Arrancaram as competições profissionais de futebol. Como é da praxe interessa nestes momentos gerar alguma polémica.
Dois casos foram relevantes: As dívidas ao fisco/segurança social e o principal patrocinador da liga.
Vou, hoje, reflectir sobre este tipo de dívidas e a sua relação com o Estado e a verdade competitiva.
Uma das condições necessárias para que um clube possa inscrever atletas na LPFP é que esse clube ou “sad” apresente as certidões das finanças e segurança social com data posterior a 31 de Maio do ano em curso em como tem a sua situação “regularizada”.
De acordo com uma notícia do semanário económico de 19 de Agosto, os clubes devem ao fisco 24 milhões de euros e não estão incluídas as verbas do totonegócio, ou seja, dívidas posteriores a 1998.
Até este momento apenas Alverca e Felgueiras foram penalizados.
A conclusão seria que todos os outros têm as contas em dia, ou melhor, a sua situação “regularizada”.
De facto é o que se verifica. Como foi possível?
Muito simples. Várias alternativas foram criadas pelo próprio Estado que exigiu às ligas profissionais o cumprimento daquelas obrigações:
a)-O clube dirige-se à sua repartição de finanças apresenta um simples requerimento a contestar a dívida e pede cópia desse requerimento com um “carimbo” de entrada.
b)- O clube dirige-se ao IAPMEI e através de um simples requerimento solicita um “procedimento extrajudicial de conciliação” (Dec.Lei: 201/2004), pede cópia com “carimbo” de entrada. Apresenta qualquer dessas fotocópias na LPFP e o assunto está resolvido. Não pode faltar é o “CARIMBO” de entrada.
O Sr. Ministro das Finanças disse recentemente que responsabilizaria a partir de agora os dirigentes por este tipo de dívidas. Isso já está na lei!
Que credibilidade tem o Estado, se ele próprio cria mecanismos para não se pagarem impostos?
COERÊNCIA exige-se.
A verdade competitiva não foi salvaguardada. Também é verdade que são já vários os clubes e “sad´s” que vão caindo de maduros….
O Sport Clube Beira Mar foi e continua a ser um clube coerente, mas tem sido penalizado por isso.
Alberto Roque
8.29.2005
8.28.2005
Balanço # 1 | + e - da actualidade recente do SCBM

Os mais (é sempre mais simpático começar pelo positivo)
Os descontos por antecipação de pagamento de quotas, a campanha "sócioamigo", o bilhete de época...
Estas iniciativas são sempre louváveis. Umas originais, outras já experimentadas, tem na sua origem a vontade de levar o máximo de simpatizantes e sócios ao estádio, porque o seu apoio é vital para a equipa. Nem sempre os sócios entendem estas mesmas iniciativas, pois muitos fazem sempre contas ao "devehaver", mas desde que se mantenha um linha coerente de acção, só se podem defender estas acções.
Muitos e bons simpatizantes é o que se deseja - e a meu ver nem sempre terão que ser sócios, necessariamente.
Os menos (gostariamos de não ter nada a dizer mas...)
O Site Oficial do Sport Clube Beira-Mar
Evitei saltar logo para o ringue para bater no que tem sido feito. Mas agora já me custa um pouco.
Concordo que se mude o que está mal...mas quando está bem e funciona, já me custa que se mude só para marcar "a mudança" principalmente se está é manifestamente para pior.
Achei precipitada a mudança e nunca devia ter sido lançada para "o ar" sem ser testada, acabada e afinada. Foi assim que arrancou o site oficial do clube ( a versão "antiga"): com versões BETA, testadas e comentadas por alguns jornalistas e simpatizantes do clube, e só passou a oficial quando já podia responder as necessidades para o qual fora criado.
Nem comento a qualidade dos textos (é melhor não o fazer para já, pois nota-se que não é feito por ninguém do ofício, mas pode ser com grande voluntarismo) mas sim a pouquissima informação, a qualidade e teor desta, e o vazio que se sente pelas paginas ainda experimentais.
Primeiro preparavam isto tudo nos bastidores sossegados, deixavam o que estava e depois lançavam o novo formato. Que o digam os assiduos visitantes deste espaço.
Ressalva-se o hino na pagina de entrada, simpático, por sinal.
Que seja dada a devida atenção a esta ferramenta o mais prontamente possivel, é o nosso desejo.
As dispensas e a sua colocação
São opções, feitas por quem de direito, mas a meu ver muito discutiveis.
Espero, sinceramente, estar errado, e que os reforços sejam manifestamente superiores às dispensas.
Mas se não era este ano que um Ladeira, um Bruno Resende, um Bruno Sousa e um Artur (para já está a escapar à guilhotina) poderiam dar o seu máximo pela equipa (sem custos extraordinários), pergunto quando será ???
Nem sim nem não.... NIM!!
O empate nos Açores
Não é um mau resultado, mas também não é bom. Ao contrário da super-liga, em que perder com um dos grandes ou até com um Boavista, ou um Guimarães, ou um Marítimo na Madeira, pode ser sempre aceitável, na segunda liga o Beira-Mar tem de ser por si um dos grandes. Todos desejamos o seu regresso à primeira divisão pelo que só pode ser possivel estando sempre na frente impondo-se aos demais enquanto tem alguma "mais-valia" e fulgor de ter vindo de um patamar superior de competição. Esperemos em breve ter os resultados do Beira-Mar sempre na crónica dos MAIS! A começar já hoje em casa...
Até à proxima,
André Apolinário
8.27.2005
As Rajadas do Mano # 6 - O Lider

O verdadeiro líder é aquele que se impõe, sem se fazer impor.
Um líder é aquele que se assume nos piores momentos do seu grupo e não nos de glória.
Um líder é um homem que assume e luta sempre pela verdade e não se encapota em meias palavras.
Um verdadeiro líder não se vitimiza, assume as dificuldades e luta com optimismo para contagiar os seus, na senda dos êxitos.
Um líder tem que ser um exemplo em todas as vertentes, para que os seus comandados sintam a sua força num simples abraço ou num chamar de atenção mais severo.
Um líder tem que pensar sempre, naquele provérbio antigo: “ quem não quer ser lobo não lhe veste a pele”.
As insinuações, feitas pelo presidente do Beira-Mar num programa de rádio e respigadas no “diário de Aveiro” não podem ser mais fortes, para a demonstração da antítese do que deve ser um líder. Se não vejamos:
“Se houver insucesso a Direcção não pode ser culpabilizada”. Então quem vai ser o culpado?
O técnico de equipamento, os jogadores ou o treinador, deduzo que vai ser este vitimo, pois ele é que é o líder assumido, não só do balneário, que seria a sua obrigação, mas do próprio clube. A ser verdade isto a Direcção não dirige é dirigida.
“Sobre os jogadores que vão chegando”. Mais uma vez não se sabe quem os manda vir. Também não se sabe quem é que assina contrato com eles e depois verifica que não servem e rescindem.

Tudo isto é gratuito, ninguém paga as rescisões, ninguém paga a estadia e alimentação, ninguém paga as viagens e aos empresários que os trazem, que pelos lindos olhos dos nossos dirigentes, se tornaram magnânimos para o nosso clube.
Sobre isto mais direi quando as contas forem apresentadas referentes a este período e se não houver nenhuma alma generosa que ofereça tudo isto ao clube, nós saberemos quanto e como se gastou tanto dinheiro.
Sobre os empréstimos dos nossos jovens não me quero imiscuir porque é uma área que diz respeito ao técnico. Mas o presidente dizer que foi a falta de experiência deles apontada pelo treinador que compreende que queria jogadores mais experientes, então pergunto:
Que experiência tem os miúdos emprestados pelo Boavista? O Roma e o Nicolas? (a propósito, quanto custaram?!)
Sem duvidar o mínimo do seu valor não lhes vejo mais experiência que a um Ladeira, por exemplo, já para não falar no Ale em relação ao Bruno Sousa.

Sobre o Paul Murray o presidente, mostrou-se agastado e diz que não devia ser ele a tratar do assunto. Temo pela saúde dele, porque se esqueceu do que disse na campanha eleitoral e esqueceu o que eu disse publicamente e com tempo, que ajudaria a Direcção a resolver o problema, se me fosse solicitado. Nunca fui solicitado para nada e durmo descansado. Mas e os outros já não são problema?
Quando a conversa virou para a situação financeira o presidente falou com cuidado e por meias palavras e diz que as pessoas vão saber tudo ao pormenor.
Mas não teve dúvidas em falar por maior, em despesas que as contabiliza 647 mil euros e não fala novamente e maliciosamente em créditos de entidades credíveis como a EMA, Câmara Municipal, Benfica, Boavista e um jogador já pago para esta época (Jorge Silva) e outro que também já estava pago (Ali) e que ao dar-lhe a rescisão deveria ter recebido 30.000 euros, não diz nada. Mas, sobre isto vamos falar no fecho de contas do ano, depois de devidamente auditadas. Com números e devidamente vistoriadas por gente competente e acima de qualquer suspeita fala-se melhor e com mais propriedade.
Aconselho-o a pensar e a reflectir que uma empresa ou um clube se avalia por um todo de itens e não pelo dinheiro que tem na gaveta.
Vitimiza-se ao dizer que ele e o Sr. José Cachide já meteram muito dinheiro no clube, será que isto é uma situação virgem? (Aí amnésia!)
Sabe que não é, só com uma diferença, dantes a discrição imperava e quem o fez no antigamente, fê-lo em prol do amor ao clube e à amizade pouco reconhecida, sem nunca lutar pelo poder, como ele o fez agora. Tão vincadamente e…(Dr. Macário entende-me?)
Esperamos que daqui a três anos tenhamos o clube como estava a 30 de Junho. E com activos em jogadores que ficaram no plantel, que bem geridos podem ser a salvaguarda de possíveis maus actos de gestão e até dêem para pagar o dinheiro que os dirigentes actuais estão a meter no clube.
Se assim fizerem, terão em mim e muitos sócios a dizer “isto é que foi trabalhar”.
Um líder não se ufana com resultados, espera que os outros o valorizem.
Um líder é simples, grato, sensato e não critica gratuitamente os que são seus correligionários.
Um líder gosta de ver criticas construtivas dos seus, para ser cada vez melhor.
Um líder respeita, incentiva e enaltece os trabalhos a efectuar ou efectuados pelos outros, quando são positivos, sem receio de vir a ser ofuscado ou não reconhecido pelo seu.
Um líder é um líder, não se fabrica, nasce e cultiva-se.
Mano Nunes
Avisos à Navegação # 12 - Incomodidade

"em tempos chegaram a dar-me umas folhas para eu ler mas eu proibi isso. Não leio mais nada! Que fiquem a saber que é para o lado que durmo melhor! Esses blogs são de pessoas que não são Beiramarenses!"
Esta afirmação foi feita pelo Sr. Artur Filipe, enquanto Presidente da Direcção do nosso Sport Clube Beira-Mar, atacando de uma forma infeliz todos os que escrevem na blogosfera sobre o clube.
Como autor de alguns textos no Rua do Vento, respondo ao epíteto de não Beiramarense, com uma constatação:
Tenho cinquenta e um anos, nasci em Aveiro, meus pais. avós e bisavós nasceram, criaram-se, viveram e vivem em Aveiro, e sou sócio há mais de quarenta anos do Beira-Mar com o n.º 366. Este breve curriculum permite-me invocar o direito de não admitir a ninguém, que ponha em causa o meu beiramarismo e a capacidade de expressar uma opinião livre e descomprometida.
Concluo, replicando com uma pergunta:
Será que um sócio do clube, com um passado brilhante de Director, ao depor em Tribunal contra o seu clube, está a agir como beiramarense ?
João de Sousa
O Regresso do Rua do Vento

Como prometido cá estamos de novo depois de um pequeno e merecido interregno para férias, algo que, enquanto directores, não se conseguia fazer em Agosto como a grande maioria das pessoas.
Mas cá estamos de volta com as crónicas dos autores habituais, a acompanhar a vida do nosso Sport Clube Beira-Mar.
Criticando - positiva e negativamemente -, sugerindo, ilustrando, "comediando", esclarecendo, como sempre nos propusemos fazer desde o início.
Quando em Junho decidimos criar este espaço, nunca pensamos que nos curtos 3 meses de vida teriamos perto de 3 mil visitas.
Isto agrada-nos e faz-nos manter a actividade.
Como sempre, estamos dispostos a esclarecer e comentar os "posts" dos nossos caros visitantes sempre e quando assumam a sua identidade!
Novidade: a nossa secção de inquéritos e votação, disponível logo abaixo do contador de visitas - participe!

Saudações a todos,
a malta do Rua do Vento
8.04.2005
As Rajadas do Mano # 5 - Auri-Negros ou Canarinhos?!!
Afinal o pesadelo que tive, foi parcialmente tornado realidade e o Beira-Mar apresentou-se com os novos equipamentos em que o cinza (cor não oficial) e o preto aparece envergonhado só nas axilas dos jogadores que com os braços em baixo não se vê.
Será que o inventor desta ideia, recuou e não foi para a frente com o descrito no meu pesadelo?
Será por acaso que o preto desapareceu do site?
Será que a Direcção do meu clube sabe, que nos estatutos é bem claro que o equipamento oficial do nosso clube é amarelo e preto?
Será que sabe que para o alterar carece de autorização da Assembleia Geral?
Enfim, provincianismo medíocre ou politiquices estão a sobrevalorizar-se à essência e ao sentimento de todos os Beiramarenses e principalmente ao querer, dos rapazes vindos da América e outros de cá, que foram os nossos queridos fundadores.
Haja respeito e decoro.
Eu por mim já tomei a minha posição que embora sentida e dorida a vou cumprir.
Enquanto o nosso clube não voltar ao equipamento original e oficial, recuso-me a ver “canarinhos”, que muito passivamente os “papagaios” e alguns jornalistas não denunciaram, ou então pensaram que o calção e meia amarela foram uma opção do árbitro, para não se confundir com o adversário.
A apresentação foi pobre em todos os vectores, mas pela parte desportiva, não nos vamos precipitar porque a “procissão ainda vai no adro” e a equipa com o lastro que já existia e com alguns que vieram e virão irá conseguir atingir a nossa meta (superliga).
Aos nossos sócios e aos Beiramarenses continuo a solicitar apoio a todos, mas vamos exigir à Direcção que cumpra com os estatutos e que não nos transformem em “canarinhos” e nos continuem a deixar sentir com orgulho, a honra de sermos
AURI-NEGROS SEMPRE!!!
Mano Nunes
Será que o inventor desta ideia, recuou e não foi para a frente com o descrito no meu pesadelo?
Será por acaso que o preto desapareceu do site?
Será que a Direcção do meu clube sabe, que nos estatutos é bem claro que o equipamento oficial do nosso clube é amarelo e preto?
Será que sabe que para o alterar carece de autorização da Assembleia Geral?
Enfim, provincianismo medíocre ou politiquices estão a sobrevalorizar-se à essência e ao sentimento de todos os Beiramarenses e principalmente ao querer, dos rapazes vindos da América e outros de cá, que foram os nossos queridos fundadores.
Haja respeito e decoro.
Eu por mim já tomei a minha posição que embora sentida e dorida a vou cumprir.
Enquanto o nosso clube não voltar ao equipamento original e oficial, recuso-me a ver “canarinhos”, que muito passivamente os “papagaios” e alguns jornalistas não denunciaram, ou então pensaram que o calção e meia amarela foram uma opção do árbitro, para não se confundir com o adversário.
A apresentação foi pobre em todos os vectores, mas pela parte desportiva, não nos vamos precipitar porque a “procissão ainda vai no adro” e a equipa com o lastro que já existia e com alguns que vieram e virão irá conseguir atingir a nossa meta (superliga).
Aos nossos sócios e aos Beiramarenses continuo a solicitar apoio a todos, mas vamos exigir à Direcção que cumpra com os estatutos e que não nos transformem em “canarinhos” e nos continuem a deixar sentir com orgulho, a honra de sermos
AURI-NEGROS SEMPRE!!!
Mano Nunes
Avisos à Navegação # 11 - Quem pode, manda!
Politicamente, quando um governo é substituído por outro de cor diferente, começam a detectar-se nos primeiros meses de governação os efeitos da febre do poder. Medidas anteriormente tomadas e resultado de análises e estudos ponderados, são radicalmente alteradas ou sumáriamente suspensas, muitas das vezes sem tempo para uma análise critica cuidada. E muitos são os exemplos que poderíamos indicar, veja-se os casos do Rendimento Mínimo Garantido, da construção do TGV ou do Metro do Porto.
Mas nem só os governos adoptam essa postura, pois a febre já chegou aos clubes desportivos.
Veja-se em relação ao Sport Clube Beira-Mar exemplos recentes desse comportamento, que julgávamos ser exclusivo da classe política:
§ O site do clube na Internet, funcionava excelentemente, tinha uma imagem gráfica de elevada qualidade e era de consulta obrigatória dos sócios. Passou a ter uma imagem gráfica dúbia, fruto da esperteza saloia de quem lhe alterou as cores e indicou ter sido desenvolvido pelo Departamento de Marketing do SCBM, que não foi. E quanto aos textos lá inseridos, comentários para quê!
§ O equipamento para a nova época estava escolhido e era auri-negro. Foi suspensa a sua execução, e apareceu-nos um auri-auri – dizem que negro. A meio do caminho arrependeram-se do auri-só, e das meias azuis.
Para bem do SCBM, acho que, independentemente de quem tomou a decisão, o que serve os interesses dos sócios e do clube deveria ser preservado, independentemente dos gostos, pois cada um tem o seu.
Apoio as iniciativas de afirmação e valorização patrimonial do clube, casos da indigitação do responsável pelo Museu e da aquisição do autocarro, mas reprovo as políticas de desmantelamento do que funcionava e era vantajoso para o SCBM.
João de Sousa
Mas nem só os governos adoptam essa postura, pois a febre já chegou aos clubes desportivos.
Veja-se em relação ao Sport Clube Beira-Mar exemplos recentes desse comportamento, que julgávamos ser exclusivo da classe política:
§ O site do clube na Internet, funcionava excelentemente, tinha uma imagem gráfica de elevada qualidade e era de consulta obrigatória dos sócios. Passou a ter uma imagem gráfica dúbia, fruto da esperteza saloia de quem lhe alterou as cores e indicou ter sido desenvolvido pelo Departamento de Marketing do SCBM, que não foi. E quanto aos textos lá inseridos, comentários para quê!
§ O equipamento para a nova época estava escolhido e era auri-negro. Foi suspensa a sua execução, e apareceu-nos um auri-auri – dizem que negro. A meio do caminho arrependeram-se do auri-só, e das meias azuis.
Para bem do SCBM, acho que, independentemente de quem tomou a decisão, o que serve os interesses dos sócios e do clube deveria ser preservado, independentemente dos gostos, pois cada um tem o seu.
Apoio as iniciativas de afirmação e valorização patrimonial do clube, casos da indigitação do responsável pelo Museu e da aquisição do autocarro, mas reprovo as políticas de desmantelamento do que funcionava e era vantajoso para o SCBM.
João de Sousa
8.03.2005
Sopros de Arquitecto # 3 - A apresentação do Beira-Mar 2005-2006

Ontem, gentilmente convidado pela nova direcção, fui ver a apresentação da equipa 2005-2006. Já tinha pensado, previamente, escrever umas letras sobre o que visse, e para não falhar, cá estou, se bem que sem muito para dizer.
Não vou falar das apreciações negativas porque estamos numa fase de preparação e adaptação de todos os agentes intervenientes, e como tal, deve sim, ser comentada a parte positiva.
Gostei de voltar àquele estádio, gostei de rever caras da cena beiramarense, em particular alguns dos colaboradores do clube.
Pena tenho de ter estado tão pouco público. Parecia (aliás, era) um jogo treino, em que se ouvia claramente todos os comentários e alertas dos jogadores em campo, com especial destaque para o gigante Srnicek.
E para este vai o meu primeiro voto de satisfação. Gosto muito de o ver naquela baliza, pela segurança que transmite. É um senhor e lá fez das suas no fim da primeira parte, ao evitar o mais que evidente golo dos espanhois. É um "b0m gigante".
Sobre o futebol propriamente dito (não sou, de todo, comentador desportivo) gostei da primeira parte e de alguns - poucos - pormenores da segunda:
Há um jogador em quem deposito grande esperança e que tem todas as condições para explodir: o Tininho. Rápido, fisicamente sólido e com uma técnica de qualidade crescente. Na primeira parte assim prometeu. Na segunda o jogo pouco passou por ele.
Gostei do Roma, a fazer lembrar um "Carlinhos" mas a meu ver com mais objectividade. Pode vir a ser uma alegre surpresa (se não for tão "brinca na areia" como o outro) e bem mereceu o golo.
Vi dois Ricardos: na primeira parte autoritário e a ganhar tudo o que vinha pelo ar, na segunda parte, verdadeira peneira furada, já que por aquele lado entravam os ataques (e os dois golos) do adversário.
Gostei de ver Ribeiro outra vez a jogar. Grande amigo, mas que acusou nervosismo mais uma vez. Força rapaz.
Vi que Inácio não queria perder o jogo por nada, pelo que lamentei não ter feito mais substituições para podermos ver outros jogadores em acção, mas teremos outras oportunidades.
Disse que não ia apresentar aspectos negativos, mas como começo a ficar sem tema.... vou apenas apresentar um ... positivamente: lamentei o final do jogo, que se pretendia amigável, com faíscas e subtis agressões (fisicas e verbais, estas menos subtis) entre as equipas, muito por causa de um certo excesso de zêlo do árbitro. Apenas lamento a tensão final, porque de árbitros não se fala! Estes jogos deviam ser sempre intensos dentro do campo, mas com elevadas doses de respeito por um adversário... amigével - de parte a parte!
Esperemos ver a equipa mais solta (menos pêrra) no futuro e com resultados bem positivos, porque afinal, o que todos queremos é ver o beira de volta à primeira.
Saudações Beiramarenses,
André Apolinário
7.26.2005
As Rajadas do Mano # 4 - Indústria do Futebol
Hoje o futebol é uma indústria que poderá ser florescente no nosso país a exemplo do que já se passa na Europa e no resto do mundo.
Para o constatar basta olhar superficialmente para o que se vai passando no mundo, para ver grandes empresários da alta finança a fazerem incursões, nesta industria, como por exemplo, a compra do Manchester Unit, pelo Americano, o Chelsea, pelo nosso conhecido Amabrovich , e os inúmeros de fundos de investimentos que estão a proliferar por todo o mundo.
No nosso futebol vai-se assistindo a este fenómeno, já com a criação de um fundo de investimento, que já tem parte dos direitos desportivos de alguns jogadores do F.C. Porto, Sporting e Boavista. A Banca lidera este fundo e ainda meia envergonhada vai entrando nesta indústria com “ pezinhos de lã “para na altura certa apostar definitivamente. Só ainda não o fez por falta de credibilidade.
O nosso futebol não é mais do que o retrato e essência da nossa sociedade, tenta-se ganhar a qualquer custo, gasta-se mais do que aquilo que se tem e o “ vale tudo “, é o “ pão-nosso de cada dia”. Falta mais gente honesta e com princípios, no dirigismo dos clubes, na arbitragem e em todos os órgãos de cúpula.
A corrupção existe e aonde não a há, pensa-se que por lá mora, porque a nebulosidade e a duvida continuam a pairar, pelo menos enquanto não forem varridos os “ dinossauros”, perniciosos do futebol. Nos clubes, nas associações, na federação, na liga e no sector da arbitragem, aqui muito mais complexo, porque o “ polvo “ criado neste sector atinge tudo e todos, não se sabendo aonde está a sua cabeça, nem sequer os principais tentáculos. Uma verdadeira família (ver o grau de parentesco de ex árbitros, observadores, dirigentes e actuais árbitros). Com isto não quero dizer que não haja gente limpa nos “dinossauros “ mas todos sabem que se eliminassem uma dezena deles, 80% do futebol ficaria mais limpo.
Perante este cenário e com a concorrência desleal que existe, castigando sempre os clubes cumpridores, com as suas obrigações fiscais e com os seus jogadores, os campeões serão sempre os mesmos, pela força do dinheiro e pelas influencias que têm na teia montada, os que por vários motivos estão condenados a lutar pela Europa ou por se manter na Super liga, vão sendo protegidos ou desamparados ao seu destino, conforme os apetites dos “ tubarões “ ou por compromissos pontuais que vão elaborando, sendo mais difícil aos cumpridores e independentes de atingir os seus objectivos desportivos. (ver jornada realizada a 18/04/2004 e a envolvência que teve no processo “ Apito Dourado, “ um jogo desta jornada, indiciou um arbitro e um dirigente em crime de corrupção). O jogo não era importante para o clube do dirigente, mas seria para terceiros.
Um clube como o Beira Mar só pode ter uma postura no futebol Português, que é de independência e com a espinha bem levantada, tentando ter uma palavra nos poderes decisórios, para combater por dentro o que atrás foi referido e para se fazer respeitar pelos “ donos do futebol “ e pelos seus correligionários, nunca por nunca se pode vergar a qualquer clube, mas vendo em todos sem excepção, uns parceiros de negócio com paridade total.
O nosso clube há dez anos e depois de uma aliança mal parida, desceu de divisão atolado em dívidas e na falência técnica, após dez anos, subiu e desceu de divisão duas vezes, e nos últimos seis anos deu sempre lucro, demonstrando-se que o futebol bem gerido, pode ser lucrativo e alcançar êxitos desportivos, pois neste período ganhamos uma Taça de Portugal e fomos à Europa. (A distracção provocou uma final entre dois clubes de dimensão menor e alguém, tinha que a ganhar… foi futebol!!!). Esta época descemos de divisão e eu assumi as responsabilidades, mas se analisarmos a actuação das arbitragens, recorrendo ás apreciações dos jornais desportivos, o Beira Mar, foi espoliado em mais de uma dezena de pontos. Erros voluntários ou involuntários, atiram-nos para a 2ª Liga.
Felizmente, o saldo positivo que os nossos dirigentes encontraram, ( + ou – 450 mil euros) entre dividas de terceiros e dividas a fornecedores, vai ajudar o esforço e dedicação que irão ter, para que o nosso clube volte à 1ª Liga, o que todos desejamos. Não vai ser fácil, mas todos a ajudar vamos conseguir e os sócios têm que acarinhar os dirigentes, treinadores e jogadores, para que o objectivo seja conseguido. (União e um forte apoio a todos, por amor ao nosso clube, pois o nosso lugar é lá e estou convicto que o dito “ sistema” vai estar cada vez mais esbatido e não nos vai impedir de festejarmos).
Depois de bem “ lavado “ o futebol não tenho duvidas que será uma indústria florescente, sendo indiferente o tipo de gestão que tiverem os clubes,( SAD, fundações ou regime geral), têm é que ser bem geridos, está provado não só pelo nosso caso, mas como muitos na Europa, que em regime geral são exemplos de gestão rigorosa e lucrativa e que por esta via se tornaram grandes portentos.
A fúria do lucro vai aparecer, mais facilmente em clubes viáveis, mas atrofiados financeiramente. Nestes vão surgir os “ salvadores da pátria “, encobertos num manto de samaritanos, para darem o golpe final e tornarem-se os donos de instituições com décadas, que são de todos aqueles que contribuíram para a sua existência, os seus fundadores, os seus ex dirigentes e os sócios falecidos, (que tentarão levantarem-se das tumbas mas de nada valerá) se não forem os sócios actuais, a não se deixarem cair no logro do êxito fácil e permitirem que sejam roubados os seus emblemas.
Quadros negros dirão uns, alucinações dirão outros, mas será a realidade. O canibalismo do capitalismo, não tem regras sentimentos ou ideais e muito menos amor por pessoas, quanto mais por instituições, que só com muito amor ainda persistem em viver.
Mano Nunes
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