10.30.2006

Avisos à Navegação #13 - "Gerir com os pés"


A "pedido de muitas familias", o DR. João de Sousa finalmente publica um artigo seu, desta vez, analisando a apresentação de contas que vai ser hoje levada a AG.
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Durante meses fui um espectador atento da vida do Sport Clube Beira Mar, regozijando-me com as vitórias e entristecendo-me com as derrotas, e tendo sempre presente que os órgãos sociais eleitos para gerir o clube o foram pela vontade democraticamente expressa pela maioria dos sócios votantes, que lhes concederam um mandato para gerir a instituição com ponderação, rigor e bom senso.

Este entendimento levou-me a suspender a publicação de alguns desabafos neste blog, não descurando contudo um acompanhamento cuidado da gestão desenvolvida na componente económico-financeira nos últimos meses.

Como ponto prévio à análise acho fundamental relembrar os sócios, e existem muitos – esquecidos e/ou mal agradecidos, do trabalho excepcional desenvolvido pelas anteriores Direcções no período que decorreu entre 1995 e 2005, na gestão do Sport Clube Beira Mar. Relembro que tendo-se inicialmente evitado a bancarrota, se equilibrou posteriormente o clube em termos financeiros, tendo-se mesmo nas últimas seis épocas apresentado resultados positivos que somados totalizaram os 1.252.768,92 €.

Mas nem só os resultados positivos foram importantes, outros dados recolhidos no relatório de 2004/2005 evidenciam uma gestão criteriosa, equilibrada e consequente, elogiada por todos e pouco habitual no panorama nacional:

a) O Passivo atingia os 2.931.020,19 €, sendo 38% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano);
b) O Activo atingia os 1.916.478,55 €, sendo 77% de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades;
c) O endividamento à Banca cifrava-se somente em 472.000 €;
d) Os Capitais Próprios, que em 1999 eram de 1.787.009,60 € negativos, na época de 2004/2005 cifravam-se em 1.014.541,64 € negativos.

Passado um ano, e visando estabelecer um paralelo comparativo, analisei o Relatório e Contas do exercício de 2005/2006 e deparei-me com um documento claro e bem elaborado, onde se evidenciam os resultados de uma péssima gestão económico-financeira, que não desportiva.

Contudo ambas as coisas não se podem dissociar, e esse foi o principal erro protagonizado pela Direcção do Beira Mar. Não adequar os custos aos proveitos expectáveis, evidencia um comportamento de rico com rendimentos de pobre, em que o endividamento é a solução mais fácil. O Estado Português fez o mesmo durante anos, e agora sofrem-se os efeitos do tratamento.

Sem dúvida esta é a principal razão para o descalabro verificado. Podem invocar que tal facto resultou da descida da equipa profissional de futebol à Liga de Honra, mas relembro que na época de 1999/2000 o Beira Mar também desceu, e nessa época o lucro do exercício foi de 73.559,06 €.

Continuando a análise do Relatório de 2005/2006, entre a informação disponibilizada sintetiza-se a que reputamos de fundamental:

a) A apresentação de um prejuízo de 2.002.154,65 €, que deveria ser de 2.168.983,65 €, se utilizados os mesmos critérios de 2004/2005, conforme Parecer do Revisor Oficial de Contas;
b) O Activo atingia os 2.023.178,36 €, sendo 67 % de dívidas de terceiros de curto prazo e de disponibilidades, sendo estas inferiores aos valores verificados em 2004/2005;
e) O Passivo atingia os 5.039.140,00 €, sendo 23% a médio e longo prazo (pagamento a mais de um ano). Note-se que na época de 2004/2005 o Passivo era de 2.931.020,19 €, tendo este crescido de um ano para o outro em 72 %;
f) Os Capitais Próprios passaram a ser em 2005/2006 de 3.016.696,29 € negativos;
c) Os custos do exercício foram de 4.617.542,06 €, não adequadamente compensados pelos proveitos que atingiram somente os 2.623.007,37 €.

Face aos dados apresentados questiona-se como foi possível cumprir com os compromissos assumidos no decorrer da época. A resposta é perfeitamente perceptível no Balanço em 30 de Junho de 2006. O crescimento dos empréstimos contraídos junto de instituições financeiras, e registados como obrigações a pagar a menos de um ano, obviamente em nome do Beira Mar, mas caucionados, presumo, com avais pessoais dos Directores, atingem os 2.102.385,26 €. Igualmente os empréstimos de terceiros, penso de Directores, têm o valor de 667.495,55 €. Somados estes valores, eles atingem os 2.769.880,81 €, que somados aos restantes valores do Passivo, contribuem para o citado crescimento num ano de 72 %, e o consequente descalabro total na gestão financeira.

Durante anos, e enquanto o Eng.º Mano Nunes foi Presidente, o Sport Clube Beira Mar foi gerido com parcimónia, rigor e objectividade. Sabia-se o que se queria e conciliava-se a vertente desportiva com a económico-financeira. Neste ano, estragou-se todo o trabalho desenvolvido em dez anos, e hipotecou-se o clube a troco de uma miragem – a subida a todo o custo à Liga Bwin.

Diz o povo e com razão, que quem não tem competência não se estabelece. Assim, e como quem está a gerir são homens conhecidos por terem elevada liquidez, assumam as suas responsabilidades e não hipotequem o futuro do clube. Não pensem em lançar mão da constituição de uma SAD como medicamento para sanear financeiramente a instituição, pois os sócios não vão deixar.

Assim o espero!
João Sousa

Amizade

Um dos atletas do Sporting C. P. que tem uma ligação especial ao S.C.BeiraMar é o Marco Caneira.
O Caneira está ligado ao feito mais importante do S.C.BeiraMar: a conquista da Taça de Portugal.

O Marco Caneira sabe reconhecer também o quanto foi importante para ele a conquista deste titulo embora impedido de jogar a final.

Quero aqui manifestar o agradecimento pelo reconhecimento e carinho revelado por este atleta ao nosso clube e que ficou devidamente simbolizado neste jogo: ofereceu-me a camisola.

A Roque

PROTAGONISTAS

O jogo entre o S C BeiraMar e o Sporting C. P. foi fantástico.

Foi um dos jogos mais espectaculares que eu tive oportunidade de assistir.
Parabéns.

A moldura humana foi excelente, o publico também, as claques idem, muitos vip´s e até alguns viip´s, mas foram os jogadores das duas equipas os verdadeiros PROTAGONISTAS.

A. Roque

10.23.2006

Ventos de S. Roque # 22 - Liderança

A guerra de palavras entre os presidentes do SLB e do FCP ultrapassaram o admissível e são passíveis de processo de inquérito no âmbito da comissão disciplinar da LPFP.
É bem explícito o regulamento disciplinar.

Esta situação é demasiado grave e em nada dignifica os dirigentes em causa como implica prejuízo à indústria futebol, ou seja, a terceiros.

Em nenhuma liga profissional é admissível este tipo de atitudes.

O presidente da LPFP não pode fazer de conta que nada aconteceu, ou toma medidas ou perde capacidade de liderança.
A Roque

10.18.2006

Ventos de S. Roque # 21 - Arbitragem


PROFISSIONALIZAÇAO DA ARBITRAGEM

A profissionalização da arbitragem tem sido a bandeira que voluntariamente ou não, o presidente da LPFP mais tem mediatizado.
Ainda percebo que essa seja uma das bandeiras do Victor Pereira, enquanto presidente da comissão de arbitragem, embora nunca a tenha fundamentado.
Meu caro Hermínio Loureiro, a arbitragem não é um problema da liga. A arbitragem é sinónima de fractura entre os clubes. Deve, é ser feito um esforço, que todos agradecem, para que regresse rapidamente à FPF.

A LPFP tem muito mais assuntos com que se preocupar e que claramente se enquadram com o seu objecto: dinamização da indústria do futebol.
Mas quando se fala em profissionalização da arbitragem, do que se fala?
Dos honorários? Já são mais elevados que a média nacional.
Da exclusividade? Interessa aos árbitros com elevada qualificação?
Da reforma? Aos 45 anos?
Deixa de haver promoções e despromoções? Grupo de elite fechado?

Não se conhece um projecto, mas fala-se em profissionalização. Pretende-se falar em profissionalização ou em exclusividade?

Sou contra, mais do que a profissionalização ou melhor exclusividade de funções, já que se pode ser profissional em varias actividades simultaneamente, o mais importante é um código de conduta. Contudo deixo-lhe aqui uma proposta:

1- A FPF é uma instituição de utilidade pública.
2- A FPF pode utilizar a figura da requisição para o recrutamento de colaboradores.
3- A requisição pode ser anual.

Garantia de:
1-Vencimento adequado às funções.
2-Assistência social.
3-Regresso ao emprego de origem sem perda de direitos.

A. Roque

9.28.2006

Ventos de S. Roque # 20 - O Trigo e o Joio







As estruturas dirigentes do futebol em geral, e do futebol profissional em particular, têm sido drasticamente atingidas nos últimos tempos.
Estive no futebol cerca de dez anos. Tive e tenho orgulho de ter pertencido àquele mundo. Um mundo verdadeiramente fascinante e no qual conheci gente excepcional e tive a sorte de fazer alguns amigos.
É uma verdadeira paixão. Paixão que muitas vezes impede a utilização da razão na análise das situações. É essa mesma paixão que prolonga a presença dos mesmos nos mesmos lugares.
Acho que consegui ter alguma lucidez e sair quando me pareceu ser melhor para o meu clube, mas mesmo de fora tenho assistido a esta peça com enorme tristeza.
Actores que já representaram a grande nível, estão sem graça. Acho que todos agradecemos se saírem de cena.
É, no mínimo, estranho que alguns desses actores, rejeitem um inquérito no âmbito da competência dos órgãos jurisdicionais da liga no caso “apito”.
Estranho, que em função das notícias que cirurgicamente se vão dando a conhecer, os potenciais prejudicados, não exijam consequências no plano desportivo e até financeiro.
Interrogo-me quanto ao silêncio de muitos dirigentes, sobretudo dos clubes de menor dimensão. Não consigo perceber.
Soluções? A primeira decisão da nova direcção da liga e fundamentalmente do seu presidente, deve ser a de solicitar à comissão disciplinar um inquérito ao caso “apito dourado”.
Doa a quem doer. Exige-se verdade.
Não se trata de uma caça às bruxas, mas antes separar o trigo do joio.A Roque

9.13.2006

Ventos de S. Roque # 19 - Competência Vs Dependência


Eu abstive-me de comentar imediatamente as incidências que se verificaram no jogo, porque, normalmente, vejo as coisas com demasiada emotividade e poderia fazer uma análise incorrecta.

O desempenho da equipa de arbitragem foi excelente na primeira metade do encontro, repito excelente. Depois do intervalo foi exibido um cartão amarelo despropositado e no mínimo num acto de prepotência do senhor árbitro.

Após o primeiro golo do União de Leiria, o desempenho da equipa de arbitragem foi, no mínimo, arbitrário.

Como é possível esta equipa de arbitragem demonstrar competência até uma determinada fase do jogo e de seguida cometer erros sempre em prejuízo da mesma equipa?

A direcção do Beira-Mar já reagiu, e bem. Acho que poderia ir mais longe, participando à comissão disciplinar da liga o comportamento da equipa de arbitragem, requerendo um inquérito ao seu desempenho. Assim o senhor João Vilas Boas não ia uma semana para a jarra mas iria o tempo necessário ao inquérito. Provavelmente, esta seria uma das medidas, que rapidamente se implementaria e obrigaria no mínimo a saberem que, como em qualquer outra profissão, têm que justificar os erros.

Bem sei que isto tem consequências e não é assim tão fácil: o corporativismo na arbitragem é terrível.

Acresce ainda que na arbitragem existe o sentimento que o erro muitas vezes não penaliza mas antes compensa.

Se o árbitro revelou competência, como justifica depois arbitrariedades evidentes? Especulando um pouco diria que recebeu um telefonema ao intervalo e quando sentiu que era possível, inconscientemente apitava sob a dependência.

A. Roque

9.11.2006

Uma questão de regras!!!!!!!!






AS REGRAS…. DA F.I.F.A. E DA A.T.C.N.S.P.

O meu amigo Zé Querido enviou-me um e-mail com os estatutos de uma associação a que o seu pai pertencera. Disse-me que tal como a FIFA também esta associação era implacável para com eventuais incumprimentos. Data de 1935 e também não obrigava ninguém a ser associado.Não resisti em partilhar este documento e desafio-vos a verificar se existem diferenças nos estatutos das duas entidades.

9.08.2006

Caso "Mateus" afinal é inter-galáctico




Liga dos Planetas: Plutão entrega providência cautelar junto do Tribunal Administrativo de Lisboa.

Depois de ter sido despromovido à Segunda Liga dos Planetas, Plutão recorre aos tribunais civis de forma a suspender todo o Campeonato Interplanetário.

Plutão tinha subido à primeira liga deste campeonato há mais de 70 anos e foi agora despromovido porque é pequenito.

Plutão não se conformou e recorreu aos tribunais com o argumento de é "pequenito mascorre que se farta. Além de mais, os planetas não se medem aos palmos e qualquer coisa que esteja com uma temperatura ambiente de 220 graus negativos mirra, e não há Ana Malhoa que o estimule".

A argumentação de Plutão vai mais longe e sugere que existe corrupção na Liga de Planetas "O nosso mal é estarmos longe do centro de decisão, neste caso, o Sol! Porque é que não despromovem os planetas que são apenas gases? Se nós (Plutão) estivéssemos cheio de gases seriamos muito maiores"

Entretanto, o arrivista planeta UB-313 descoberto no ano passado quer substituir Plutão na Primeira Liga. No entanto, Mercúrio Loureiro, presidente da Liga dos Planetas afirma que um sistema solar com mais do que 8 planetas torna-se pouco competitiva, para além disso, Plutão tem uma orbita meia maluca e por isso deve ser banido do principal campeonato planetário.

Entretanto, e com esta confusão toda, o campeonato está suspenso e alguns planetas inclusivamente deixaram de girar.

Quem parece mais activo é Vénus,que este ano equipa com camisas novas e novo patrocinador: Durex Barroso.

Para Zé Beto, Presidente da Associação dos Espectadores dos Jogos Interplanetários e do Além, trata-se de uma pouca vergonha tudo isto,"tínhamos comprado uma faixa nova a dizer que o Hospital Sobral Cid apoia o Planeta Agostini e agora vai tudo por água abaixo."

fonte: texto sem autor, recebido pela internet