1.23.2006

Ventos de S.Roque # 10 - FUTEBOL - Análise de "benchmarking"







A liga portuguesa de futebol profissional (LPFP), preocupada com o estado do futebol português, solicitou a uma empresa de auditoria, credenciada, um estudo para implementar medidas de forma a revitalizar este sector de actividade.

Esse estudo concluiu que, a solução seria diminuir drasticamente o número de clubes que disputam os campeonatos profissionais, ou seja, passarem de 18 para 12 clubes. A LPFP timidamente decidiu passar de 18 para 16.

Sendo o futebol o meu desporto de eleição decidi, estudar os modelos organizacionais na Europa e comecei por comparar indicadores das federações de países com ligas competitivas e que demonstram alguma sustentabilidade financeira.

Nesta análise procuro relacionar a população com o número de clubes de cada país.

As federações escolhidas foram: Espanha, França, Itália, Inglaterra e Holanda.

A Espanha tem 40,4 milhões de habitantes, 122 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 330.000 habitantes/clube.

A França tem 60,8 milhões de habitantes, 260 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 230.000 habitantes/clube.

A Inglaterra tem 60,6 milhões de habitantes, 136 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 445.000 habitantes/clube.

A Itália tem 58,1 milhões de habitantes, 112 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 515.000 habitantes/clube.

A Holanda tem 16,5 milhões de habitantes, 38 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 430.000 habitantes/clube.

Portugal tem 10,5 milhões de habitantes, 218 clubes nos campeonatos nacionais, incluindo ligas profissionais, ou seja, 48.000 habitantes/clube.

Esta relação entre a população e o número de clubes, é um indicador claro que a reestruturação em curso no futebol português, não é a adequada. Reflecte bem o poder que actualmente as associações distritais têm no seio da FPF.

Qualquer campeonato competitivo tem entre 18 e 22 equipas. Em Portugal vamos passar de 18 para 16: menos jogos, logo, menos receita.

A solução não é de todo a que se está a implementar.
Advogo um modelo do tipo inglês: 1ªliga com 18 clubes, 2ªliga com 18, campeonato nacional da 1ª divisão com 18 clubes, 2ª divisão com 18 clubes e 3ª divisão com duas zonas: norte e sul com 36 clubes (18+18).
Isto totaliza 108 clubes e ficamos com um rácio interessante, 100.000 habitantes/clube, embora ainda muito inferior, quando comparamos com as federações mais competitivas da Europa.

Esta é, apenas uma das medidas, mas que considero fundamental para a sustentabilidade do futebol português: diminuição drástica do número total de clubes nos campeonatos nacionais.

Todos tinham a ganhar, excepção feita para o “sistema”.

A Roque

12.21.2005

As nossas crónicas... a sua base (repetição para relembrar)

Por este espaço passam as ideias e comentários dos membros do nosso blog sob a forma de crónica, sem data marcada, sem complexos ou intenções dissimuladas.

Crónicas como " As Rajadas do Mano", "Ventos de S. Roque" e " Avisos à Navegação", entre outras sempre assinadas pelos seus autores, marcam presença neste espaço, analisando a vida do Sport Clube Beira-Mar, na perspectiva de quem já esteve "lá dentro", e agora, do "lado de fora", continua atento aos destinos do clube - Mano Nunes, Alberto Roque, João de Sousa, Oscar Paulo e André Apolinário juntamente com alguns convidados seus, conhecidos das lides beiramarenses são os autores.
Um blog para gente mais madura, aberto a todos os que com moderação e respeito queiram participar com ideias, sugestões, criticas e comentários, a par de assuntos que poderão nem sempre estar relacionados com o nosso clube.
Um blog onde o anonimato será sempre condenado!

12.15.2005

As Rajadas do Mano # 6 - Ingratidão: NUNCA!!

Passei 10 anos da minha vida no Beira-Mar e se não fosse a trágica descida da última época sentia-me realizado e feliz pelo trabalho desenvolvido. Mas convém não esquecer, duas subidas, Taça de Portugal e UEFA.

As pessoas de boa fé sabem como o clube estava e como o deixamos, eu e as pessoas que me acompanharam nos últimos anos. Conseguimos implementar uma política económica que neste aspecto foi impar no futebol nacional, e até internacional. Os últimos 6 anos com resultados positivos.

Descemos de divisão na última época, porque para além dos erros cometidos e já assumidos, ainda tivemos que lutar com a concorrência desleal dos outros clubes, porque foram incumpridores não só nos salários a jogadores, como até nos deveres para com o Estado (Segurança Social, Iva e IRS), como agora se comprova pelo que vem estampado nos meios de comunicação social. Tivemos arbitragens infelizes e muito azar, pois perdemos 12 pontos nos últimos minutos dos jogos. O Beira-Mar até Junho do presente ano era uma colectividade que se pautava pela honestidade, e competência da Direcção e fazia-se ouvir no meio futebolístico. Era governado por gente séria e que “ serviu sem se servir “, e não por pessoas que usam os clubes para se guindarem a outros patamares e que não tem pejo em tentar denegrir seja quem for para atingir os seus objectivos. (Nem todos mas alguns).

A Direcção anterior do Beira Mar jamais pôs em equação, a venda do clube a curto ou a longo prazo. Não houve “Russos, Turcos ou Cipriotas “ que nos seduzissem com milhões, porque não nos dignámos ouvi-los e sempre prezamos mais a identidade do clube, os seus fundadores, os sócios e a sua história.

Aos sócios eu peço que estejam muito atentos, com os novos estatutos que não tardarão a ser apresentados e com todas as manobras de bastidores que possam surgir, pois o clima que se pretende criar em redor do clube aponta para que a SAD venha a caminho, com promessas de Europa e títulos de Campeão. Está provado que o futebol é uma indústria altamente lucrativa e as SAD tem sido a sepultura de muitos clubes no mundo.

Mais vale pobres e humildes com dignidade, verticalidade e honradez do que “ Doutores “ ou “ Novos-ricos “ carregados de milhões e de falta de valores. Os presidentes da FIFA e da UEFA, já vieram a publico, preocupados com os dinheiros fáceis e pouco claros que estão a aparecer no futebol mundial. Será que nós sócios do Beira Mar vamos cair em situação similar? Será que o nosso clube, se vai tornar num Chelsea , num Corinthias, num Servette ou num Farense ??
Miragem, ninguém dá nada a ninguém, e o capitalismo é feroz e come tudo. O nosso clube corre o risco de deixar de ser nosso, e ficaremos sem identidade e sem história. Poderão vir milhões, mas deixa de haver corações.

O Presidente do Beira Mar veio pôr em duvida os resultados dos exercícios dos últimos anos, esquecendo-se que não está só a pôr em causa o Presidente das anteriores Direcções, mas também o Revisor Oficial de Contas, Beiramarense inquestionável e técnico com reconhecido mérito a nível nacional. Leviandade, ignorância ou.... Pessoa de má fé?!

O Presidente adjunto, veio a publico com direito a fotografia, todo emproado dizer que não sabia das contas, quando elas já tinham sido enviadas para a Liga de Clubes, e nesta altura já com o parecer do Conselho Fiscal da sua Direcção.

Manipulador?! Enganador?! Ou... pessoa de má fé?! Não sei o tempo o dirá.

Importante não é o invólucro, mas sim o conteúdo.

O presidente no caso do Zemam e no caso do Levato veio dizer que tinham que pagar 100 mil Euros no primeiro e cento e tal mil no segundo, quando ainda não pagaram nada no primeiro, ao qual terão que pagar 2 salários, não pagos por nós por causa do processo disciplinar que tinha em curso. (Mas bem explícitos nas contas). O contrato do jogador foi rescindido com justa causa, nunca contestada por ele.
No segundo, tem provas irrefutáveis que se as souberem procurar e evidenciar, também nada pagarão.
Mas a sensação que deixam passar é que vão pagar e dão se já como condenados, quando nos dois casos a FIFA, só está a dar conhecimento das queixas e a pedir esclarecimentos. Qualquer “ bicho careta “ que venha reivindicar uma divida, dão-na logo como assumida. “ Tristes”! (Podiam ao menos informar-se).

Falam nos 350 mil Euros de impostos ao Estado, mas não falam dos 250 mil Euros que a EMA pagou, da divida por nós evidenciada.

Nos 75 mil Euros que foram devolvidos da Liga, por reembolso de pagamentos efectuados na época 2004/2005.

Nos 80 mil Euros que a Câmara pagou de subsídios atrasados do nosso mandato.

Nos 150 mil Euros da letra do Boavista que descontaram.

No cheque de aproximadamente 120 mil Euros, pré-datado do Benfica, que anteciparam o recebimento.

No patrocínio da Vulcano de 150 mil Euros, (sendo que 75 mil eram nossos, por metade da época), que vão receber em Janeiro de 2006.

No cheque sem cobertura que já receberam no valor de aproximadamente 17 mil Euros e nos 75 mil Euros da Televisão, já para não falar nos outros 250 mil Euros da EMA, para saldar completamente a divida desta perante o Beira Mar em Junho.

Nos 30 mil Euros que receberam por dar a rescisão ao jogador Ali.

No jogador já pago por nós para esta época (Jorge Silva), no valor de 80 mil Euros.

São números redondos, mas desafio a Direcção a desmenti-los, e somados dão aproximadamente 1.200.000,00 Euros.

Mesmo que reconheçamos dividas no valor de 700.000,00 Euros, ainda lhes sobram para esta época 500.000,00 Euros, sem que nada fizessem para os ter.

A situação do Beira Mar é dramática!?

Quem dera a todas as empresas e clubes profissionais Portugueses estar como estava o Beira Mar, só espero e desejo que quando o deixarem, não o deixem pior.

Estão a criar património com a compra do autocarro, que está a ser pago por leasing e por um período que passa o seu mandato. Quem vier que pague!

Vão fazer um bloco de apartamentos, (estou para ver), vão fazer um centro de formação, além do que está planeado e protocolado com a Câmara, no novo Estádio. Vão fazer a sede já protocolada com a Câmara. Vão receber mais valias a apurar do velho Mário Duarte, protocolado com a Câmara. Vão fazer um pavilhão já protocolado com a Câmara, enfim... Se fizerem cumprir os protocolos formulados por nós, com a Câmara que não ajudaram a eleger, porque não tiveram coragem de o exigir e denunciar, na campanha eleitoral, nem sequer reivindicar as dívidas da EMA e da Câmara, para com o clube.

Amiguinhos com o antigo presidente e cúmplices, porque para eles continuava a ser Presidente e agora os votos ditaram o seu Presidente. Vão ter mais sorte do que nós tivemos, porque foi eleito um homem de palavra, e estou certo que vai cumprir com o protocolado, porque a Câmara é uma entidade de bem.

Realmente esta Direcção recebeu um clube falido e sem expectativas de futuro, como se pode analisar pelo descrito. Só gente ingrata e sem sensibilidade pode fazer afirmações tão torpes em relação a pessoas que tudo deram ao nosso clube. Ingratidão, mentiras e má fé, é o que ressalta do que tem afirmado publicamente, nem eu nem os meus colegas de direcção queremos louvores, mas pelo menos tenham um pouco de pudor e sejam justos e honestos.

Pelo ter muitos amigos no futebol nacional em todos os sectores tem-me chegado coisas que além de hilariantes e desprestigiantes são gravosas para o nosso clube. Mas como continuo “ a andar por ai “ vou-me reservar para a altura própria.

A propósito quanto custaram o Roma e o Nicolas ? Será que a Direcção é capaz de dizer aos sócios? Será que as pernas dos jogadores cabem entre os assentos do autocarro? Pois com despesismos assim, não há dinheiro que resista. Eu em 10 anos não gastei tanto em passes de jogadores, nem em autocarros, pelos vistos inúteis e para outros pagarem.

Contenham-se, saibam gerir um clube de futebol, que não é bem a mesma coisa que gerir um negócio de medicamentos, de peixe ou de outra coisa qualquer. È uma industria em que a vantagem, é arranjar jogadores a custo zero e vendê-los depois por dinheiro que se veja.

Já pensaram que vos deixaram dois jogadores, pelo menos, que vão ter mercado e que se forem bem negociados, poderão pagar os devaneios que tem feito?
- Será que isto não são activos?!
- Será que vão ter arte e engenho para vendê-los?

Não afastem os sócios que já deram tanto ao clube, da família Beiramarense.

Não pensem que são donos do clube. Sejam nobres e altruístas juntem os Beiramarenses e pautem-se pela gratidão e honestidade.

O futebol é o momento para alguns adeptos, mas os dirigentes, tem que ter memória e pensarem que ingratidão, nunca!

Continuem a dizer que um sócio de trinta anos e dez de dirigente, faz tanta falta ao Beira Mar “ como uma viola num enterro “ e que os sócios em geral não tem voz activa, porque os 5 ou 7,5 € que pagam são insuficientes para “darem palpites “, já ouvi isto há muitos anos e julgava que este tipo de cultura já tinha sido banida do nosso clube, pelos vistos voltou e o Sr. Presidente da Assembleia Geral tem que estar mais atento. O nosso clube não tem e nunca terá dono, porque os sócios é que mandam e eles nunca o irão permitir.

Desgosta-me e sinto falta de ver jogar o nosso clube, mas não me identifico com os equipamentos, com alguns dirigentes, nem com a política que estão a implementar. Prefiro continuar a “ andar por ai “ e nas alturas próprias aparecer nas Assembleias-Gerais para tentar fazer-me ouvir e alertar os sócios para os possíveis perigos.

O vazio que esta Direcção tenta criar em mim, não será suficiente para apagar da história do clube a minha pessoa, e mais tarde espero não vir a ser recordado e desejado.

Foram 10 anos ... Muitos quilómetros percorridos, muitos desgostos, muito sofrimento, muito dinheiro gasto e sem um lamento, o amor é assim... Tantos anos de orgulho por dirigir e solidificar o amor ao clube. Ajudei a tirá-lo da falência e do descrédito e só não continuei, porque apareceram pessoas que achavam que podiam fazer melhor.

Vieram voluntários e sem vazio directivo, porque convém não esquecer que eu estava disponível se não houvesse candidatos. Em situações mais adversas subi o clube duas vezes e não tinha uma almofada de 500 Mil Euros e sem dividas a jogadores, pessoal, fornecedores e Estado, porque como disse deixamos o suficiente para tudo.

Mas a paga destes ilustres dirigentes foi a ingratidão e a desonestidade ao não darem valor a quem o teve. O clube subiu a 2ª vez de divisão com resultados positivos.

Façam melhor ou igual e eu ficarei sempre grato do vosso trabalho, e creiam que os elogiarei, mas por favor, não esqueçam nunca, que a bola é redonda e as balizas tem duas traves e quatro postes.

Vou “ andar por ai “ a analisar e a sentir o clube como sempre o senti e se for preciso lutarei por ele até ao limite das minhas forças.

Auri Negros, sempre! Canarinhos , nunca !!

Gratidão, sempre! Ingratidão, nunca!

Viva o nosso Beira...! È prá primeira!?

Mano Nunes.

12.13.2005

Assembleia Geral (parte II) - A. Roque

Assembleia Geral (parteII)

Realizou-se, ontem, a Assembleia-geral do Sport Clube Beira Mar que aprovou o relatório de gestão e contas relativo à época 2004/2005. A Assembleia correu de forma digna, documentos claros, explanação clara, votação clara.

Duas notas:

1-Em tempos difíceis, o Sport Clube Beira Mar continua a demonstrar que é um clube bem gerido, com resultados positivos, sem salários em atraso, cumpridor de todas as suas obrigações fiscais e sociais. Não tenho dúvidas, poucos, vão relevar este facto. Aliás, nem têm coragem para o fazer. Mais, vão dissertar sobre outros assuntos. Bem sei que é um caso ímpar, mas, desculpem-me, tem que ser motivo de orgulho da familia beiramarense.

2-Reconheço as dificuldades que se vão deparar a esta direcção, por isso, é obrigação de todos os sócios um apoio efectivo. O Sport Clube Beira Mar tem que continuar o seu percurso de forma sustentada. Se assim o fizer, tem de certeza os resultados desportivos que todos ambicionamos, ou seja, lugar no principal escalão do futebol português.

Espero que tenha terminado aqui a análise do relatório de gestão e contas. É nestas reuniões que deve ser tudo, repito, tudo esclarecido, pelo que repudiarei o que for dito em surdina e que serve tantas vezes os interesses de terceiros e a fractura dos beiramarenses.

Um abraço.

A. Roque

A Assembleia Geral de 12-12-05 - A. Apolinário


Como é de conhecimento dos sócios e simpatizantes (apesar de terem sido poucos os que lá estiveram) teve lugar ontem a Assembleia Geral do Sport Clube com um ponto único na ordem de trabalhos: analisar e aprovar o relatório de contas da época transacta.

Da referida Assembleia Geral e efeitos produzidos até esta hora e data constatei alguns aspectos que gostaria de destacar:

Na A.G.:

* Estavam presentes uns 50 associados (na parte final da A.G.), no máximo (mais os elementos da presente direcção);
* As contas foram apresentadas pelo Dr. Caetano Alves, vice-presidente do clube. O mesmo vice-presidente teceu algumas considerações sobre a gestão actual e as preocupações presentes e futuras (pareceu-me bastante clarividente a sua análise);
* A direcção anterior estava presente para prestar qualquer esclarecimento adicional uma vez que o exercício contabilístico apresentado referia-se a um período ainda da sua gestão;
* O presidente da mesa da A.G. abriu então um espaço para que os sócios pudessem questionar ou apresentar dúvidas: silêncio total!
* Seguiu-se a votação para aprovação das contas apresentadas: 35 votos a favor, 6 abstenções e 0 (zero) votos contra;
* Face à votação o presidente da mesa da A.G. deu por aprovadas as contas e consecutivamente, já que era o ponto único da ordem de trabalhos, após uma mensagem interessante sobre o presente e futuro do clube, deu por encerrada a A.G.;
* Alguns sócios questionaram porque não tinha sido incluído um ponto "outros assuntos" na ordem de trabalhos e o presidente da A.G. deu as explicações que entendeu (a meu ver correctas face aos procedimentos usuais de uma A.G.) e prometeu convocar uma nova A.G. para breve para discutir outros assuntos de interesse do clube (também me pareceu acertada a decisão e espero que, de facto, seja convocada para breve pois há outros assuntos a discutir);
* A A.G. foi encerrada, sem sobressaltos, sem guerrilhas, ao contrário do que provavelmente jornalistas e alguns associados esperavam.
* A meu ver, ganhou o Beira-Mar! E pensei... bem lá terei de ir para casa fazer uma crónica "Tachos ao Vento" para compor o blog, sobre o nosso jantar da passada 3ª Feira no Restaurante Marinhas (para breve)

Depois da A.G./ no D.A. de hoje:

*Nada é referido sobre a aprovação das contas, apenas brevemente que houve A.G. para o efeito (3 linhas) mas nada diz sobre o resultado, a votação, a calma como tudo decorreu, pois...conforme explica o jornalista (presente nessa mesma A.G.) esta iniciaria depois de encerrado o jornal;
* Não deixa no entanto de apresentar aquilo a que chamou "um adiantamento da perspectiva do presidente do clube" (22 linhas) que só apresenta aspectos negativos e levanta suspeitas e questões sobre a gestão anteriro e respectivas contas!!!
*Bem, a meu ver isto nada tem a ver com a A.G. que presenciei ontem, tão sossegada e em que tanto a direção anterior como a actual estavam presentes e ninguém questionou ninguém sobre gestão ou contas!!! Estavamos todos presentes para o efeito. Nós e os restantes sócios....
Apercebi-me que demoraram mais as entrevistas ao Presidente da Direcção no fim da A.G. do que a própria A.G.!!! Aguardo com expectativa (e confesso...receio) o resultado destas entrevistas, pois o tom da "adiantamento da perspectiva" já mostrou um azêdo inesperado (ou talvez não!)

Depois da A.G./No site Oficial do Clube:

*Pelo menos temos referência à votação (sem votos contra) - correcto;
*É nos apresentado um versão idêntica ao exposto pelo Dr. Caetano Alves sobre o presente e futuro do clube - óptimo;
*Refere algumas questões sobre pagamentos etc... do exercício anterior... neste espaço, na A.G. não ouvi nada sobre isto. Estavamos todos lá....
*Novidade: são tecidas considerações sobre as actividades amadoras (futsal incluído) que não tiveram qualquer referência na A.G. - teremos novidades a curto prazo?? Venha então a tal A.G. para discutir os "outros assuntos"!!!

Os próximos capítulos prometem (infelizmente) e a turma do "Rua do Vento" vai estar atenta ao que se vai dizer por ai.... por ai.... porque na A.G. ninguém falou.

Saudações Beiramarenses,

André Apolinário

12.09.2005

Assembleia Geral (parte I) - A.Roque

Realiza-se no próximo dia 12 a Assembleia-geral do Sport Clube Beira-Mar com o objectivo da analisar o relatório de gestão e contas relativo à época 2004/2005. Sei que está criada alguma expectativa sobre esta assembleia, espero que seja uma reunião que dignifique o nosso clube.
Para mim os resultados não têm duas ou mais leituras, são objectivos e claros, porque acredito na capacidade técnica de todos os intervenientes: o técnico que as elaborou, o Conselho Fiscal que as avaliou e o Revisor Oficial de Contas que as auditou.
Quanto aos resultados desportivos, a sua avaliação é mais subjectiva. Admito existirem opiniões diversas, a minha é que o principal objectivo da época em avaliação falhou.
Todos somos ainda poucos para que situações endógenas sejam factores que impeçam o crescimento do nosso clube. Avalio esta fase apenas como uma crise de crescimento, e se soubermos aproveitar e potenciar o que de bom se fez e corrigir as medidas ou iniciativas menos adequadas que se implementaram, temos um Beira-Mar mais forte no futuro.
Sei, o quanto difícil foi ser dirigente. Aliás fui-o pela primeira vez quando poucos aceitaram essa responsabilidade. Exerci depois vários cargos, mas sempre com muito orgulho. Espero, que todos nós saibamos respeitar quem, ao longo da vida do nosso clube, se disponibilizou para esta missão.
Termino, reiterando a necessidade de nos unirmos em prol do Sport Clube Beira Mar, não com unanimismos, mas debatendo todas as questões, sobretudo esclarecer o que for necessário.

Um abraço
Alberto Roque

12.06.2005

Opiniões ao sabor do Vento #1 - "O estádio da nossa Satisfação" de Joaquim Oliveira









O Rua do Vento abre este novo espaço dedicado aos textos de opinião que nos são remetidos pelos nossos visitantes que após reflectida leitura merecem publicação neste espaço. Cabe-nos a todos respeitar a opinião expressa e comentar ora concordando, ora apresentando diferentes pontos de vista - com educação, obviamente.

É para isto que existimos.

Hoje publicamos um texto enviado pelo amigo Joaquim Oliveira, texto que foi publicado no DA e que entendeu - assim como nós - que poderia despertar interesse neste nosso espaço virtual.

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"Faziam-se ainda sentir os ecos apoteóticos da participação da Cidade no indescritível EURO 2004, já, um tanto quanto de forma tímida, se faziam ouvir os detractores do Estádio Municipal de Aveiro, disseminando viroses, espalhando a maledicência, produzindo conceitos de prioridades descontextualizados e fazendo comparações redutoras, nas quais, muito frequentemente, aparece um hipotético hospital, como protagonista.

O nosso Estádio participou naquele acontecimento. Foi um dos seus grandes cenários. Teve aquele encanto de exaltação social que todos, com saborosa saudade, recordamos. Produziu uma exuberante manifestação de cidadania. Fez-nos bem à alma. Exortou o nosso bairrismo, a nossa Portugalidade. Era uma exaltação constante, substantivada pela presença da nossa bandeira, exposta em quase todas as varandas, janelas, telhados e até nos automóveis.

Os Aveirenses fizeram uma grande festa. Participaram na alegria. Foram anfitriões de milhares e milhares de visitantes, de nacionalidades várias que, com desenvoltura e competência receberam, sublimando o orgulho pela cidade onde vivem.

Quem não se lembra do mar cor de laranja que constituíram os adeptos da Holanda que nos deixaram uma imagem de cativante educação, atitude cívica exemplar e envolvente simpatia?
Quem não se lembra dos Letões, e dos Checos que em Aveiro, jogaram em casa, porque aqui realizaram dois jogos?

Produziram belíssimos espectáculos de futebol, sustentados por uma organização irrepreensível, superiormente elogiada, composta por jovens aveirenses.

O executivo presidido pelo Dr. Alberto Souto, ouvida a Assembleia Municipal, como não podia deixar de ser, soube atempadamente, interpretar os desejos da população e satisfazer uma imposição da sociedade civil que, através da opinião pública, foi produzindo os sinais políticos claros de que a construção do Estádio era um desejo universal e que a nossa cidade não podia alhear-se deste acontecimento histórico.

O Estádio está para ficar. Aguarda, sem perder a jovialidade que lhe empresta a cor, com sobranceria e desafio, que o desenvolvimento o acompanhe.
Aguarda ainda com sábia e imponente expectativa que o futebol, em definitivo, se adapte às crescentes pressões da economia, racionalizando-se.

É a guarda avançada. É o padrão fundador de uma nova cidade, que ali se desenvolverá, sem espartilhos de índole urbanística, com grandes potencialidades ambientais e com amplas possibilidades para o exercício da arquitectura, grande ferramenta de valorização da urbe e grandiosa arma de projecção cultural.

Claro que, os Aveirenses têm uma grande responsabilidade:
foram parceiros na decisão da sua construção. Cumpre-lhes o ónus da sua valorização, da sua utilização e fundamentalmente, cumpre-lhes o dever ético de o defender, porque assim, realçam a terra onde vivem e que lhes reclama o cumprimento deste elementar dever de cidadania.

A acusação insistente de que o executivo do Dr. Alberto Souto, privilegiou a cidade e com a construção do estádio definhou as freguesias, imobilizando o seu desenvolvimento, nomeadamente as mais periféricas, é grosseira, porque todas, entre outras realizações, foram contempladas com aquela obra invisível, nada ostentatória e com pouca performance eleitoral que é o saneamento básico, e na sua maioria, dotadas de equipamento institucional de relevo.

A cidade é de todos. A cidade pertence e é usufruída pelos Aveirenses sem distinção de local de morada. De Nariz à Vera Cruz.
Grande parte das freguesias constituem, digamos assim, a segunda circular urbana. As suas populações activas, diariamente, com ímpeto e avidez, demandam todos os locais da cidade, na satisfação das sua obrigações profissionais e na usufruição e participação das inúmeras iniciativas lúdicas e culturais.

Aqueles que, com doentia perseverança lá vão esgravatando os esfarrapados argumentos, baseados naquele particularidade, frequente no ser humano, que é mais fácil dizer mal de que bem, têm sempre como refúgio, o imobilismo e um canto qualquer num labirinto penumbroso onde se escondem, temendo o desafio da modernidade no qual temos o dever de participar, cumprindo o desígnio de aperfeiçoarmos a geração a que pertencemos, para que uma dia, tenhamos uma humanidade perfeita.

Joaquim Oliveira

"MEA CULPA" do Administrador do Blog


Caros leitores, simpatizantes e outros que visitam o nosso blog:

Venho desta forma pedir desculpa pela inactividade deste espaço (ainda que isto possa ser um alívio para alguns...) e assumir a total responsabilidade deste facto.

Mas na verdade um acontecimento recente roubou-me as poucas horas livres que tinha para dedicar a esta "actividade bloguista".
Por sinal o "acontecimento" mais fantástico da minha vida: fui Pai de uma menina.

Estabilizadas as coisas, uma vez que tudo correu bem e a criança e mãe respiram saúde, a vida retoma o seu ritmo normal e assim retomará o "Rua do Vento" a sua actividade!!!

Peço a todos desculpa e agradeço a paciência.

Saudações,

André Apolinário

Escusado será dizer que o Beira-Mar ganhou mais uma associada! Sim porque de "pequenino se torce o pepino"...

11.15.2005

Pelo Beira-Mar, Sempre!! (Parte II)


Em devido tempo enunciei vários temas relevantes para as Escolas de Formação de Futebol Juvenil do Sport Clube Beira Mar, que os actuais dirigentes poderiam ter em atenção, e continuar o Plano de Acção para o triénio 2003/2006 melhorado o necessário que consistia em todas as vertentes da vida exigível que o Clube obriga.

Nomeadamente:
*Programação, Organização e Controlo
*Planificação – Definir objectivos, na formação, social, administrativo-financeiro e qualitativos
*Protocolos com Clubes
*Protocolos com Escolas e outras entidades públicas e privadas
*Protocolo com Escola Superior de Desporto de Rio Maior
*Planeamento técnico
*Infra-estruturas
*Recursos humanos
*Escola de futebol
*Posto médico
*Eventos – Festa de Natal e Festa de Encerramento de todas as actividades amadoras
*Torneios – Nacional e Internacional
*Jornadas médicas
*Clube satélite
*Futsal
*Recursos físicos
*Investimento
*Custos
*Região/Divulgação
*Segurança
*História

Assim, deveriam consultar o Plano referido deixado no Clube e melhorá-lo, se necessário, mas nunca fazer tábua rasa do trabalho realizado há anos, que seria concluído na época de 2006.

Para dar uma ideia dos jogos oficiais realizados na época 2004/2005 foram:
Escolas -137
Infantis-95
Iniciados – 83
Juvenis – 80
Juniores – 48
Total de Jogos – 443.

Foi a máquina do Clube em movimento ao serviço dos nossos jovens atletas que consta no relatório de actividades do Departamento de Formação, ao contrário do que alguns diziam não existir os documentos acima referidos.

Deste trabalho em curso saíram talentos nos últimos dois anos, valores de referência, como: Cristóvão, André e Marcelo – FCPorto,
Diogo Valente – Boavista,
Diogo Filipe – Braga,
Bruno Rezende, Ladeira, João Paulo, Mark Vale, Godofredo – Avanca,
Hippy – Gafanha,
Artur, Balde, Fábio, Semedo, Nelson, Pinho, Pires, Magno, entre outros, ao serviço do Beira-Mar.

O investimento estava a dar os seus frutos com todas as equipas praticamente em primeiro lugar nas respectivas classificações.

Também deixámos o cumprimento do nosso programa, com a criação do Futsal e Clube Satélite e louvar os Directores do Pavilhão e Piscinas que souberam dar continuidade aos projectos existentes e melhorar o necessário, no momento próprio.

Foi assim, que planeámos para o desenvolvimento agressivo exigido em tempo útil a alteração do Projecto, junto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Dr. Alberto Souto a construção de um Centro de Estágio e Formação, com campos relvados e sintéticos “ Academia “ em fase de acabamento no ambicioso sonho que projectamos na vontade e empenho por toda a ex -Direcção, no futuro consciente que o Beira-Mar merece.

Óscar Paulo