Após 38 agradáveis visitas "votantes" ao nosso último inquérito, está na hora de fechar o "concurso" e revelar os resultados:
GOLEADOR : Pois 66% não se esquecem de Fary, esse grande goleador que passou pelo clube, que não se deixa fazer esquecer não só pelos golos que marcou mas pelo seu carisma, humildade e profissionalismo. Dino levou a segunda melhor marca com 26% dos votos. Este jogador, confesso, deliciava pelo seu estilo peculiar mas eficaz.
EX-JOGADOR: Pois sócio é sócio e não se esquece: Manuel Fernandes era o único jogador da lista que nunca servira o nosso clube (nem sabe o que perdeu). Assim o sabiam 74% dos votantes. Ao contrário do que pensavam 26% dos votantes, Manuel José jogou, de facto, no Beira-Mar. Estranho constatar que 2 votantes pensavam que António Sousa nunca tinha jogado no Clube ?!!! Ou são novos ou a memória é curta.
A TAÇA 90/91: Pois foi, foi o Tó-Zé o jogador ausente na convocatória dessa célebre final com o F.C. Porto, após uma semana cheia de polémica, pelo facto do jogador ter sido "vendido" a esse mesmo clube antes da final da taça. 74% dos votantes não se esqueceram deste episódio, enquanto que 21% pensavam que Petrov, esse grande defesa, ex-jogador de andebol, não teria dado o seu contributo para essa final que estará, certamente, na memória dos sócios.
Agradecemos a participação de todos e contamos com a vossa "presença" em futuros inquéritos!
9.27.2005
9.20.2005
Opiniões...
“Jogar contra o Beira-Mar é o mesmo, exactamente igual, que uma equipa da Liga actuar diante do F.C.Porto, Sporting ou Benfica. É comparável, também, quando uma qualquer equipa joga, nas competições europeias, frente ao Chelsea, Liverpool, Milão ou Real Madrid. Sem tirar, nem pôr. O meu Beira Mar é o gigante, o colossal da Liga de Honra. É o F.C. Porto, Benfica, Sporting, Chelsea, Liverpool, Milão e Real Madrid da Liga de Honra. O Sport Clube Beira Mar é todos eles juntos.”
Sérgio Loureiro – Diário de Aveiro em 17/9/2005
“O projecto que os “Auri-Negros” – os genuínos – partilham é o de semear o SC Beira-Mar no seu canteiro, ou seja, na sua região. No dia em que desabrochar, a flor que emerge da planta auri-negra dificilmente será a maior do jardim, mas será o nosso orgulho, a mais bela do jardim, aquela que sempre cuidamos com afecto e atenção”
Nuno Quintaneiro, blog .Bancada Norte, em 19/9/2005
Com a devida vénia, exageros clubisticos e apurado sentido da realidade auri-negra em contraponto.
João Sousa
Sérgio Loureiro – Diário de Aveiro em 17/9/2005
“O projecto que os “Auri-Negros” – os genuínos – partilham é o de semear o SC Beira-Mar no seu canteiro, ou seja, na sua região. No dia em que desabrochar, a flor que emerge da planta auri-negra dificilmente será a maior do jardim, mas será o nosso orgulho, a mais bela do jardim, aquela que sempre cuidamos com afecto e atenção”
Nuno Quintaneiro, blog .Bancada Norte, em 19/9/2005
Com a devida vénia, exageros clubisticos e apurado sentido da realidade auri-negra em contraponto.
João Sousa
9.17.2005
3ª sondagem Rua do Vento
Teste os seus conhecimentos sobre o passado do clube.
Responda à nossa sondagem, na secção "inquéritos Ventosos". Basta "clickar"no botão para aceder à pagina de inquérito.
Não se esqueça de confirmar o seu voto primindo "submit vote" no rodapé da página.
Força nisso!
Responda à nossa sondagem, na secção "inquéritos Ventosos". Basta "clickar"no botão para aceder à pagina de inquérito.
Não se esqueça de confirmar o seu voto primindo "submit vote" no rodapé da página.
Força nisso!
9.16.2005
Resultados 2ª Sondagem Rua do Vento
Após 15 dias, apresentamos os resultados do nosso último inquérito, que visava conhecer um pouco melhor o perfil dos nosso visitantes.
A primeira questão - sobre a antiguidade enquanto sócios - em 16 respostas 75% era de sócios com mais de 5 anos de filiação sendo que 31% (do total dos 16 votantes), curiosamente, teriam mais de 21 anos de filiação. É reconfortante saber deste pormenor.
O "Rua do Vento" chegou ao conhecimento de 37% dos nossos visitantes através da imprensa - curioso, não tinhamos esta noção! A segundo meio de divulgação mais votado foi "através de outros blogs".
Interessante foi saber que 37% dos inquiridos conhecem 1 a 2 outros espaços na internet dedicados ao clube, tantos como os que conhecem mais de 5. Contrastes... pois na verdade há bastante mais de 5 bons espaços onde a vida deste nosso clube é discutido. O Rua do Vento recomenda alguns na sua secção de "Links sobre o Beira-Mar".
Brevemente teremos nova sondagem. Estejam atentos e participem! O "Rua do Vento" agradece!
A primeira questão - sobre a antiguidade enquanto sócios - em 16 respostas 75% era de sócios com mais de 5 anos de filiação sendo que 31% (do total dos 16 votantes), curiosamente, teriam mais de 21 anos de filiação. É reconfortante saber deste pormenor.
O "Rua do Vento" chegou ao conhecimento de 37% dos nossos visitantes através da imprensa - curioso, não tinhamos esta noção! A segundo meio de divulgação mais votado foi "através de outros blogs".
Interessante foi saber que 37% dos inquiridos conhecem 1 a 2 outros espaços na internet dedicados ao clube, tantos como os que conhecem mais de 5. Contrastes... pois na verdade há bastante mais de 5 bons espaços onde a vida deste nosso clube é discutido. O Rua do Vento recomenda alguns na sua secção de "Links sobre o Beira-Mar".
Brevemente teremos nova sondagem. Estejam atentos e participem! O "Rua do Vento" agradece!
9.13.2005
Tachos ao Vento # 2
Com um pouco de atraso, cá está a nossa segunda crónica gastronómica".Na passada terça, a malta do Rua do Vento, conforme ficara combinado entre todos antes do periodo de férias, voltou a reunir-se à mesa para conversar sobre o nosso Beira-mar e, obviamente, para saborear um belo repasto em local seleccionado pelo responsável do mês para o efeito: o Eng. Alberto Roque.
Assim, fomos presenteados com uma verdadeira iguaria tradicional (não necessariamente regional, neste caso): Arroz de Galo! Ou de "pica no chão", como se costuma dizer em certas zonas do país.
Galo caseiro criado pelo próprio dono do restaurante em causa. O nome? Uma dica: chamou-se durante muitos anos "Gilgameche". Algures na zona de Vilar. Lembro-me de lá ter ido, nos tempos de estudante de liceu, variadissimas vezes em festas de aniversário, ou jantares de grupo de amigos, comer umas fabulosas costoletas de vitela de tamanho "proibitivo" (perto do pecado), na cave, com um serviço muito natural em que as batatas fritas, arroz e a salada vinham em quantidade infinita. Sem luxos nem preconceitos.
Este humilde restaurante é hoje um dos locais em Aveiro onde melhor se come carne de qualidade (porco preto e vitela estão no topo da lista de preferências), sempre no ponto de grelha, e sofreu sucessivas remodelações e melhorias. Chama-se "Querida", do amigo Simões, pessoa muito ligada às lides futebolisticas da região, que nos deu particular atenção.
Por este motivo e pelos seus clientes habituais, o futebol é quase sempre um dos temas mais discutidos neste espaço. Televisões para "ver a bola" vi pelo menos 3! Camisolas do nosso Beira-Mar, fotos e outros artigos semelhantes decoram as paredes.
Mas voltemos ao galo crucificado que é o rei da festa: estava muito bem feito, sem dúvida. Vale a pena (tem de se encomendar) ir lá comer este prato. O galo era de muito boa qualidade, o arroz estava no ponto e o toque de vinagre ... de categoria. Recomenda-se!
E com estas duas jornadas "de sucesso", o trabalho do Dr. João de Sousa - próximo responsável pelo jantar mensal - torna-se cada vez mais complicado. Mas cá estaremos para fazer depois o resumo da jornada.
Saudações do Rua do Vento.
André Apolinário
9.12.2005
Feitios....
“À Direcção cumpre administrar e representar o Clube, para todos os efeitos legais e estatutários, perante quaisquer entidades ou poderes constituídos”
(Art.º 33 dos Estatutos do Sport Clube Beira Mar aprovados em AG de 2/2/2000
“"Propus à direcção - e foi aceite - a atribuição de prémios a jogadores e treinadores apenas quando estivermos nos dois primeiros lugares”
(Treinador da equipa profissional de futebol do Beira-Mar ao Jogo em 10/9/2005)
“Dirigente é para dirigir, treinador para treinar e jogador para jogar”
(Mano Nunes no blog Rua do Vento em 19/7/2005)
É tudo uma questão de feitios !
João de Sousa
(Art.º 33 dos Estatutos do Sport Clube Beira Mar aprovados em AG de 2/2/2000
“"Propus à direcção - e foi aceite - a atribuição de prémios a jogadores e treinadores apenas quando estivermos nos dois primeiros lugares”
(Treinador da equipa profissional de futebol do Beira-Mar ao Jogo em 10/9/2005)
“Dirigente é para dirigir, treinador para treinar e jogador para jogar”
(Mano Nunes no blog Rua do Vento em 19/7/2005)
É tudo uma questão de feitios !
João de Sousa
9.06.2005
Resultados 1ª Sondagem Rua do Vento
Na sequência da 1ª sondagem feita pelo "Rua do Vento", apresentamos os principais resultados, após aproximadamente 10 dias de inquérito:
1- Sobre as dispensas para a época 2005/2006, num universo de 20 votantes, 65% concordaram com as dispensas. A segunda resposta mais votada - com 30% - revelava os votantes que não concordaram com as mesmas.
2- Quando questionados sobre o " Rua do Vento", num universo de 19 votantes, 47% entenderam alertar que este blog era demasiado critico, sendo a segunda resposta mais votada - com 32% - feita por sócios que entendem que este blog pode ser util para a vida do clube.
3- Por último, os equipamentos! 53% dos 19 votantes manifestaram agrado pelos actuais equipamentos enquanto que 22% dos votantes se dividiram, em partes iguais, entre o "muito interessante" e o "interessante".
Estão aqui os resultados desta primeira sondagem. Agradecemos a todos os que participaram e esperamos ter sempre o máximo de votantes em cada sondagem apresentada.
Visite a nova sondagem criada para tentar perceber um pouco melhor o "visitante tipo" deste blog.
Saudações do Rua do Vento
1- Sobre as dispensas para a época 2005/2006, num universo de 20 votantes, 65% concordaram com as dispensas. A segunda resposta mais votada - com 30% - revelava os votantes que não concordaram com as mesmas.
2- Quando questionados sobre o " Rua do Vento", num universo de 19 votantes, 47% entenderam alertar que este blog era demasiado critico, sendo a segunda resposta mais votada - com 32% - feita por sócios que entendem que este blog pode ser util para a vida do clube.
3- Por último, os equipamentos! 53% dos 19 votantes manifestaram agrado pelos actuais equipamentos enquanto que 22% dos votantes se dividiram, em partes iguais, entre o "muito interessante" e o "interessante".
Estão aqui os resultados desta primeira sondagem. Agradecemos a todos os que participaram e esperamos ter sempre o máximo de votantes em cada sondagem apresentada.
Visite a nova sondagem criada para tentar perceber um pouco melhor o "visitante tipo" deste blog.
Saudações do Rua do Vento
9.05.2005
Ventos de S. Roque # 7 - BetandWin!!! Uma questão de hipocrisia.
Este foi mais um dos casos no arranque desta época desportiva.
Todos sabemos que reina a crise em quase todas as áreas de actividade e o futebol não é excepção.
O futebol profissional em Portugal, além da sua auto sustentabilidade, tem que financiar o chamado futebol amador (IIªB div, III div, distritais etc.), através de uma verba superior a um milhão de euros por ano(acordo FPF/LPFP). O estado demite-se pura e simplesmente de financiar a própria formação, excepção feita às autarquias locais. O estado equipara os clubes às empresas para cobrar impostos (e bem), mas não lhe reconhece o direito, por exemplo, de se candidatar aos fundos comunitários para a formação profissional dos seus colaboradores.
O futebol tem que gerar receitas próprias e a publicidade é uma das componentes mais importantes.
A liga, depois de terminar vários anos de contrato com a Galpenergia, teve que recorrer ao mercado para arranjar novo parceiro e conseguiu: BetandWin.
É evidente que esta parceria ataca fortemente interesses instalados, no entanto, existe aqui bastante hipocrisia:
1-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) durante muitos anos utilizou o futebol para o seu financiamento, através do totobola, recebendo os clubes uma fatia das receitas.
2-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou as raspadinhas, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
3-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou o totoloto, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
4-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou o totomilhões, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) usou o futebol e promoveu o totobola apenas enquanto precisou dele, agora está preocupada com uma empresa Austríaca que opera no mercado comunitário e que utiliza o futebol para se promover, financiando assim a formação e o futebol amador.
É verdade que todos gostaríamos que isto não acontecesse, mas foi a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, repito: de Lisboa, porque as outras Santas Casas do resto do país nada beneficiam com as receitas do jogo, que criou esta situação.
Como diria um amigo meu: Se existem problemas com a betadine utilizem eosina ou “mercuri-ó-cromo”.
Alberto Roque
Todos sabemos que reina a crise em quase todas as áreas de actividade e o futebol não é excepção.
O futebol profissional em Portugal, além da sua auto sustentabilidade, tem que financiar o chamado futebol amador (IIªB div, III div, distritais etc.), através de uma verba superior a um milhão de euros por ano(acordo FPF/LPFP). O estado demite-se pura e simplesmente de financiar a própria formação, excepção feita às autarquias locais. O estado equipara os clubes às empresas para cobrar impostos (e bem), mas não lhe reconhece o direito, por exemplo, de se candidatar aos fundos comunitários para a formação profissional dos seus colaboradores.
O futebol tem que gerar receitas próprias e a publicidade é uma das componentes mais importantes.
A liga, depois de terminar vários anos de contrato com a Galpenergia, teve que recorrer ao mercado para arranjar novo parceiro e conseguiu: BetandWin.
É evidente que esta parceria ataca fortemente interesses instalados, no entanto, existe aqui bastante hipocrisia:
1-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) durante muitos anos utilizou o futebol para o seu financiamento, através do totobola, recebendo os clubes uma fatia das receitas.
2-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou as raspadinhas, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
3-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou o totoloto, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
4-A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) criou o totomilhões, ficou com toda a receita, não dando qualquer explicação ao futebol e as receitas do totobola caíam.
A Santa Casa da Misericórdia (de Lisboa) usou o futebol e promoveu o totobola apenas enquanto precisou dele, agora está preocupada com uma empresa Austríaca que opera no mercado comunitário e que utiliza o futebol para se promover, financiando assim a formação e o futebol amador.
É verdade que todos gostaríamos que isto não acontecesse, mas foi a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, repito: de Lisboa, porque as outras Santas Casas do resto do país nada beneficiam com as receitas do jogo, que criou esta situação.
Como diria um amigo meu: Se existem problemas com a betadine utilizem eosina ou “mercuri-ó-cromo”.
Alberto Roque
8.29.2005
Ventos de S. Roque # 6 - Coerência
Arrancaram as competições profissionais de futebol. Como é da praxe interessa nestes momentos gerar alguma polémica.
Dois casos foram relevantes: As dívidas ao fisco/segurança social e o principal patrocinador da liga.
Vou, hoje, reflectir sobre este tipo de dívidas e a sua relação com o Estado e a verdade competitiva.
Uma das condições necessárias para que um clube possa inscrever atletas na LPFP é que esse clube ou “sad” apresente as certidões das finanças e segurança social com data posterior a 31 de Maio do ano em curso em como tem a sua situação “regularizada”.
De acordo com uma notícia do semanário económico de 19 de Agosto, os clubes devem ao fisco 24 milhões de euros e não estão incluídas as verbas do totonegócio, ou seja, dívidas posteriores a 1998.
Até este momento apenas Alverca e Felgueiras foram penalizados.
A conclusão seria que todos os outros têm as contas em dia, ou melhor, a sua situação “regularizada”.
De facto é o que se verifica. Como foi possível?
Muito simples. Várias alternativas foram criadas pelo próprio Estado que exigiu às ligas profissionais o cumprimento daquelas obrigações:
a)-O clube dirige-se à sua repartição de finanças apresenta um simples requerimento a contestar a dívida e pede cópia desse requerimento com um “carimbo” de entrada.
b)- O clube dirige-se ao IAPMEI e através de um simples requerimento solicita um “procedimento extrajudicial de conciliação” (Dec.Lei: 201/2004), pede cópia com “carimbo” de entrada. Apresenta qualquer dessas fotocópias na LPFP e o assunto está resolvido. Não pode faltar é o “CARIMBO” de entrada.
O Sr. Ministro das Finanças disse recentemente que responsabilizaria a partir de agora os dirigentes por este tipo de dívidas. Isso já está na lei!
Que credibilidade tem o Estado, se ele próprio cria mecanismos para não se pagarem impostos?
COERÊNCIA exige-se.
A verdade competitiva não foi salvaguardada. Também é verdade que são já vários os clubes e “sad´s” que vão caindo de maduros….
O Sport Clube Beira Mar foi e continua a ser um clube coerente, mas tem sido penalizado por isso.
Alberto Roque
Dois casos foram relevantes: As dívidas ao fisco/segurança social e o principal patrocinador da liga.
Vou, hoje, reflectir sobre este tipo de dívidas e a sua relação com o Estado e a verdade competitiva.
Uma das condições necessárias para que um clube possa inscrever atletas na LPFP é que esse clube ou “sad” apresente as certidões das finanças e segurança social com data posterior a 31 de Maio do ano em curso em como tem a sua situação “regularizada”.
De acordo com uma notícia do semanário económico de 19 de Agosto, os clubes devem ao fisco 24 milhões de euros e não estão incluídas as verbas do totonegócio, ou seja, dívidas posteriores a 1998.
Até este momento apenas Alverca e Felgueiras foram penalizados.
A conclusão seria que todos os outros têm as contas em dia, ou melhor, a sua situação “regularizada”.
De facto é o que se verifica. Como foi possível?
Muito simples. Várias alternativas foram criadas pelo próprio Estado que exigiu às ligas profissionais o cumprimento daquelas obrigações:
a)-O clube dirige-se à sua repartição de finanças apresenta um simples requerimento a contestar a dívida e pede cópia desse requerimento com um “carimbo” de entrada.
b)- O clube dirige-se ao IAPMEI e através de um simples requerimento solicita um “procedimento extrajudicial de conciliação” (Dec.Lei: 201/2004), pede cópia com “carimbo” de entrada. Apresenta qualquer dessas fotocópias na LPFP e o assunto está resolvido. Não pode faltar é o “CARIMBO” de entrada.
O Sr. Ministro das Finanças disse recentemente que responsabilizaria a partir de agora os dirigentes por este tipo de dívidas. Isso já está na lei!
Que credibilidade tem o Estado, se ele próprio cria mecanismos para não se pagarem impostos?
COERÊNCIA exige-se.
A verdade competitiva não foi salvaguardada. Também é verdade que são já vários os clubes e “sad´s” que vão caindo de maduros….
O Sport Clube Beira Mar foi e continua a ser um clube coerente, mas tem sido penalizado por isso.
Alberto Roque
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