
Todos sabemos que é no nosso país que a imprensa desportiva mais vende. Todos sabemos que é o futebol que alimenta esta máquina, sem dela usufruir, pelo menos directamente, qualquer vantagem financeira. Exige-se, pela parte dos clubes, no mínimo, responsabilidade aos redactores, ou seja, credibilidade, rigor e competência.
No dia 09.07.05, no jornal “O Jogo”, na última página, um dos seus jornalistas faz notícia da impossibilidade dos clubes profissionais inscreverem os futebolistas, por dívidas fiscais. Nesta notícia estava incluído o Sport Clube Beira-Mar. Esta notícia, assinada, deu origem ao editorial.
É claro que reagi de imediato quando fui alertado para esta situação.
No dia 10.07.05 o mesmo jornal na última página dá conta da reacção de alguns dos clubes citados, entre os quais, o Sport Clube Beira-Mar.
Esta notícia, agora não assinada, dá de novo origem ao editorial.
Além da falta de clareza de ambas as notícias e que revela o actual estado de algum jornalismo desportivo, que a troco do sensacionalismo e sem validar os factos, tem como único interesse potenciar a venda do seu produto.
Gostaria a administração deste órgão de informação ver publicada a noticia que o seu jornal estava impedido de ser distribuído ao público (comercializado) por dívidas ao fisco?
Não entendem os jornalistas que factos tão importantes para a vida das instituições têm que ser validados antes de ser publicados?
O Sport Clube Beira-Mar exige o respeito da comunicação social.
Ao jornalista exige-se rigor, credibilidade e competência.
Alberto Roque


