, convocada para tratar, nessa altura, da discussão e aprovação das contas de 2004/2005.
Ficou, então, a promessa de convocar uma outra AG para breve para tratar de “outros assuntos” como era vontade de alguns sócios, uma vez que a referida AG tinha apenas aquele ponto único na ordem de trabalhos.

Volvidos quase 11 meses, nova AG, novamente para discussão e aprovação de contas, desta feita de 2005-2006.

Pouco mais de 3 dezenas de sócios assistiram a este acto (se não contarmos com os elementos da Direcção), o que vem sendo, infelizmente, uma prática desta colectividade que merecia bem mais apoio dos seus associados. Mas, terça-feira “europeia”, futebol na TV, “lar-doce-lar”, véspera de feriado, “o estádio é longe”, enfim, um sem número de razões para não ir, para quem não se interessa pela vida de clube, em actos onde poderia ter “palavra” e prefere abdicar desta ou antes criticar em surdina na bancada ou café…

Mérito - e o meu louvor - para os que foram (e costumam ir) e viram uma Assembleia Geral bem conduzida, sem grandes taquicardias.
Excepção feita, na minha opinião, a uma escusada questão – e pior ainda, o comentário posterior – do Sr. José Cachide, e de um desabafo do Sr. Artur Filipe, presidente do Clube, em tom de reacção a um conjunto de questões e/ou afirmações do Eng. Mano Nunes, sobre as contas e a gestão da actual direcção. Talvez a forma como este último confrontou a actual direcção com alguns dados – costuma estar bem informado, diga-se – esteja na origem dessas reacções, mas até então, não se tinha “personalizado” a sessão.
Bom, conhecendo uns e outros, e os seus modos de reagir (confesso que o Sr. Cachide não conheço tão bem, mas merece toda a minha consideração) sei que todos o fazem para bem do Beira-Mar, na sua defesa e interesse.
Já estive “lá dentro”, enquanto vice-presidente da anterior direcção, e pelo que lá passamos, tenho e terei sempre total respeito por quem sacrifique a sua vida pessoal e profissional em prol deste Clube, sempre e quando seja verdadeiramente nesse sentido. Mais quando se envolva pessoalmente, a nível financeiro, avalizando créditos em benefício do Clube. Todos deveriam ter essa experiência para assim poderem avaliar o difícil que é estar numa direcção, mas também, estar de fora, receoso do futuro do clube, porque como o Dr. Caetano Alves disse, nesta AG, cada direcção toma as decisões que bem entender, e temos de as respeitar, concordemos ou não com elas. Assim seja e só espero que o Beira-Mar saia vencedor no meio das dúvidas que nos assolam a todos, certamente.

Mas o direito de ter receio, de ter dúvidas, também é legitimo e não posso deixar de apresentar as minhas, neste espaço de discussão – aliás, foi criado para este efeito– na qualidade de sócio activo e, espero, sem ser mal interpretado por ter sido já … parte de uma direcção anterior.

Assim, tenho que manifestar que me assustam os valores negativos apresentados, até porque neste relatório (como é lógico) não vinham os resultados dos meses entre um época desportiva e outra, nem dos primeiros meses desta época 2006/2007, que temo só terem agravado o cenário negativo.
E não o faço por serem apenas negativos (e gordos) mas porque não vejo como se poderá inverter esta situação por algumas razões simples:

a) Não tendo o clube grande património para alienar (e realizar liquidez) – facto que faz parte da história deste clube que nunca foi muito “rico” neste ponto – restar-nos-iam proveitos realizados com a venda – em Dezembro ou final da época - do nosso principal activo: o plantel sénior de futebol profissional.
E aqui mais pessimista tenho de ficar pois não vejo, com todo o respeito pelos profissionais em causa, nenhum “negócio da china” que possa render valores “simpáticos” para as finanças do clube (ainda para mais na situação em que estas estão). Vejo, segundo o relatório apresentado, um plantel de 36 atletas (teríamos de retirar da lista o Pavel mas creio que, entretanto, outros faltarão) – mas não encontro nenhuma(s) verdadeira(s) jóia(s) da coroa em termos de possível negócio.
Posso e espero, sinceramente estar enganado.

b) Temos a publicidade e é notório o esforço desta direcção em angariar clientes, logo, verbas por esta via.
Mas acreditem que, com excepção feita à receita provinda da Televisão ( e esta é só “visível” com o clube na 1º liga), os valores da venda da restante publicidade que o clube tem em carteira, é diminuta em relação ao que seria ideal (ou até justo, se pensarmos que é o clube mais representativo da região, senão da zona centro no geral).
A confirmar-se a questão levantada pelo Eng. Mano Nunes – se teria esta direcção já recebido os 1.500.000 euros relativos aos direitos de transmissão na totalidade, à cabeça e não em tranches mensais, como era feito no passado – então mais assustado fico.

Volto a perguntar-me onde se poderão então gerar receitas para equilibrar as contas.

c) Receitas com bilheteira? A assistência aos nossos jogos é proporcionalmente equiparável à assistência às AG’s do nosso clube, excepção feita para os jogos grandes e, mesmo estes, não são de casa cheia. Logo, os valores, no seu global e média, também não deverão encher o olho.

d) Receitas Extraordinárias? Quais? Oxalá…

Aguardo o futuro com algumas reservas – legítimas - mas esperando sinceramente que esta direcção saiba levar o barco a bom porto e que no final, no balanço da sua passagem pelo clube (seja de 1 mandato ou mais, não é isso que está em questão na minha reflexão) este tenha um saldo pelo menos equiparável ao que a anterior direcção deixou, que me permite dormir de consciência tranquila, porque tal como disse o Dr. Caetano Alves, todos temos modos diferentes de actuar, e por tal, sujeitos a criticas e interpretações distintas, mas o que nos move é a vontade de fazer o melhor pelo Beira-Mar. E essa foi sempre a nossa convicção enquanto direcção.

Que ganhe o Beira-Mar, e que os nossos Avisos À Navegação (da Rua do Vento) contribuam para que o barco chegue, de facto, a bom porto!!!

Saudações Beiramarenses,

André Apolinário

10.30.2006

Avisos à Navegação #13 - "Gerir com os pés"


A "pedido de muitas familias", o DR. João de Sousa finalmente publica um artigo seu, desta vez, analisando a apresentação de contas que vai ser hoje levada a AG.
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Durante meses fui um espectador atento da vida do Sport Clube Beira Mar, regozijando-me com as vitórias e entristecendo-me com as derrotas, e tendo sempre presente que os órgãos sociais eleitos para gerir o clube o foram pela vontade democraticamente expressa pela maioria dos sócios votantes, que lhes concederam um mandato para gerir a instituição com ponderação, rigor e bom senso.

Este entendimento levou-me a suspender a publicação de alguns desabafos neste blog, não descurando contudo um acompanhamento cuidado da gestão desenvolvida na componente económico-financeira nos últimos meses.

Como ponto prévio à análise acho fundamental relembrar os sócios, e existem muitos – esquecidos e/ou mal agradecidos, do trabalho excepcional desenvolvido pelas anteriores Direcções no período que decorreu entre 1995 e 2005, na gestão do Sport Clube Beira Mar. Relembro que tendo-se inicialmente evitado a bancarrota, se equilibrou posteriormente o clube em termos financeiros, tendo-se mesmo nas últimas seis épocas apresentado resultados positivos que somados totalizaram os 1.252.768,92 €.

Mas nem só os resultados positivos foram importantes, outros dados recolhidos no relatório de 2004/2005 evidenciam uma gestão criteriosa, equilibrada e consequente, elogiada por todos e pouco habitual no panorama nacional:

a) O Passivo atingia os 2.931.020,19 €, sendo 38% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano);
b) O Activo atingia os 1.916.478,55 €, sendo 77% de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades;
c) O endividamento à Banca cifrava-se somente em 472.000 €;
d) Os Capitais Próprios, que em 1999 eram de 1.787.009,60 € negativos, na época de 2004/2005 cifravam-se em 1.014.541,64 € negativos.

Passado um ano, e visando estabelecer um paralelo comparativo, analisei o Relatório e Contas do exercício de 2005/2006 e deparei-me com um documento claro e bem elaborado, onde se evidenciam os resultados de uma péssima gestão económico-financeira, que não desportiva.

Contudo ambas as coisas não se podem dissociar, e esse foi o principal erro protagonizado pela Direcção do Beira Mar. Não adequar os custos aos proveitos expectáveis, evidencia um comportamento de rico com rendimentos de pobre, em que o endividamento é a solução mais fácil. O Estado Português fez o mesmo durante anos, e agora sofrem-se os efeitos do tratamento.

Sem dúvida esta é a principal razão para o descalabro verificado. Podem invocar que tal facto resultou da descida da equipa profissional de futebol à Liga de Honra, mas relembro que na época de 1999/2000 o Beira Mar também desceu, e nessa época o lucro do exercício foi de 73.559,06 €.

Continuando a análise do Relatório de 2005/2006, entre a informação disponibilizada sintetiza-se a que reputamos de fundamental:

a) A apresentação de um prejuízo de 2.002.154,65 €, que deveria ser de 2.168.983,65 €, se utilizados os mesmos critérios de 2004/2005, conforme Parecer do Revisor Oficial de Contas;
b) O Activo atingia os 2.023.178,36 €, sendo 67 % de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades, sendo estas inferiores aos valores verificados em 2004/2005;
e) O Passivo atingia os 5.039.140,00 €, sendo 23% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano). Note-se que na época de 2004/2005 o Passivo era de 2.931.020,19 €, tendo este crescido de um ano para o outro em 72 %;
f) Os Capitais Próprios passaram a ser em 2005/2006 de 3.016.696,29 € negativos;
c) Os custos do exercício foram de 4.617.542,06 €, não adequadamente compensados pelos proveitos que atingiram somente os 2.623.007,37 €.

Face aos dados apresentados questiona-se como foi possível cumprir com os compromissos assumidos no decorrer da época. A resposta é perfeitamente perceptível no Balanço em 30 de Junho de 2006. O crescimento dos empréstimos contraídos junto de instituições financeiras, e registados como obrigações a pagar a menos de um ano, obviamente em nome do Beira Mar, mas caucionados, presumo, com avais pessoais dos Directores, atingem os 2.102.385,26 €. Igualmente os empréstimos de terceiros, penso de Directores, têm o valor de 667.495,55 €. Somados estes valores, eles atingem os 2.769.880,81 €, que somados aos restantes valores do Passivo, contribuem para o citado crescimento num ano de 72 %, e o consequente descalabro total na gestão financeira.

Durante anos, e enquanto o Eng.º Mano Nunes foi Presidente, o Sport Clube Beira Mar foi gerido com parcimónia, rigor e objectividade. Sabia-se o que se queria e conciliava-se a vertente desportiva com a económico-financeira. Neste ano, estragou-se todo o trabalho desenvolvido em dez anos, e hipotecou-se o clube a troco de uma miragem – a subida a todo o custo à Liga Bwin.

Diz o povo e com razão, que quem não tem competência não se estabelece. Assim, e como quem está a gerir são homens conhecidos por terem elevada liquidez, assumam as suas responsabilidades e não hipotequem o futuro do clube. Não pensem em lançar mão da constituição de uma SAD como medicamento para sanear financeiramente a instituição, pois os sócios não vão deixar.

Assim o espero!
João Sousa

Amizade

Um dos atletas do Sporting C. P. que tem uma ligação especial ao S.C.BeiraMar é o Marco Caneira.
O Caneira está ligado ao feito mais importante do S.C.BeiraMar: a conquista da Taça de Portugal.

O Marco Caneira sabe reconhecer também o quanto foi importante para ele a conquista deste titulo embora impedido de jogar a final.

Quero aqui manifestar o agradecimento pelo reconhecimento e carinho revelado por este atleta ao nosso clube e que ficou devidamente simbolizado neste jogo: ofereceu-me a camisola.

A Roque

PROTAGONISTAS

O jogo entre o S C BeiraMar e o Sporting C. P. foi fantástico.

Foi um dos jogos mais espectaculares que eu tive oportunidade de assistir.
Parabéns.

A moldura humana foi excelente, o publico também, as claques idem, muitos vip´s e até alguns viip´s, mas foram os jogadores das duas equipas os verdadeiros PROTAGONISTAS.

A. Roque

10.23.2006

Ventos de S. Roque # 22 - Liderança

A guerra de palavras entre os presidentes do SLB e do FCP ultrapassaram o admissível e são passíveis de processo de inquérito no âmbito da comissão disciplinar da LPFP.
É bem explícito o regulamento disciplinar.

Esta situação é demasiado grave e em nada dignifica os dirigentes em causa como implica prejuízo à indústria futebol, ou seja, a terceiros.

Em nenhuma liga profissional é admissível este tipo de atitudes.

O presidente da LPFP não pode fazer de conta que nada aconteceu, ou toma medidas ou perde capacidade de liderança.
A Roque

10.18.2006

Ventos de S. Roque # 21 - Arbitragem


PROFISSIONALIZAÇAO DA ARBITRAGEM

A profissionalização da arbitragem tem sido a bandeira que voluntariamente ou não, o presidente da LPFP mais tem mediatizado.
Ainda percebo que essa seja uma das bandeiras do Victor Pereira, enquanto presidente da comissão de arbitragem, embora nunca a tenha fundamentado.
Meu caro Hermínio Loureiro, a arbitragem não é um problema da liga. A arbitragem é sinónima de fractura entre os clubes. Deve, é ser feito um esforço, que todos agradecem, para que regresse rapidamente à FPF.

A LPFP tem muito mais assuntos com que se preocupar e que claramente se enquadram com o seu objecto: dinamização da indústria do futebol.
Mas quando se fala em profissionalização da arbitragem, do que se fala?
Dos honorários? Já são mais elevados que a média nacional.
Da exclusividade? Interessa aos árbitros com elevada qualificação?
Da reforma? Aos 45 anos?
Deixa de haver promoções e despromoções? Grupo de elite fechado?

Não se conhece um projecto, mas fala-se em profissionalização. Pretende-se falar em profissionalização ou em exclusividade?

Sou contra, mais do que a profissionalização ou melhor exclusividade de funções, já que se pode ser profissional em varias actividades simultaneamente, o mais importante é um código de conduta. Contudo deixo-lhe aqui uma proposta:

1- A FPF é uma instituição de utilidade pública.
2- A FPF pode utilizar a figura da requisição para o recrutamento de colaboradores.
3- A requisição pode ser anual.

Garantia de:
1-Vencimento adequado às funções.
2-Assistência social.
3-Regresso ao emprego de origem sem perda de direitos.

A. Roque

9.28.2006

Ventos de S. Roque # 20 - O Trigo e o Joio







As estruturas dirigentes do futebol em geral, e do futebol profissional em particular, têm sido drasticamente atingidas nos últimos tempos.
Estive no futebol cerca de dez anos. Tive e tenho orgulho de ter pertencido àquele mundo. Um mundo verdadeiramente fascinante e no qual conheci gente excepcional e tive a sorte de fazer alguns amigos.
É uma verdadeira paixão. Paixão que muitas vezes impede a utilização da razão na análise das situações. É essa mesma paixão que prolonga a presença dos mesmos nos mesmos lugares.
Acho que consegui ter alguma lucidez e sair quando me pareceu ser melhor para o meu clube, mas mesmo de fora tenho assistido a esta peça com enorme tristeza.
Actores que já representaram a grande nível, estão sem graça. Acho que todos agradecemos se saírem de cena.
É, no mínimo, estranho que alguns desses actores, rejeitem um inquérito no âmbito da competência dos órgãos jurisdicionais da liga no caso “apito”.
Estranho, que em função das notícias que cirurgicamente se vão dando a conhecer, os potenciais prejudicados, não exijam consequências no plano desportivo e até financeiro.
Interrogo-me quanto ao silêncio de muitos dirigentes, sobretudo dos clubes de menor dimensão. Não consigo perceber.
Soluções? A primeira decisão da nova direcção da liga e fundamentalmente do seu presidente, deve ser a de solicitar à comissão disciplinar um inquérito ao caso “apito dourado”.
Doa a quem doer. Exige-se verdade.
Não se trata de uma caça às bruxas, mas antes separar o trigo do joio.A Roque

9.13.2006

Ventos de S. Roque # 19 - Competência Vs Dependência


Eu abstive-me de comentar imediatamente as incidências que se verificaram no jogo, porque, normalmente, vejo as coisas com demasiada emotividade e poderia fazer uma análise incorrecta.

O desempenho da equipa de arbitragem foi excelente na primeira metade do encontro, repito excelente. Depois do intervalo foi exibido um cartão amarelo despropositado e no mínimo num acto de prepotência do senhor árbitro.

Após o primeiro golo do União de Leiria, o desempenho da equipa de arbitragem foi, no mínimo, arbitrário.

Como é possível esta equipa de arbitragem demonstrar competência até uma determinada fase do jogo e de seguida cometer erros sempre em prejuízo da mesma equipa?

A direcção do Beira-Mar já reagiu, e bem. Acho que poderia ir mais longe, participando à comissão disciplinar da liga o comportamento da equipa de arbitragem, requerendo um inquérito ao seu desempenho. Assim o senhor João Vilas Boas não ia uma semana para a jarra mas iria o tempo necessário ao inquérito. Provavelmente, esta seria uma das medidas, que rapidamente se implementaria e obrigaria no mínimo a saberem que, como em qualquer outra profissão, têm que justificar os erros.

Bem sei que isto tem consequências e não é assim tão fácil: o corporativismo na arbitragem é terrível.

Acresce ainda que na arbitragem existe o sentimento que o erro muitas vezes não penaliza mas antes compensa.

Se o árbitro revelou competência, como justifica depois arbitrariedades evidentes? Especulando um pouco diria que recebeu um telefonema ao intervalo e quando sentiu que era possível, inconscientemente apitava sob a dependência.

A. Roque

9.11.2006

Uma questão de regras!!!!!!!!






AS REGRAS…. DA F.I.F.A. E DA A.T.C.N.S.P.

O meu amigo Zé Querido enviou-me um e-mail com os estatutos de uma associação a que o seu pai pertencera. Disse-me que tal como a FIFA também esta associação era implacável para com eventuais incumprimentos. Data de 1935 e também não obrigava ninguém a ser associado.Não resisti em partilhar este documento e desafio-vos a verificar se existem diferenças nos estatutos das duas entidades.

9.08.2006

Caso "Mateus" afinal é inter-galáctico




Liga dos Planetas: Plutão entrega providência cautelar junto do Tribunal Administrativo de Lisboa.

Depois de ter sido despromovido à Segunda Liga dos Planetas, Plutão recorre aos tribunais civis de forma a suspender todo o Campeonato Interplanetário.

Plutão tinha subido à primeira liga deste campeonato há mais de 70 anos e foi agora despromovido porque é pequenito.

Plutão não se conformou e recorreu aos tribunais com o argumento de é "pequenito mascorre que se farta. Além de mais, os planetas não se medem aos palmos e qualquer coisa que esteja com uma temperatura ambiente de 220 graus negativos mirra, e não há Ana Malhoa que o estimule".

A argumentação de Plutão vai mais longe e sugere que existe corrupção na Liga de Planetas "O nosso mal é estarmos longe do centro de decisão, neste caso, o Sol! Porque é que não despromovem os planetas que são apenas gases? Se nós (Plutão) estivéssemos cheio de gases seriamos muito maiores"

Entretanto, o arrivista planeta UB-313 descoberto no ano passado quer substituir Plutão na Primeira Liga. No entanto, Mercúrio Loureiro, presidente da Liga dos Planetas afirma que um sistema solar com mais do que 8 planetas torna-se pouco competitiva, para além disso, Plutão tem uma orbita meia maluca e por isso deve ser banido do principal campeonato planetário.

Entretanto, e com esta confusão toda, o campeonato está suspenso e alguns planetas inclusivamente deixaram de girar.

Quem parece mais activo é Vénus,que este ano equipa com camisas novas e novo patrocinador: Durex Barroso.

Para Zé Beto, Presidente da Associação dos Espectadores dos Jogos Interplanetários e do Além, trata-se de uma pouca vergonha tudo isto,"tínhamos comprado uma faixa nova a dizer que o Hospital Sobral Cid apoia o Planeta Agostini e agora vai tudo por água abaixo."

fonte: texto sem autor, recebido pela internet

9.04.2006

Ventos de S. Roque # 18 - Ainda...Mateus!








Este processo é clarificador da conduta de muitos agentes dos diversos quadrantes.

Não sei se assiste alguma razão ao Gil Vicente, mas tenho muitas dúvidas.

A FPF coloca-se em bicos de pés, e mete-nos medo com a FIFA.

A LPFP tem entendimentos diferentes no seu seio, mas ainda não reuniu a direcção, que é o órgão mais importante, para analisar o assunto.

O Belenenses reclama vitória e não tem vergonha em afirmar que o Gil Vicente queria ganhar na secretaria.

O Governo não sabe o que fazer.

Alguns comentadores dizem mal de tudo e todos e alguns deles esquecem as trapalhadas em que estiveram envolvidos quando exerceram cargos desportivos. Deixo-vos o exemplo da análise do processo de candidatura do Farense no ano em que desceu de divisão. O Beira-Mar foi claramente prejudicado.

O processo apito dourado é arquivado em tranches.

Dirigentes, de grande responsabilidade, preferem dizer as asneiras que as massas tanto apreciam.

Tenho uma certeza, se este caso fosse com um dos três grandes nada acontecia.
A comunicação social está em pânico com a hipótese de ficarmos excluídos das competições internacionais. Pois é! Graças ao futebol, vendem muita parra e muitos empregos podem estar em causa.

Dirigentes, jornalistas, comentadores e analistas mudam com facilidade de opinião sobre este caso. Emitem, até, opinião sem conhecerem os factos.

No futebol, um ilustre dirigente disse que o que é verdade antes do almoço pode ser mentira logo a seguir. Orgulho-me de ter trabalhado como dirigente desportivo com um grupo de homens que mantinham a sua palavra; até a despedida foi consequência do cumprimento da palavra dada.

É claro, que não me agrada estarmos ausentes das competições internacionais, mas face a tudo isto, pondero mesmo a hipótese de que a melhor solução seja os tribunais civis a darem o seu veredicto. Podemos, assim, ter agora a oportunidade de regenerar o futebol.

No que se refere ao meu clube, estou convicto que temos mais a ganhar do que a perder.

Alberto Roque

8.04.2006

Ventos de S. Roque #17 - Há coragem??

Conhecido que é o único candidato à LPFP, consensual, interessa agora conhecer o programa para este mandato.

De acordo com o que tem sido noticiado, a reestruturação da organização da liga é inevitável e bem vinda por todos os clubes.

Conhecendo um pouco do actual estádio do futebol profissional, entendo como medidas estratégicas para os clubes de pequena e média dimensão e para o desenvolvimento do futebol, três propostas:

1-Alteração da venda das receitas televisivas. Actualmente cada clube negoceia o seu contrato. A solução seria a liga negociar o valor global e a redistribuição passaria a ser em função do mérito. Não é novidade, basta ver o que a uefa faz na liga dos campeões. Mais receitas e receitas ainda suficientes para subsidiar a divisão de honra.

2-Implementação da Taça da Liga. Mais receitas, mais competição. Os jogadores dos clubes que não estão nas competições europeias raramente ultrapassam os 30 jogos/ano e a média é de 20 jogos/ano, ou seja, pouca competição, agravada este ano com a redução do número de clubes.

3-No que se refere à arbitragem e considerando que esse problema desaparece da liga com a implementação da nova lei de bases, proponho que se acabe com a nomeação e se aplique neste período o sorteio puro e duro. Além de muitas outras vantagens, entre elas as pressões com efeitos práticos, a possibilidade de aparecerem novos valores. Foi quando este regime vigorou que apareceram os actuais melhores árbitros.

Estas medidas tem a oposição dos três grandes. Há coragem?

8.03.2006

Futsal do SC Beira-Mar na 3ª Divisão Nacional

Ao tomarmos conhecimento da subida à 3ª Divisão Nacional da equipa Sénior de Futsal do Sport Clube Beira Mar, queremos enviar os nossos sinceros parabéns a todos os que trabalharam no ambicioso projecto e nos sucessivos êxitos da ainda jovem Secção de Futsal, na época 2004/2005 e 2005/2006, e na futura e dificil caminhada, rumo à 1ª Divisão Nacional, que todos desejamos.

Ao André Costa, a quem tão arrojada missão foi confiada há 3 anos atrás, e a todo o seu grupo, sem excepção, a nossa particular gratidão, e felicitações pelo excelente desempenho na modalidade, para bem do nosso glorioso Clube.

Assim se faz história.

A malta do Rua do Vento

Ventos de S. Roque # 16 - O Gato e o Rato










Foi com alguma curiosidade que consultei o site do Ministério das Finanças para ver as listas publicitadas dos devedores à administração fiscal.

Esta curiosidade residia em saber quais os clubes, sad´s, federações, liga ou outras entidades ligadas ao desporto em geral, mas ao futebol em particular, deviam ao fisco.

NADA. Nem uma lá encontrei.

Bem, no caso do futebol profissional que gera milhões para o orçamento do estado é espantoso que ninguém releve este assunto. Mesmo que existam dividas, face às listas publicitadas elas tem que ser inferiores a cem mil euros por entidade, ou seja, o somatório da eventual divida de todos clubes e sad´s é bastante inferior a dois milhões de euros.

Revejam leituras recentes sobre as dívidas dos agentes do futebol ao fisco.

Releiam o que se disse e por quem sobre o totonegócio.

O futebol continua a servir para o que mais jeito dá.

Se da lista constassem uns clubes, pobres dos dirigentes.

Conclusão: Cada um que a tire.
Para mim ou há gato escondido com rabo de fora ou a montanha pariu um rato.

A. Roque

7.31.2006

Ventos de S. Roque # 15 - Os bons e o pior

Hermínio Loureiro deu uma entrevista ao semanário Expresso no passado dia 29 que me surpreendeu pela positiva.

Parabéns.

Hermínio Loureiro percebeu claramente a diferença entre a LPFP e a FPF. A LPFP é o equivalente às diferentes “ordens” das diferentes classes profissionais, sendo que os interesses dos associados são comuns.
Na liga, o grande problema é que os interesses dos três grandes são bastante divergentes dos interesses dos restantes vinte e nove.
Independentemente do valor de cada voto ser igual, verifica-se que o interesse dos clubes grandes sempre se sobrepôs ao dos restantes.
As receitas da TV e a redução de clubes nas duas ligas são exemplos.

O empenho dos clubes de pequena e média dimensão é fundamental.

As ideias estão lá, resta agora arranjar a equipa que consiga implementar a necessária reestruturação e defenda o interesse dos clubes profissionais de futebol, e não apenas o dos clubes mais fortes.
Junta-te aos bons e serás como eles, junta-te aos maus e serás pior do que eles.

A Roque

7.25.2006

Ventos de S. Roque # 14 - A carroça e os bois

A eleição dos novos dirigentes da LPFP foi a única saída para legitimação dos seus órgãos (ver o post de 29/06/06 sobre o caso Mateus).

Se nos clubes é difícil mobilizar os seus sócios para o dirigismo, para estes cargos aparecem de imediato resmas. É um facto e ainda bem, temos o futuro do dirigismo ao mais alto nível assegurado.

Conheço os objectivos da instituição e o seu funcionamento. Acho piada a alguns pseudo doutorados em futebol, discutirem o funcionamento da LPFP nos media de referência, revelando total ignorância.

É tempo de altera quer os objectivos, quer a orgânica. Isto implica alteração de estatutos. No que se refere aos objectivos a LPFP, tem que deixar de executar tarefas que colidam com interesses clubistas, com por exemplo, arbitragem e disciplina, dinamizando o marketing. A LPFP tem que se libertar dos assuntos que geram conflituosidade e desenvolver muito mais o espectáculo.

Quanto à orgânica, ela está muito pensada para um presidente oriundo de um clube com características mais de representação, do que propriamente características executivas. A existência de uma comissão executiva expressa isso mesmo. Os actuais estatutos permitem a diluição de responsabilidades entre o presidente e o director executivo, gerando inclusivamente conflitos graves.

Entendo, que seria mais adequado estabelecer um período de transição, embora com dirigentes legitimados para esse mandato específico e de forma a rever os estatutos, adaptando-os inclusivamente à nova Lei de Bases.

O G18 tinha já um notável trabalho nesta área, e que só não foi possível implementar porque os presidentes dos chamados grandes se desentenderam por motivos colaterais. Sublinho o trabalho do Dr. Dias da Cunha que previa a extinção da comissão executiva, um presidente da direcção profissional e três CEO nas áreas Administrativa/Financeira, Logística (organização de jogos) e Marketing/Media. Pessoalmente, concordo em geral, mas entendo, que deviam, também ser reforçadas as responsabilidades executivas da Direcção.

Vi ontem o meu caro amigo Hermínio Loureiro, disponibilizar-se para liderar a direcção. Conhece o desporto português e o futebol em particular, tem por isso condições para ser um bom líder, surpreendeu-me por se referir à arbitragem e à redução de custos. A arbitragem não deve ser assunto da LPFP e quanto às questões financeiras, preferia que tivesse falado em aumento de receitas, já que a redução de custos essa compete aos clubes. Quanto ao essencial, organização, nada disse.

Em conclusão, direi que há cerca de cinco anos tudo se manteve.
Perdeu-se uma oportunidade. Agora que existe nova oportunidade de mudança, está-se a pôr a carroça à frente dos bois.

A Roque

7.13.2006

Que excelente contratação esta época!!!!


Falamos, claramente, não do Jardel, mas da anunciada (re)contratação do Jorge Maia para o cargo de Assessor de Comunicação do Sport Clube Beira-Mar.

Esta contratação é, a nosso ver, das mais acertadas da época, tratando-se de um grande profissional e, sobretudo, de um homem com principios raros nos dias que correm.

Só podemos desejar ao Jorge sucesso na retoma do desempenho das suas funções, e elogiar a direcção por esta feliz decisão. Com o regresso à Super-Liga, a (re)profissionalização deste sector impunha-se.

Força Jorge, Força Beira!

Parabéns Auri-Negros!!



PARABÉNS PELO 6º ANIVERSÁRIO DOS NOSSOS SEMPRE PRESENTES AURI-NEGROS.

É RECONHECIDO O SEU VALOR E A DEDICAÇÃO AO NOSSO BEIRA-MAR!!

A TODOS UM FORTE "BEIRA BEIRA" DA MALTA DA RUA DO VENTO

7.10.2006

Beira-Mar contrata Jardel por uma temporada ?!


"Mário Jardel assinou por uma época pelo Beira-Mar, assumiu ontem, o presidente do clube, Artur Filipe, em conferência de Imprensa. O jogador brasileiro será apresentado na quinta-feira, dia em que irá integrar o estágio do clube auri-negro, que começa hoje em Estarreja.Segundo o homem-forte do futebol aveirense, José Cachide, o interesse do Beira-Mar no brasileiro surgiu na altura em que saiu uma notícia sobre a vontade do avançado regressar a Portugal esta época "Colocámos um intermediário em campo para saber da disponibilidade dele para vir para o Beira-Mar e depois foi negociar. O nosso orçamento para este ano não sofre alterações com a contratação de Jardel".- (in JN)

Ora ai está uma notícia... ummmmm ... curiosa??

Como eu acho que cada vez "percebo menos de bola", não vou comentar, mas gostava de ouvir os nossos visitantes!

Até para me ajudarem a formular uma opinião pois perdi por completo as coordenadas do Jardel - não sei onde tem jogado, nem que performances tem tido, nem se já "atinou" da cabeça,...

Saudações,
André Apolinário