7.31.2006

Ventos de S. Roque # 15 - Os bons e o pior

Hermínio Loureiro deu uma entrevista ao semanário Expresso no passado dia 29 que me surpreendeu pela positiva.

Parabéns.

Hermínio Loureiro percebeu claramente a diferença entre a LPFP e a FPF. A LPFP é o equivalente às diferentes “ordens” das diferentes classes profissionais, sendo que os interesses dos associados são comuns.
Na liga, o grande problema é que os interesses dos três grandes são bastante divergentes dos interesses dos restantes vinte e nove.
Independentemente do valor de cada voto ser igual, verifica-se que o interesse dos clubes grandes sempre se sobrepôs ao dos restantes.
As receitas da TV e a redução de clubes nas duas ligas são exemplos.

O empenho dos clubes de pequena e média dimensão é fundamental.

As ideias estão lá, resta agora arranjar a equipa que consiga implementar a necessária reestruturação e defenda o interesse dos clubes profissionais de futebol, e não apenas o dos clubes mais fortes.
Junta-te aos bons e serás como eles, junta-te aos maus e serás pior do que eles.

A Roque

7.25.2006

Ventos de S. Roque # 14 - A carroça e os bois

A eleição dos novos dirigentes da LPFP foi a única saída para legitimação dos seus órgãos (ver o post de 29/06/06 sobre o caso Mateus).

Se nos clubes é difícil mobilizar os seus sócios para o dirigismo, para estes cargos aparecem de imediato resmas. É um facto e ainda bem, temos o futuro do dirigismo ao mais alto nível assegurado.

Conheço os objectivos da instituição e o seu funcionamento. Acho piada a alguns pseudo doutorados em futebol, discutirem o funcionamento da LPFP nos media de referência, revelando total ignorância.

É tempo de altera quer os objectivos, quer a orgânica. Isto implica alteração de estatutos. No que se refere aos objectivos a LPFP, tem que deixar de executar tarefas que colidam com interesses clubistas, com por exemplo, arbitragem e disciplina, dinamizando o marketing. A LPFP tem que se libertar dos assuntos que geram conflituosidade e desenvolver muito mais o espectáculo.

Quanto à orgânica, ela está muito pensada para um presidente oriundo de um clube com características mais de representação, do que propriamente características executivas. A existência de uma comissão executiva expressa isso mesmo. Os actuais estatutos permitem a diluição de responsabilidades entre o presidente e o director executivo, gerando inclusivamente conflitos graves.

Entendo, que seria mais adequado estabelecer um período de transição, embora com dirigentes legitimados para esse mandato específico e de forma a rever os estatutos, adaptando-os inclusivamente à nova Lei de Bases.

O G18 tinha já um notável trabalho nesta área, e que só não foi possível implementar porque os presidentes dos chamados grandes se desentenderam por motivos colaterais. Sublinho o trabalho do Dr. Dias da Cunha que previa a extinção da comissão executiva, um presidente da direcção profissional e três CEO nas áreas Administrativa/Financeira, Logística (organização de jogos) e Marketing/Media. Pessoalmente, concordo em geral, mas entendo, que deviam, também ser reforçadas as responsabilidades executivas da Direcção.

Vi ontem o meu caro amigo Hermínio Loureiro, disponibilizar-se para liderar a direcção. Conhece o desporto português e o futebol em particular, tem por isso condições para ser um bom líder, surpreendeu-me por se referir à arbitragem e à redução de custos. A arbitragem não deve ser assunto da LPFP e quanto às questões financeiras, preferia que tivesse falado em aumento de receitas, já que a redução de custos essa compete aos clubes. Quanto ao essencial, organização, nada disse.

Em conclusão, direi que há cerca de cinco anos tudo se manteve.
Perdeu-se uma oportunidade. Agora que existe nova oportunidade de mudança, está-se a pôr a carroça à frente dos bois.

A Roque

7.13.2006

Que excelente contratação esta época!!!!


Falamos, claramente, não do Jardel, mas da anunciada (re)contratação do Jorge Maia para o cargo de Assessor de Comunicação do Sport Clube Beira-Mar.

Esta contratação é, a nosso ver, das mais acertadas da época, tratando-se de um grande profissional e, sobretudo, de um homem com principios raros nos dias que correm.

Só podemos desejar ao Jorge sucesso na retoma do desempenho das suas funções, e elogiar a direcção por esta feliz decisão. Com o regresso à Super-Liga, a (re)profissionalização deste sector impunha-se.

Força Jorge, Força Beira!

Parabéns Auri-Negros!!



PARABÉNS PELO 6º ANIVERSÁRIO DOS NOSSOS SEMPRE PRESENTES AURI-NEGROS.

É RECONHECIDO O SEU VALOR E A DEDICAÇÃO AO NOSSO BEIRA-MAR!!

A TODOS UM FORTE "BEIRA BEIRA" DA MALTA DA RUA DO VENTO

7.10.2006

Beira-Mar contrata Jardel por uma temporada ?!


"Mário Jardel assinou por uma época pelo Beira-Mar, assumiu ontem, o presidente do clube, Artur Filipe, em conferência de Imprensa. O jogador brasileiro será apresentado na quinta-feira, dia em que irá integrar o estágio do clube auri-negro, que começa hoje em Estarreja.Segundo o homem-forte do futebol aveirense, José Cachide, o interesse do Beira-Mar no brasileiro surgiu na altura em que saiu uma notícia sobre a vontade do avançado regressar a Portugal esta época "Colocámos um intermediário em campo para saber da disponibilidade dele para vir para o Beira-Mar e depois foi negociar. O nosso orçamento para este ano não sofre alterações com a contratação de Jardel".- (in JN)

Ora ai está uma notícia... ummmmm ... curiosa??

Como eu acho que cada vez "percebo menos de bola", não vou comentar, mas gostava de ouvir os nossos visitantes!

Até para me ajudarem a formular uma opinião pois perdi por completo as coordenadas do Jardel - não sei onde tem jogado, nem que performances tem tido, nem se já "atinou" da cabeça,...

Saudações,
André Apolinário

6.29.2006

Ventos de S. Roque #13 - Mateus!!

MATEUS, de dez em dez anos.

Em 1996, Mateus foi a personagem principal do nosso futebol.

Se bem se lembram, até essa data, os clubes não pagavam impostos ao Estado. As associações desportivas e outras, serviam de entreposto às empresas para o branqueamento de muito dinheiro. O método era simples e resume-se ao seguinte: como o estado não reclamava os impostos às associações, estas emitiam recibos dez (ou mais) vezes superiores ao que de facto recebiam. É fácil saber quais utilizaram este mecanismo. Essas empresas deixaram de apoiar o desporto logo que o Estado começou a obrigar os clubes a pagarem impostos.

Bem, mas o problema era saber o que se fazia até essa data, ou seja, investigar e concluir que os grandes beneficiados tinham sido outros que não os clubes e isso criaria um problema grave às empresas e empresários, ou responsabilizar os clubes.

Foi então, que surgiu um tal Mateus, ou melhor, Dr. Augusto Mateus. Conhecedor dos factos, fez aprovar uma lei que embora responsabilizando os clubes, daria alguma flexibilidade à forma e prazo de pagamento.

Em 2006, Mateus volta a ser a personagem principal do nosso Futebol.

Bom, nem me vou preocupar em saber de que lado está a razão, o que se passou na Liga Portuguesa de Futebol Profissional e especificamente na comissão disciplinar, foi tão mau que ficou demonstrada a necessidade imediata de eleições.

Em minha opinião, o campeonato começa mal se não se legitimar os responsáveis e o Sport Clube Beira Mar deve reclamar clarificação na gestão do futebol profissional.

Ainda bem que, de dez em dez anos, aparece um Mateus.

A Roque

PELO BEIRA, SEMPRE - PARTE IX

Ao tomar conhecimento da surpreendente demissão do departamento clínico do Sport Clube do Beira Mar, nomeadamente, Dr. Laerte Mota, Dr. Elmano Ramalheira, Dra. Lúcia Ferreira, Enfermeiro-Chefe, José Luís, e Enfermeiro, Carlos Neves, e pior, pelos factos conhecidos, não posso deixar de dar a minha total solidariedade a todos que souberam por bem oferecer os seus préstimos ao nosso glorioso Clube, pela sua conduta, honestidade, esforço pelo seu trabalho, espírito de sacrifício, generosidade ilimitada e grandeza amiga com todos, preocupados sempre com o espírito de fazer bem aos outros, o sincero propósito da recuperação dos atletas em tempo útil, se dignaram colaborar com o Beira Mar, ao longo dos anos e foram muitos, que mereciam mais respeito e consideração.

São os tais homens e mulheres, como estes, tendo desempenhado um papel de grande relevo no Clube, merecem o galardão.

Acresce ainda, ao Dr. Laerte e Dra. Lúcia, a quem lhes cabe, com a colaboração do departamento juvenil, a responsabilidade e honra de haver desempenhado um papel de relevância na medicina desportiva a nível nacional, o mérito da realização e evolução das 1ª e 2ª Jornadas Médicas Desportivas do Beira-Mar, em Junho dos anos 2003 e 2004, com um painel de excelência dos melhores especialistas na matéria, na presença de centenas de participantes inscritos, efectuados no grande auditório da Universidade de Aveiro, souberam levar avante, para bem do Beira-Mar e todos os presentes.
Na certeza do seu êxito, ficou em estudo as próximas realizações, se efectuarem de três em três anos.

A este evento, com as suas receitas, se deveu a renovação do equipamento e compra de novos aparelhos de recuperação do posto médico da formação.

Uma palavra especial à Dra. Lúcia Ferreira, que comigo trabalhou generosamente vários anos em prol do Beira-Mar, com a responsabilidade médica que o desporto exige a cerca de 350 jovens atletas, a minha gratidão pela liderança confiada, competência, mesmo nos momentos mais difíceis quando solicitada e sempre presente, soubemos com respeito mutuo, harmonia, diálogo e solicitações que sempre soubemos honrar.

O meu reconhecimento pelo alto valor prestado a todos e em todos os momentos ao Sport Clube Beira-mar.

Óscar Paulo

6.12.2006

As Rajadas do Mano - Quem ri no fim... ri melhor!!







Pensei nunca mais escrever ou comentar, a não ser no local próprio (Assembleia Geral) a política ou estratégia desportiva ou económica, seguida por esta Direcção, no nosso clube, que não tenho dúvidas em afirmar, que é a pior que conheci, pelo menos nos últimos trinta anos.

Mas, ao ler o Diário de Aveiro de 9/6, fiquei perplexo, ao constatar uma alusão à antiga Direcção da qual eu era líder, feita por um Vice Presidente, que de forma leviana, tenta justificar os chorrilhos de asneiras e actos de má gestão, cometidos por esta Direcção, sendo ele e o Presidente, mas mais ele o principal responsável, pelo despesismo e aventureirismo, próprios dos pára-quedistas que aparecem no futebol, para se mostrarem e que normalmente «arrotam milhões» e que na gíria futebolística são denominados «Patos Bravos».

Será que este senhor ainda não sabe, que em oito anos em que liderei o clube, tive seis anos consecutivos com resultados positivos e num destes anos, subimos de divisão? Não me admira, porque para ele o futebol e, principalmente o Beira-Mar, chegaram há muito pouco tempo à sua vida.

Fala nos jogadores que a antiga direcção deixou, como se estes tivessem sido a desgraça económica do Clube, quando toda a gente sabe que se não fossem estes, não teria sido com os jogadores contratados e comprados que o nosso Beira subia.

Apesar de nesta época ter sido extremamente fácil subir devido aos problemas financeiros, que grande parte dos nossos adversários enfrentaram. Olhe-se para o exemplo do Aves, que com um orçamento de um milhão de euros subiu.

Eu com as pessoas que me rodeavam, teríamos feito o mesmo que este clube, se não tivessem aparecido tantos voluntários. Porque para alcançar este objectivo só era preciso saber de futebol e ter amigos neste mundo.

Para esclarecimento dos Aveirenses e em particular dos Beiramarenses vou enumerar algumas aventuras cometidas pelos «sete magníficos ou sete suicidas», como se apelidam, que provam que foram mais suicidas do Clube do que deles próprios a não ser que assumam ou os sócios os façam assumir pessoalmente por este descalabro financeiro, que a breve prazo nos pode levar à falência.

---Nunca o Beira-Mar, teve um débito à Banca ou a particulares, num valor de 3 milhões de euros.

---Nunca o nosso Clube inscreveu 37 jogadores, numa só época desportiva, nem foi interposto de mais uns 20 como na época passada. Tudo isto custou uns milhares largos de euros.

---Nunca o Beira-Mar, gastou em 10 anos da minha gestão, em aquisição de jogadores, como esta Direcção o fez nesta só época que com todos gastos inerentes deve ultrapassar os 750 mil euros. Devolvendo alguns á procedência, pagando parte dos ordenados ou indemnizando-os.

---Nunca o nosso Clube gastou 650 mil euros em prémios de subida, atingindo no máximo, um terço desta verba.

---Felizmente, subimos á Liga. Mas quanto nos custou? O futuro do Clube?!

Espero e desejo que não se atinja a falência. Mas além da crise financeira, temos uma crise directiva que vai eclodir no momento oportuno, porque agora outros valores mais altos se levantam (negócios e negociatas), o Presidente diz que vai demitir um Vice-Presidente e este diz que vai fazer cair a Direcção.

Julgo que a Direcção vai ficar sem quórum e vamos ter novas eleições.

Como se sabe um Vice-Presidente demitiu-se, porque os «homens do diálogo», acharam que o antigo Presidente tinha razão e fizeram pior do que este apelidando os Políticos da nossa Terra, da esquerda á direita de incompetentes e outros mimos, que qualquer pessoa de bem que estivesse nos dois lados, só poderia tomar esta posição.

Vou ficar a aguardar pela posição de um sujeito que gosta de ter o rabo em mais que uma cadeira.

O director do futebol juvenil demitiu-se, senão era demitido ou corrido pelos pais dos nossos jovens. Sem estes o clube passava bem, mas a grande perca para o nosso Beira, foi a demissão em bloco do departamento clínico.
O sócio comum não imagina o amor, a dedicação, a competência e a importância que esta gente tinha para nós.
Demitiram-se fartos de aturar um «artista da bola», um vice que lhe deu cobertura e que clama que a mudança é importante e uma ingratidão atroz de toda a Direcção.

Lamento e estou solidário convosco e publicamente quero agradecer a todos o que fizeram pelo nosso Clube.
OBRIGADO, Dr. Laerte Mota, Dr. Lúcia Ferreira, Dr. Elmano Ramalheira, Enf. Zé Luís, Enf. Carlos Neves.
Bem Hajam por tanto que deram e tão pouco receberam.
Jamais vos esquecerei por tudo o referido e pelas lágrimas que nos traíram nos momentos de alegria e tristeza.
A vossa história no Clube, por muito que queiram, jamais será apagada.

Está para breve o fecho de contas da época desportiva de 2005/2006 e, depois de revisionadas as contas pelo Doutor Domingos Cravo, todos os beiramarenses vão ficar a saber quem nos andou a enganar ou a omitir o descalabro financeiro, assim como, aonde estavam os 500 mil euros que a antiga Direcção disse que tinha deixado no Clube.

A desculpa esfarrapada do esbanjamento de dinheiro e endividamento do Clube vai ser imputada á subida, mas como ficou dito atrás, esta poderia ser uma realidade com ¼ do orçamento gasto por esta Direcção.
Os «Sete magníficos ou suicidas», em plena Assembleia, vão ter de justificar tudo isto e, espero eu, que sejam responsabilizados pessoalmente por tanta leviandade e irresponsabilidade. «Em casa que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.» Este provérbio retrata o que se passa no nosso Clube. Não há liderança porque não se sabe quem manda. O Presidente e o Cachide estão em rota de colisão, mas o mais grave é o que transparece para a opinião pública, ninguém com cargos directivos manda.
Quem será?! O roupeiro, um técnico especializado em futebol, ou um ex-dirigente. (Ai, esses pequenos-almoços!...Ai, essas noitadas no Porto!).

Infelizmente prevejo um futuro negro para o nosso Clube, está armadilhado em várias vertentes e os elementos que estão na Direcção, que gostam do nosso Beira, estão a leste de tudo, uns porque trabalham muito para o Clube e para as suas vidas, outros porque são pessoas de boa fé e não se apercebem do que o estratega e pragmático «Pai das SAD», anda a tramar. São poucos, para segurar o Presidente e a Direcção.
Em Aveiro os Russos já foram importantes para o enriquecimento de certas pessoas, mas para o Beira-Mar serão perniciosos, se os deixarem entrar no Clube, através dos seus velhos parceiros de negócios.

O Beira-Mar é dos sócios e não está a venda.
Nós Beiramarenses numa Assembleia das mais concorridas, dissemos «Não» à SAD e no futuro diremos o mesmo e lutaremos até ao fim contra este modelo de gestão porque não queremos perder a nossa identidade e a nossa história que a todos nos orgulha. Beiramarenses, vamos ficar em guarda e vamos demonstrar a estes «arrota-milhões» que quem manda no clube são os sócios e que quem ri no fim ri melhor.

11/06/2006
Mano Nunes

6.09.2006

Renovação e Reactivação do Rua do Vento

Estimados Visitantes e Simpatizantes do Rua do Vento:

A malta do Rua do Vento vai voltar a "guerra" admitindo que este espaço, quem o visita e sobretudo, o nosso Sport Clube Beira-Mar, merecem que seja retomada esta tertúlia.

Estejam atentos, participem comentando ou mandando os vossos textos para o email ruadovento@hotmail.com

Saudações do Rua do Vento