Assembleia Geral (parteII)
Realizou-se, ontem, a Assembleia-geral do Sport Clube Beira Mar que aprovou o relatório de gestão e contas relativo à época 2004/2005. A Assembleia correu de forma digna, documentos claros, explanação clara, votação clara.
Duas notas:
1-Em tempos difíceis, o Sport Clube Beira Mar continua a demonstrar que é um clube bem gerido, com resultados positivos, sem salários em atraso, cumpridor de todas as suas obrigações fiscais e sociais. Não tenho dúvidas, poucos, vão relevar este facto. Aliás, nem têm coragem para o fazer. Mais, vão dissertar sobre outros assuntos. Bem sei que é um caso ímpar, mas, desculpem-me, tem que ser motivo de orgulho da familia beiramarense.
2-Reconheço as dificuldades que se vão deparar a esta direcção, por isso, é obrigação de todos os sócios um apoio efectivo. O Sport Clube Beira Mar tem que continuar o seu percurso de forma sustentada. Se assim o fizer, tem de certeza os resultados desportivos que todos ambicionamos, ou seja, lugar no principal escalão do futebol português.
Espero que tenha terminado aqui a análise do relatório de gestão e contas. É nestas reuniões que deve ser tudo, repito, tudo esclarecido, pelo que repudiarei o que for dito em surdina e que serve tantas vezes os interesses de terceiros e a fractura dos beiramarenses.
Um abraço.
A. Roque
12.13.2005
A Assembleia Geral de 12-12-05 - A. Apolinário

Como é de conhecimento dos sócios e simpatizantes (apesar de terem sido poucos os que lá estiveram) teve lugar ontem a Assembleia Geral do Sport Clube com um ponto único na ordem de trabalhos: analisar e aprovar o relatório de contas da época transacta.
Da referida Assembleia Geral e efeitos produzidos até esta hora e data constatei alguns aspectos que gostaria de destacar:
Na A.G.:
* Estavam presentes uns 50 associados (na parte final da A.G.), no máximo (mais os elementos da presente direcção);
* As contas foram apresentadas pelo Dr. Caetano Alves, vice-presidente do clube. O mesmo vice-presidente teceu algumas considerações sobre a gestão actual e as preocupações presentes e futuras (pareceu-me bastante clarividente a sua análise);
* A direcção anterior estava presente para prestar qualquer esclarecimento adicional uma vez que o exercício contabilístico apresentado referia-se a um período ainda da sua gestão;
* O presidente da mesa da A.G. abriu então um espaço para que os sócios pudessem questionar ou apresentar dúvidas: silêncio total!
* Seguiu-se a votação para aprovação das contas apresentadas: 35 votos a favor, 6 abstenções e 0 (zero) votos contra;
* Face à votação o presidente da mesa da A.G. deu por aprovadas as contas e consecutivamente, já que era o ponto único da ordem de trabalhos, após uma mensagem interessante sobre o presente e futuro do clube, deu por encerrada a A.G.;
* Alguns sócios questionaram porque não tinha sido incluído um ponto "outros assuntos" na ordem de trabalhos e o presidente da A.G. deu as explicações que entendeu (a meu ver correctas face aos procedimentos usuais de uma A.G.) e prometeu convocar uma nova A.G. para breve para discutir outros assuntos de interesse do clube (também me pareceu acertada a decisão e espero que, de facto, seja convocada para breve pois há outros assuntos a discutir);
* A A.G. foi encerrada, sem sobressaltos, sem guerrilhas, ao contrário do que provavelmente jornalistas e alguns associados esperavam.
* A meu ver, ganhou o Beira-Mar! E pensei... bem lá terei de ir para casa fazer uma crónica "Tachos ao Vento" para compor o blog, sobre o nosso jantar da passada 3ª Feira no Restaurante Marinhas (para breve)
Depois da A.G./ no D.A. de hoje:
*Nada é referido sobre a aprovação das contas, apenas brevemente que houve A.G. para o efeito (3 linhas) mas nada diz sobre o resultado, a votação, a calma como tudo decorreu, pois...conforme explica o jornalista (presente nessa mesma A.G.) esta iniciaria depois de encerrado o jornal;
* Não deixa no entanto de apresentar aquilo a que chamou "um adiantamento da perspectiva do presidente do clube" (22 linhas) que só apresenta aspectos negativos e levanta suspeitas e questões sobre a gestão anteriro e respectivas contas!!!
*Bem, a meu ver isto nada tem a ver com a A.G. que presenciei ontem, tão sossegada e em que tanto a direção anterior como a actual estavam presentes e ninguém questionou ninguém sobre gestão ou contas!!! Estavamos todos presentes para o efeito. Nós e os restantes sócios....
Apercebi-me que demoraram mais as entrevistas ao Presidente da Direcção no fim da A.G. do que a própria A.G.!!! Aguardo com expectativa (e confesso...receio) o resultado destas entrevistas, pois o tom da "adiantamento da perspectiva" já mostrou um azêdo inesperado (ou talvez não!)
Depois da A.G./No site Oficial do Clube:
*Pelo menos temos referência à votação (sem votos contra) - correcto;
*É nos apresentado um versão idêntica ao exposto pelo Dr. Caetano Alves sobre o presente e futuro do clube - óptimo;
*Refere algumas questões sobre pagamentos etc... do exercício anterior... neste espaço, na A.G. não ouvi nada sobre isto. Estavamos todos lá....
*Novidade: são tecidas considerações sobre as actividades amadoras (futsal incluído) que não tiveram qualquer referência na A.G. - teremos novidades a curto prazo?? Venha então a tal A.G. para discutir os "outros assuntos"!!!
Os próximos capítulos prometem (infelizmente) e a turma do "Rua do Vento" vai estar atenta ao que se vai dizer por ai.... por ai.... porque na A.G. ninguém falou.
Saudações Beiramarenses,
André Apolinário
12.09.2005
Assembleia Geral (parte I) - A.Roque
Realiza-se no próximo dia 12 a Assembleia-geral do Sport Clube Beira-Mar com o objectivo da analisar o relatório de gestão e contas relativo à época 2004/2005. Sei que está criada alguma expectativa sobre esta assembleia, espero que seja uma reunião que dignifique o nosso clube.
Para mim os resultados não têm duas ou mais leituras, são objectivos e claros, porque acredito na capacidade técnica de todos os intervenientes: o técnico que as elaborou, o Conselho Fiscal que as avaliou e o Revisor Oficial de Contas que as auditou.
Quanto aos resultados desportivos, a sua avaliação é mais subjectiva. Admito existirem opiniões diversas, a minha é que o principal objectivo da época em avaliação falhou.
Todos somos ainda poucos para que situações endógenas sejam factores que impeçam o crescimento do nosso clube. Avalio esta fase apenas como uma crise de crescimento, e se soubermos aproveitar e potenciar o que de bom se fez e corrigir as medidas ou iniciativas menos adequadas que se implementaram, temos um Beira-Mar mais forte no futuro.
Sei, o quanto difícil foi ser dirigente. Aliás fui-o pela primeira vez quando poucos aceitaram essa responsabilidade. Exerci depois vários cargos, mas sempre com muito orgulho. Espero, que todos nós saibamos respeitar quem, ao longo da vida do nosso clube, se disponibilizou para esta missão.
Termino, reiterando a necessidade de nos unirmos em prol do Sport Clube Beira Mar, não com unanimismos, mas debatendo todas as questões, sobretudo esclarecer o que for necessário.
Um abraço
Alberto Roque
Para mim os resultados não têm duas ou mais leituras, são objectivos e claros, porque acredito na capacidade técnica de todos os intervenientes: o técnico que as elaborou, o Conselho Fiscal que as avaliou e o Revisor Oficial de Contas que as auditou.
Quanto aos resultados desportivos, a sua avaliação é mais subjectiva. Admito existirem opiniões diversas, a minha é que o principal objectivo da época em avaliação falhou.
Todos somos ainda poucos para que situações endógenas sejam factores que impeçam o crescimento do nosso clube. Avalio esta fase apenas como uma crise de crescimento, e se soubermos aproveitar e potenciar o que de bom se fez e corrigir as medidas ou iniciativas menos adequadas que se implementaram, temos um Beira-Mar mais forte no futuro.
Sei, o quanto difícil foi ser dirigente. Aliás fui-o pela primeira vez quando poucos aceitaram essa responsabilidade. Exerci depois vários cargos, mas sempre com muito orgulho. Espero, que todos nós saibamos respeitar quem, ao longo da vida do nosso clube, se disponibilizou para esta missão.
Termino, reiterando a necessidade de nos unirmos em prol do Sport Clube Beira Mar, não com unanimismos, mas debatendo todas as questões, sobretudo esclarecer o que for necessário.
Um abraço
Alberto Roque
12.06.2005
Opiniões ao sabor do Vento #1 - "O estádio da nossa Satisfação" de Joaquim Oliveira

O Rua do Vento abre este novo espaço dedicado aos textos de opinião que nos são remetidos pelos nossos visitantes que após reflectida leitura merecem publicação neste espaço. Cabe-nos a todos respeitar a opinião expressa e comentar ora concordando, ora apresentando diferentes pontos de vista - com educação, obviamente.
É para isto que existimos.
Hoje publicamos um texto enviado pelo amigo Joaquim Oliveira, texto que foi publicado no DA e que entendeu - assim como nós - que poderia despertar interesse neste nosso espaço virtual.
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"Faziam-se ainda sentir os ecos apoteóticos da participação da Cidade no indescritível EURO 2004, já, um tanto quanto de forma tímida, se faziam ouvir os detractores do Estádio Municipal de Aveiro, disseminando viroses, espalhando a maledicência, produzindo conceitos de prioridades descontextualizados e fazendo comparações redutoras, nas quais, muito frequentemente, aparece um hipotético hospital, como protagonista.
O nosso Estádio participou naquele acontecimento. Foi um dos seus grandes cenários. Teve aquele encanto de exaltação social que todos, com saborosa saudade, recordamos. Produziu uma exuberante manifestação de cidadania. Fez-nos bem à alma. Exortou o nosso bairrismo, a nossa Portugalidade. Era uma exaltação constante, substantivada pela presença da nossa bandeira, exposta em quase todas as varandas, janelas, telhados e até nos automóveis.
Os Aveirenses fizeram uma grande festa. Participaram na alegria. Foram anfitriões de milhares e milhares de visitantes, de nacionalidades várias que, com desenvoltura e competência receberam, sublimando o orgulho pela cidade onde vivem.
Quem não se lembra do mar cor de laranja que constituíram os adeptos da Holanda que nos deixaram uma imagem de cativante educação, atitude cívica exemplar e envolvente simpatia?
Quem não se lembra dos Letões, e dos Checos que em Aveiro, jogaram em casa, porque aqui realizaram dois jogos?
Produziram belíssimos espectáculos de futebol, sustentados por uma organização irrepreensível, superiormente elogiada, composta por jovens aveirenses.
O executivo presidido pelo Dr. Alberto Souto, ouvida a Assembleia Municipal, como não podia deixar de ser, soube atempadamente, interpretar os desejos da população e satisfazer uma imposição da sociedade civil que, através da opinião pública, foi produzindo os sinais políticos claros de que a construção do Estádio era um desejo universal e que a nossa cidade não podia alhear-se deste acontecimento histórico.
O Estádio está para ficar. Aguarda, sem perder a jovialidade que lhe empresta a cor, com sobranceria e desafio, que o desenvolvimento o acompanhe.
Aguarda ainda com sábia e imponente expectativa que o futebol, em definitivo, se adapte às crescentes pressões da economia, racionalizando-se.
É a guarda avançada. É o padrão fundador de uma nova cidade, que ali se desenvolverá, sem espartilhos de índole urbanística, com grandes potencialidades ambientais e com amplas possibilidades para o exercício da arquitectura, grande ferramenta de valorização da urbe e grandiosa arma de projecção cultural.
Claro que, os Aveirenses têm uma grande responsabilidade:
foram parceiros na decisão da sua construção. Cumpre-lhes o ónus da sua valorização, da sua utilização e fundamentalmente, cumpre-lhes o dever ético de o defender, porque assim, realçam a terra onde vivem e que lhes reclama o cumprimento deste elementar dever de cidadania.
A acusação insistente de que o executivo do Dr. Alberto Souto, privilegiou a cidade e com a construção do estádio definhou as freguesias, imobilizando o seu desenvolvimento, nomeadamente as mais periféricas, é grosseira, porque todas, entre outras realizações, foram contempladas com aquela obra invisível, nada ostentatória e com pouca performance eleitoral que é o saneamento básico, e na sua maioria, dotadas de equipamento institucional de relevo.
A cidade é de todos. A cidade pertence e é usufruída pelos Aveirenses sem distinção de local de morada. De Nariz à Vera Cruz.
Grande parte das freguesias constituem, digamos assim, a segunda circular urbana. As suas populações activas, diariamente, com ímpeto e avidez, demandam todos os locais da cidade, na satisfação das sua obrigações profissionais e na usufruição e participação das inúmeras iniciativas lúdicas e culturais.
Aqueles que, com doentia perseverança lá vão esgravatando os esfarrapados argumentos, baseados naquele particularidade, frequente no ser humano, que é mais fácil dizer mal de que bem, têm sempre como refúgio, o imobilismo e um canto qualquer num labirinto penumbroso onde se escondem, temendo o desafio da modernidade no qual temos o dever de participar, cumprindo o desígnio de aperfeiçoarmos a geração a que pertencemos, para que uma dia, tenhamos uma humanidade perfeita.
Joaquim Oliveira
"MEA CULPA" do Administrador do Blog

Caros leitores, simpatizantes e outros que visitam o nosso blog:
Venho desta forma pedir desculpa pela inactividade deste espaço (ainda que isto possa ser um alívio para alguns...) e assumir a total responsabilidade deste facto.
Mas na verdade um acontecimento recente roubou-me as poucas horas livres que tinha para dedicar a esta "actividade bloguista".
Por sinal o "acontecimento" mais fantástico da minha vida: fui Pai de uma menina.
Estabilizadas as coisas, uma vez que tudo correu bem e a criança e mãe respiram saúde, a vida retoma o seu ritmo normal e assim retomará o "Rua do Vento" a sua actividade!!!
Peço a todos desculpa e agradeço a paciência.
Saudações,
André Apolinário
Escusado será dizer que o Beira-Mar ganhou mais uma associada! Sim porque de "pequenino se torce o pepino"...
11.15.2005
Pelo Beira-Mar, Sempre!! (Parte II)

Em devido tempo enunciei vários temas relevantes para as Escolas de Formação de Futebol Juvenil do Sport Clube Beira Mar, que os actuais dirigentes poderiam ter em atenção, e continuar o Plano de Acção para o triénio 2003/2006 melhorado o necessário que consistia em todas as vertentes da vida exigível que o Clube obriga.
Nomeadamente:
*Programação, Organização e Controlo
*Planificação – Definir objectivos, na formação, social, administrativo-financeiro e qualitativos
*Protocolos com Clubes
*Protocolos com Escolas e outras entidades públicas e privadas
*Protocolo com Escola Superior de Desporto de Rio Maior
*Planeamento técnico
*Infra-estruturas
*Recursos humanos
*Escola de futebol
*Posto médico
*Eventos – Festa de Natal e Festa de Encerramento de todas as actividades amadoras
*Torneios – Nacional e Internacional
*Jornadas médicas
*Clube satélite
*Futsal
*Recursos físicos
*Investimento
*Custos
*Região/Divulgação
*Segurança
*História
Assim, deveriam consultar o Plano referido deixado no Clube e melhorá-lo, se necessário, mas nunca fazer tábua rasa do trabalho realizado há anos, que seria concluído na época de 2006.
Para dar uma ideia dos jogos oficiais realizados na época 2004/2005 foram:
Escolas -137
Infantis-95
Iniciados – 83
Juvenis – 80
Juniores – 48
Total de Jogos – 443.
Foi a máquina do Clube em movimento ao serviço dos nossos jovens atletas que consta no relatório de actividades do Departamento de Formação, ao contrário do que alguns diziam não existir os documentos acima referidos.
Deste trabalho em curso saíram talentos nos últimos dois anos, valores de referência, como: Cristóvão, André e Marcelo – FCPorto,
Diogo Valente – Boavista,
Diogo Filipe – Braga,
Bruno Rezende, Ladeira, João Paulo, Mark Vale, Godofredo – Avanca,
Hippy – Gafanha,
Artur, Balde, Fábio, Semedo, Nelson, Pinho, Pires, Magno, entre outros, ao serviço do Beira-Mar.
O investimento estava a dar os seus frutos com todas as equipas praticamente em primeiro lugar nas respectivas classificações.
Também deixámos o cumprimento do nosso programa, com a criação do Futsal e Clube Satélite e louvar os Directores do Pavilhão e Piscinas que souberam dar continuidade aos projectos existentes e melhorar o necessário, no momento próprio.
Foi assim, que planeámos para o desenvolvimento agressivo exigido em tempo útil a alteração do Projecto, junto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Dr. Alberto Souto a construção de um Centro de Estágio e Formação, com campos relvados e sintéticos “ Academia “ em fase de acabamento no ambicioso sonho que projectamos na vontade e empenho por toda a ex -Direcção, no futuro consciente que o Beira-Mar merece.
Óscar Paulo
11.13.2005
Ventos de S.Roque # 9 - EMA, EM: Um Projecto Esgotado?

A Estádio Municipal de Aveiro, Empresa Municipal foi constituída com um objectivo bem definido, construir em tempo útil todas as infraestruturas necessárias à realização do Euro2004.
A solução adoptada não foi aquela que mais se adequa ao fim a que este equipamento se destina, ou seja, ás necessidades do clube residente e isto porque, o seu lay-out respeitou os requisitos do campeonato da europa deixando para plano secundário a funcionalidade necessária ao clube residente. Ao contrário de todos os outros, excepto o de Braga e Algarve, foram concebidos para os clubes residentes e adaptados para os dois ou três jogos do Euro2004. Independentemente desta opinião pessoal, a EMA cumpriu um dos seus objectivos: garantir as condições para a realização desse evento que a todos nos orgulhou.
A EMA tinha ainda outros dois grandes objectivos protocolados com o Sport Clube Beira Mar:
1-Concluir o centro de formação.
2-Construir os campos de treino e equipamentos de apoio(balneários) nos terrenos adjacentes ao estádio.
Estes objectivos complementares enquadram-se naquilo que entendo ser estratégico para o clube, ou seja, disponibilidade dos equipamentos necessários à prática desportiva e racionalização de meios. Esta solução tem ainda a vantagem de dinamizar uma nova centralidade urbana e a rentabilização de outras valências no estádio. Ao contrário de opiniões recentes sobre a vantagem de um centro de treinos num local diferente, tal como tem o Sporting, Porto, Benfica etc.., acho que a solução que preconizo é muito mais adequada, aliás, os clubes que têm essas infraestruturas distantes dos seus estádios só não as fizeram na área adjacente por falta de espaço, o que não se passa neste caso, o espaço existe, existe o projecto e o compromisso. Esta seria uma solução impar para um clube com formação e futebol profissional.
O projecto financeiro para assegurar os custos resultantes da construção deste centro de treinos passa pela libertação dos terrenos do antigo estádio e campo de treinos, solução prevista no protocolo estabelecido com a CMA.
Justifica-se a EMA,EM pela necessidade de concluir os objectivos previamente definidos.
A EMA,EM assumiu entretanto outra actividade: a gestão desta infraestrutura. O objectivo era amortizar o investimento com os resultados de exploração. Estabeleceu um contrato com o Beira Mar em que este lhe vende o espectáculo desportivo e a EMA tem como receita a venda de determinados lugares(camarotes, tribunas) e explora as diferentes áreas comerciais e publicidade. Refira-se que este contrato foi elaborado com base no modelo económico definido pela EMA. Ora, o que pode verificar através da análise ao relatório de gestão relativo ao exercício de 2004 e mesmo com o Beira Mar na liga principal, os resultados sem as receitas extraordinárias do Euro2004 são negativos. Uma das razões é a que a marca BeiraMar tem dificuldade em vender mas a marca EMA pouco ou nada vende.
Se a EMA tinha um problema, pagar o investimento, fica agora com outro, o déficite na exploração.
A EMA,EM não se justifica. A CMA deve assumir a dívida e protocolar com o Sport Clube Beira Mar as condições de cedência destas infraestruturas. Mesmo que a CMA tenha que suportar alguns custos de manutenção, pode poupar cerca de 50% do valor que actualmente lhe custa.
A CMA e ou EMA não estão vocacionadas para a gestão de equipamentos desportivos. Devem financiar esses equipamentos e estabelecer contratos-programa com regras claras com as respectivas associações ou clubes para a sua utilização. Acresce ainda a duplicação dos custos com os recursos humanos e a dificuldade de convivência de duas entidades no mesmo espaço fisico
As conclusões:
1-A EMA,EM justifica-se apenas até à conclusão do centro de formação e treino.
2-O centro de formação e treino deve ficar junto ao estádio.
Aveiro, 11 de Novembro de 2005-11-11
A. Roque
11.12.2005
E o nosso próximo artigo vai ser sobre....
11.11.2005
Academia e Centro de Estágios na Gafanha ???

"A actual direcção do Beira-Mar quer construir uma academia de formação e um centro de estágio nas matas da Gafanha, no concelho de Ílhavo. Segundo o presidente do clube, Artur Filipe, o local oferece «condições óptimas» para o empreendimento. «É uma zona de pinhal, junto à praia e perto de Aveiro», resumiu." (in D.A. terça 8 Nov 2005) .
Bom, não sei que diga.
Sinceramente se o Estádio Municipal de Aveiro é apedrejado por tantos como um péssimo investimento, ou criticado pela sua localização (distante da cidade) ou por ser isolado, não entendo então como se pensa separar deste, principalmente, a formação - ou seja, a Academia!
Até porque bem ou mal parte dela já existe lá. Bem sei que não é um exemplo formidável (pelo menos o que está feito) mas para quem não saiba já lá estão por baixo da Bancada Nascente os balneários, salas de descanso, camaratas,... Certo é que não têm janelas para o exterior mas parece-me que facilmente se encontrariam soluções (foram estudadas no passado).
Se esse dinheiro já foi gasto, vai então ser esquecido, ignorado??
E que se passou com o relvado de treinos que já estava ser feito?? A terra foi mexida mas e agora??? Ou era só para mostrar serviço por parte da CM Aveiro?? Ou da EMA? Ou até da nova direcção do BM?? Parecia ser tão fácil....
Mas insisto que me parece que deverá a zona envolvente ao Estádio Municipal tornar-se também ela (como está no Plano para o local) uma zona predominantemente do Beira-Mar, dos seus atletas, dos pais destes, dos jogadores profissionais, etc...!
Não seria esta uma boa forma de atenuar o efeito "quinzenal" dos jogos em casa? Trazendo jogos e treinos das camadas jovens para a zona, bem como todos os treinos do plantel porfissional?
(Se passar da Mário Duarte para Taboeira foi uma tragédia grega em 3 actos, então o que será passar para a gafanha...)
O Centro de estágios ainda poderia entender que fosse fora desta zona. Ainda que não se possa comparar a situação do Beira-Mar, ou melhor da envolvente do novo estádio, com a situação de Estádios como o da Luz, Alvalade ou Dragão em que simplesmente não haviam terrenos na sua envolvente com dimensão para tais infraestruturas (e para clubes da dimensão destes) ou se os havia seriam carissimos. Mas no caso do Municipal de Aveiro... os terrenos estão lá, estão no Plano, foram reservados para esse efeito. A menos que se esteja a pensar transformar estes terrenos também em Zona Edificável!!! Pressões Imobiliárias?!
Gostaria de saber a opinião dos nossos visitantes sobre este assunto. Esta aberta a discussão ( se o Pedro Neves entender que este assunto pode ser discutido neste blog, senão não escrevo mais nada...)
Saudações,
André Apolinário
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