8.04.2006

Ventos de S. Roque #17 - Há coragem??

Conhecido que é o único candidato à LPFP, consensual, interessa agora conhecer o programa para este mandato.

De acordo com o que tem sido noticiado, a reestruturação da organização da liga é inevitável e bem vinda por todos os clubes.

Conhecendo um pouco do actual estádio do futebol profissional, entendo como medidas estratégicas para os clubes de pequena e média dimensão e para o desenvolvimento do futebol, três propostas:

1-Alteração da venda das receitas televisivas. Actualmente cada clube negoceia o seu contrato. A solução seria a liga negociar o valor global e a redistribuição passaria a ser em função do mérito. Não é novidade, basta ver o que a uefa faz na liga dos campeões. Mais receitas e receitas ainda suficientes para subsidiar a divisão de honra.

2-Implementação da Taça da Liga. Mais receitas, mais competição. Os jogadores dos clubes que não estão nas competições europeias raramente ultrapassam os 30 jogos/ano e a média é de 20 jogos/ano, ou seja, pouca competição, agravada este ano com a redução do número de clubes.

3-No que se refere à arbitragem e considerando que esse problema desaparece da liga com a implementação da nova lei de bases, proponho que se acabe com a nomeação e se aplique neste período o sorteio puro e duro. Além de muitas outras vantagens, entre elas as pressões com efeitos práticos, a possibilidade de aparecerem novos valores. Foi quando este regime vigorou que apareceram os actuais melhores árbitros.

Estas medidas tem a oposição dos três grandes. Há coragem?

8.03.2006

Futsal do SC Beira-Mar na 3ª Divisão Nacional

Ao tomarmos conhecimento da subida à 3ª Divisão Nacional da equipa Sénior de Futsal do Sport Clube Beira Mar, queremos enviar os nossos sinceros parabéns a todos os que trabalharam no ambicioso projecto e nos sucessivos êxitos da ainda jovem Secção de Futsal, na época 2004/2005 e 2005/2006, e na futura e dificil caminhada, rumo à 1ª Divisão Nacional, que todos desejamos.

Ao André Costa, a quem tão arrojada missão foi confiada há 3 anos atrás, e a todo o seu grupo, sem excepção, a nossa particular gratidão, e felicitações pelo excelente desempenho na modalidade, para bem do nosso glorioso Clube.

Assim se faz história.

A malta do Rua do Vento

Ventos de S. Roque # 16 - O Gato e o Rato










Foi com alguma curiosidade que consultei o site do Ministério das Finanças para ver as listas publicitadas dos devedores à administração fiscal.

Esta curiosidade residia em saber quais os clubes, sad´s, federações, liga ou outras entidades ligadas ao desporto em geral, mas ao futebol em particular, deviam ao fisco.

NADA. Nem uma lá encontrei.

Bem, no caso do futebol profissional que gera milhões para o orçamento do estado é espantoso que ninguém releve este assunto. Mesmo que existam dividas, face às listas publicitadas elas tem que ser inferiores a cem mil euros por entidade, ou seja, o somatório da eventual divida de todos clubes e sad´s é bastante inferior a dois milhões de euros.

Revejam leituras recentes sobre as dívidas dos agentes do futebol ao fisco.

Releiam o que se disse e por quem sobre o totonegócio.

O futebol continua a servir para o que mais jeito dá.

Se da lista constassem uns clubes, pobres dos dirigentes.

Conclusão: Cada um que a tire.
Para mim ou há gato escondido com rabo de fora ou a montanha pariu um rato.

A. Roque

7.31.2006

Ventos de S. Roque # 15 - Os bons e o pior

Hermínio Loureiro deu uma entrevista ao semanário Expresso no passado dia 29 que me surpreendeu pela positiva.

Parabéns.

Hermínio Loureiro percebeu claramente a diferença entre a LPFP e a FPF. A LPFP é o equivalente às diferentes “ordens” das diferentes classes profissionais, sendo que os interesses dos associados são comuns.
Na liga, o grande problema é que os interesses dos três grandes são bastante divergentes dos interesses dos restantes vinte e nove.
Independentemente do valor de cada voto ser igual, verifica-se que o interesse dos clubes grandes sempre se sobrepôs ao dos restantes.
As receitas da TV e a redução de clubes nas duas ligas são exemplos.

O empenho dos clubes de pequena e média dimensão é fundamental.

As ideias estão lá, resta agora arranjar a equipa que consiga implementar a necessária reestruturação e defenda o interesse dos clubes profissionais de futebol, e não apenas o dos clubes mais fortes.
Junta-te aos bons e serás como eles, junta-te aos maus e serás pior do que eles.

A Roque

7.25.2006

Ventos de S. Roque # 14 - A carroça e os bois

A eleição dos novos dirigentes da LPFP foi a única saída para legitimação dos seus órgãos (ver o post de 29/06/06 sobre o caso Mateus).

Se nos clubes é difícil mobilizar os seus sócios para o dirigismo, para estes cargos aparecem de imediato resmas. É um facto e ainda bem, temos o futuro do dirigismo ao mais alto nível assegurado.

Conheço os objectivos da instituição e o seu funcionamento. Acho piada a alguns pseudo doutorados em futebol, discutirem o funcionamento da LPFP nos media de referência, revelando total ignorância.

É tempo de altera quer os objectivos, quer a orgânica. Isto implica alteração de estatutos. No que se refere aos objectivos a LPFP, tem que deixar de executar tarefas que colidam com interesses clubistas, com por exemplo, arbitragem e disciplina, dinamizando o marketing. A LPFP tem que se libertar dos assuntos que geram conflituosidade e desenvolver muito mais o espectáculo.

Quanto à orgânica, ela está muito pensada para um presidente oriundo de um clube com características mais de representação, do que propriamente características executivas. A existência de uma comissão executiva expressa isso mesmo. Os actuais estatutos permitem a diluição de responsabilidades entre o presidente e o director executivo, gerando inclusivamente conflitos graves.

Entendo, que seria mais adequado estabelecer um período de transição, embora com dirigentes legitimados para esse mandato específico e de forma a rever os estatutos, adaptando-os inclusivamente à nova Lei de Bases.

O G18 tinha já um notável trabalho nesta área, e que só não foi possível implementar porque os presidentes dos chamados grandes se desentenderam por motivos colaterais. Sublinho o trabalho do Dr. Dias da Cunha que previa a extinção da comissão executiva, um presidente da direcção profissional e três CEO nas áreas Administrativa/Financeira, Logística (organização de jogos) e Marketing/Media. Pessoalmente, concordo em geral, mas entendo, que deviam, também ser reforçadas as responsabilidades executivas da Direcção.

Vi ontem o meu caro amigo Hermínio Loureiro, disponibilizar-se para liderar a direcção. Conhece o desporto português e o futebol em particular, tem por isso condições para ser um bom líder, surpreendeu-me por se referir à arbitragem e à redução de custos. A arbitragem não deve ser assunto da LPFP e quanto às questões financeiras, preferia que tivesse falado em aumento de receitas, já que a redução de custos essa compete aos clubes. Quanto ao essencial, organização, nada disse.

Em conclusão, direi que há cerca de cinco anos tudo se manteve.
Perdeu-se uma oportunidade. Agora que existe nova oportunidade de mudança, está-se a pôr a carroça à frente dos bois.

A Roque

7.13.2006

Que excelente contratação esta época!!!!


Falamos, claramente, não do Jardel, mas da anunciada (re)contratação do Jorge Maia para o cargo de Assessor de Comunicação do Sport Clube Beira-Mar.

Esta contratação é, a nosso ver, das mais acertadas da época, tratando-se de um grande profissional e, sobretudo, de um homem com principios raros nos dias que correm.

Só podemos desejar ao Jorge sucesso na retoma do desempenho das suas funções, e elogiar a direcção por esta feliz decisão. Com o regresso à Super-Liga, a (re)profissionalização deste sector impunha-se.

Força Jorge, Força Beira!

Parabéns Auri-Negros!!



PARABÉNS PELO 6º ANIVERSÁRIO DOS NOSSOS SEMPRE PRESENTES AURI-NEGROS.

É RECONHECIDO O SEU VALOR E A DEDICAÇÃO AO NOSSO BEIRA-MAR!!

A TODOS UM FORTE "BEIRA BEIRA" DA MALTA DA RUA DO VENTO

7.10.2006

Beira-Mar contrata Jardel por uma temporada ?!


"Mário Jardel assinou por uma época pelo Beira-Mar, assumiu ontem, o presidente do clube, Artur Filipe, em conferência de Imprensa. O jogador brasileiro será apresentado na quinta-feira, dia em que irá integrar o estágio do clube auri-negro, que começa hoje em Estarreja.Segundo o homem-forte do futebol aveirense, José Cachide, o interesse do Beira-Mar no brasileiro surgiu na altura em que saiu uma notícia sobre a vontade do avançado regressar a Portugal esta época "Colocámos um intermediário em campo para saber da disponibilidade dele para vir para o Beira-Mar e depois foi negociar. O nosso orçamento para este ano não sofre alterações com a contratação de Jardel".- (in JN)

Ora ai está uma notícia... ummmmm ... curiosa??

Como eu acho que cada vez "percebo menos de bola", não vou comentar, mas gostava de ouvir os nossos visitantes!

Até para me ajudarem a formular uma opinião pois perdi por completo as coordenadas do Jardel - não sei onde tem jogado, nem que performances tem tido, nem se já "atinou" da cabeça,...

Saudações,
André Apolinário

6.29.2006

Ventos de S. Roque #13 - Mateus!!

MATEUS, de dez em dez anos.

Em 1996, Mateus foi a personagem principal do nosso futebol.

Se bem se lembram, até essa data, os clubes não pagavam impostos ao Estado. As associações desportivas e outras, serviam de entreposto às empresas para o branqueamento de muito dinheiro. O método era simples e resume-se ao seguinte: como o estado não reclamava os impostos às associações, estas emitiam recibos dez (ou mais) vezes superiores ao que de facto recebiam. É fácil saber quais utilizaram este mecanismo. Essas empresas deixaram de apoiar o desporto logo que o Estado começou a obrigar os clubes a pagarem impostos.

Bem, mas o problema era saber o que se fazia até essa data, ou seja, investigar e concluir que os grandes beneficiados tinham sido outros que não os clubes e isso criaria um problema grave às empresas e empresários, ou responsabilizar os clubes.

Foi então, que surgiu um tal Mateus, ou melhor, Dr. Augusto Mateus. Conhecedor dos factos, fez aprovar uma lei que embora responsabilizando os clubes, daria alguma flexibilidade à forma e prazo de pagamento.

Em 2006, Mateus volta a ser a personagem principal do nosso Futebol.

Bom, nem me vou preocupar em saber de que lado está a razão, o que se passou na Liga Portuguesa de Futebol Profissional e especificamente na comissão disciplinar, foi tão mau que ficou demonstrada a necessidade imediata de eleições.

Em minha opinião, o campeonato começa mal se não se legitimar os responsáveis e o Sport Clube Beira Mar deve reclamar clarificação na gestão do futebol profissional.

Ainda bem que, de dez em dez anos, aparece um Mateus.

A Roque