O balanço efectuado pelo Eng.º Mano Nunes ao desenrolar da época desportiva de 2004/2005 já foi efectuado, e as responsabilidades assumidas. Só as pessoas que honram a palavra dada merecem a nossa consideração, e o Eng.º Mano Nunes honrou-a!
Crucificaram-no por uma época desportiva má, não reconheceram o trabalho desenvolvido ao longo de dez anos, e ostracizaram alguém que fez mais pelo Beira-Mar sozinho, do que todos os que apregoam a sete ventos o seu beiramarismo de nascença.
Passado o desabafo, e não sendo a vida de um clube desportivo só resultados desportivos, centremo-nos na análise aos resultados económico-financeiros da época de 2004/2005 do SCBM, cujo fecho já foi efectuado, estando pendente do parecer do Revisor Oficial de Contas. Oportunamente será o Relatório e Contas entregue à Direcção do SCBM, para os procedimentos legais necessários.
Estruturámos a análise em três blocos principais, a análise do Resultado Líquido, das disponibilidades e dívidas de terceiros e das dívidas a terceiros. Passemos à análise:
1. RESULTADO DA ÉPOCA 2004/2005
PROVEITOS
5.428.579 €
CUSTOS
5.190.565 €
R. LIQUÍDO
+ 238.014 €
2. DISPONIBILIDADES E DIVIDAS DE TERCEIROS
CHEQUES PRÉ-DATADOS
113.800 €
DEPÓSITOS A PRAZO
153.217 €
EMA, EM
541.328 €
CÃMARA M. AVEIRO
80.000 €
BOAVISTA, SAD
110.000 €
DEVEDORES DIVERSOS
147 730 €
Total
1.146.075 €
3. DIVIDAS A TERCEIROS
DÍVIDAS FORNECEDORES
232.886 €
IMPOSTOS A PAGAR
458.375 €
Total
691.261 €
A situação evidenciada permite concluir pela excelência da gestão económico-financeira do SCBM na época de 2004/2005, completando-se mais um exercício económico com resultado positivo, o que torna o SCBM como um caso impar no panorama desportivo nacional, com seis anos consecutivos de lucro!
Á nova Direcção do SCBM expresso os votos de realização de um excelente trabalho na gestão do clube nos próximos três anos, na continuação do desenvolvido por anteriores direcções, entregando-o aos vindouros sem dívidas e com exercícios económicos positivos.
João de Sousa
7.07.2005
Ventos de S. Roque # 4 - Arbitragem

Sorteio justifica-se
Por princípio, sou favorável às nomeações, no entanto, actualmente, o sorteio dos árbitros justifica-se.
Exige-se a quem nomeia, rigor, credibilidade e competência. Foi com base nestes critérios que a actual comissão de arbitragem foi escolhida e eleita. Esta comissão composta por três elementos está actualmente reduzida a dois pela auto-suspensão de um deles, resultante das investigações em curso na arbitragem.
Embora, muitos agentes desportivos entendam que a arbitragem deveria sair do âmbito da Liga, tal não é possível, já que só através de alteração legislativa da Assembleia da República é possível modificar a Lei de Bases do Sistema Desportivo, que actualmente remete para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional a gestão da arbitragem do Futebol Profissional.
Considerando que:
a) Os agentes desportivos não reconhecem rigor, credibilidade e competência à actual comissão de arbitragem
b) Esta comissão funciona actualmente só com dois elementos
c) Esta comissão não admite demitir-se de forma a ser substituída
d) Mesmo demitindo-se a actual direcção da liga ou o seu presidente, a comissão de arbitragem manter-se-ia, já que todos os órgãos da liga são eleitos em listas separadas.
Conclui-se que não existe outra alternativa, ou seja, o critério cego do sorteio dos árbitros.
Foi esta a proposta que defendi enquanto representante do Sport Clube Beira Mar na direcção da LPFP.
Alberto Roque
Aviso à navegação # 6 - A EMA e as contas da discórdia
Nas aulas aos alunos do 1º ano do Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro, ensino um princípio fundamental para o tratamento da informação financeira das empresas. Tal princípio designado de princípio da especialização dos exercícios, obriga a que “custos e os proveitos das empresas devem ser reconhecidos no período a que dizem respeito, independentemente de ter ocorrido ou não o seu pagamento ou recebimento”.
Este é um princípio inquestionável no tratamento da informação financeira, mas a Administração da EMA não o seguiu e com isso sofreu a penalização de ver a Certificação Legal de Contas emitida pelo Revisor Oficial de Contas, sujeita a uma reserva devidamente quantificada.
Para o comum dos leitores esta é uma matéria árida e sem interesse, mas ver as contas de uma Empresa Municipal objecto de contabilidade criativa, certamente despertar-lhe-á o interesse de serem esclarecidos. Vejamos pois:
O exercício económico da EMA decorreu de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2004, e nesse período a empresa reconheceu um conjunto de proveitos e custos devidamente quantificados e relevados, e que aparecem evidenciados no Relatório e Contas apresentado. Da sua leitura e à primeira vista nada de incorrecto se evidencia, contudo a reserva às contas emitida pelo Revisor Oficial de Contas contraria essa ideia.
Ao não cumprir deliberadamente com princípio da especialização dos exercícios, a EMA reconheceu como proveitos no exercício de 2004 a quantia de 259.627 €, referente à utilização de camarotes e tribunas que só iriam ser utilizadas nos jogos a efectuar em 2005 pelo B.Mar para conclusão da época de 2004/2005.
Esta simples divergência na forma de tratamento da informação financeira, transformou um resultado que deveria ser positivo em 38.746,85 €, num resultado igualmente positivo de 298.373,85 €.
É um problema de “estética” contabilística, pois seria muito mau que mesmo no ano do EURO a EMA não desse um resultado positivo significativo !
A transparência e a clareza devem ser características da informação empresarial e alicerces da sua sustentabilidade. Com criatividade contabilística não vamos lá !
João de Sousa
Este é um princípio inquestionável no tratamento da informação financeira, mas a Administração da EMA não o seguiu e com isso sofreu a penalização de ver a Certificação Legal de Contas emitida pelo Revisor Oficial de Contas, sujeita a uma reserva devidamente quantificada.
Para o comum dos leitores esta é uma matéria árida e sem interesse, mas ver as contas de uma Empresa Municipal objecto de contabilidade criativa, certamente despertar-lhe-á o interesse de serem esclarecidos. Vejamos pois:
O exercício económico da EMA decorreu de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2004, e nesse período a empresa reconheceu um conjunto de proveitos e custos devidamente quantificados e relevados, e que aparecem evidenciados no Relatório e Contas apresentado. Da sua leitura e à primeira vista nada de incorrecto se evidencia, contudo a reserva às contas emitida pelo Revisor Oficial de Contas contraria essa ideia.
Ao não cumprir deliberadamente com princípio da especialização dos exercícios, a EMA reconheceu como proveitos no exercício de 2004 a quantia de 259.627 €, referente à utilização de camarotes e tribunas que só iriam ser utilizadas nos jogos a efectuar em 2005 pelo B.Mar para conclusão da época de 2004/2005.
Esta simples divergência na forma de tratamento da informação financeira, transformou um resultado que deveria ser positivo em 38.746,85 €, num resultado igualmente positivo de 298.373,85 €.
É um problema de “estética” contabilística, pois seria muito mau que mesmo no ano do EURO a EMA não desse um resultado positivo significativo !
A transparência e a clareza devem ser características da informação empresarial e alicerces da sua sustentabilidade. Com criatividade contabilística não vamos lá !
João de Sousa
7.06.2005
Um Presidente de Câmara mentiroso ou mal informado?!!
No Diário de Aveiro de 6 de Julho passado aparecem transcritas as seguintes palavras do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro “A EMA entregou ao Beira Mar 498 mil euros e, como a verba acordada era de 500 mil euros pela exploração dos camarotes, não cumpriu por dois mil euros”.
O Dr. Alberto Souto anda a perder faculdades, nomeadamente esqueceu-se:
· Que assinou um Protocolo com o Beira Mar em 9 de Setembro de 2003;
· Que que nesse Protocolo a EMA se comprometia a pagar ao Beira Mar a verba anual de 500.000 € acrescida de IVA;
· Que desde 9 de Setembro de 2003 e até 30 de Junho de 2005, decorreram 22 meses;
· Que a EMA assumiu responsabilidade de pagar 1.090.833,33 €;
· Que só pagou 541.505,21 €.
Lá porque as Autárquicas se aproximam, assuma o Sr. Presidente de Câmara os seus compromissos e não minta em relação a assuntos tão claros e transparentes.
Fica-lhe mal !
João de Sousa
(na qualidade de ex-vice-presidente para a àrea administrativa-finaceira do Sport Clube Beira-Mar)
O Dr. Alberto Souto anda a perder faculdades, nomeadamente esqueceu-se:
· Que assinou um Protocolo com o Beira Mar em 9 de Setembro de 2003;
· Que que nesse Protocolo a EMA se comprometia a pagar ao Beira Mar a verba anual de 500.000 € acrescida de IVA;
· Que desde 9 de Setembro de 2003 e até 30 de Junho de 2005, decorreram 22 meses;
· Que a EMA assumiu responsabilidade de pagar 1.090.833,33 €;
· Que só pagou 541.505,21 €.
Lá porque as Autárquicas se aproximam, assuma o Sr. Presidente de Câmara os seus compromissos e não minta em relação a assuntos tão claros e transparentes.
Fica-lhe mal !
João de Sousa
(na qualidade de ex-vice-presidente para a àrea administrativa-finaceira do Sport Clube Beira-Mar)
7.05.2005
Aviso à Navegação # 5 - Um pouco de história...
Damião de Gois, cronista português do século XVI, descreve com mestria a ostentatória embaixada enviada por D. Manuel I ao Papa Leão X, em 1514, chefiada por Tristão da Cunha, e que deixou boquiaberta a capital da cristandade perante a grandeza esplendorosa de tal séquito. Entre os sumptuosos e exóticos presentes, desfilaram pelas ruas de Roma as primícias da navegação da Índia: imponentes cavalos persas, carregados de riquezas; feras amansadas; homens orientais com vestes ornadas a ouro e pedras preciosas; e até um elefante branco que, carregando o rico cofre pontifical, borrifou os espectadores e o próprio Papa com água perfumada! Impressionado e reconhecido por tão sumptuosa oferta, Giovanni de Medicis reafirma a Portugal o monopólio de África e do Oriente, entre outros relevantes privilégios políticos e espirituais.Desculpem-me este devaneio histórico, mas relacionei este episódio da nossa história, com a visita que a nova Direcção do SCBM, mesmo antes de tomar posse, fez ao “Papa” do Norte, numa posição de subserviência parola e despropositada. Assumiram uma postura de D. Egas Moniz perante o Rei de Leão, mas não honraram os seus princípios.
Saberá a nova Direcção do SCBM, que o clube é um dos líderes da associação dos pequenos e médios clubes ? E será que tem alguma estratégia em relação à independência dos pequenos e médios clubes ?
Pela imagem, antes de tomar posse já estavam de cócoras !
Uma constatação: - São “novos”, não pensam !
João de Sousa
7.04.2005
Aviso à Navegação # 4 - E mais Ema ainda....
Na página da EMA na internet, em http://www.ema.pt/, aparece divulgado o seguinte texto: “O Estádio Municipal de Aveiro iniciou a sua construção em Junho de 2001. Pouco mais de dois anos foi o tempo que demorou a realizar, tendo custado perto de 62 milhões de euros. O Estádio ocupa uma área de 32 hectares e integra ainda um terminal de autocarros, uma praça com 24.000 mq., uma alameda pedonal e estacionamentos para mais de 3.000 ligeiros e 70 autocarros. A quantidade de terra movimentada neste espaço foi de 1,5 milhões de metros cúbicos...”.De uma forma explicita e sem rodeios pretende-se demonstrar o gigantismo da obra, mas o que mais salta à vista é o seu custo escandalosamente elevado.
A vivência do SCBM no novo Estádio Municipal nos últimos meses, veio demonstrar que o projectista da obra e o seu dono – a EMA - tiveram a preocupação única de construir um equipamento para realizar unicamente dois jogos do EURO. Poderão dizer que esta afirmação é injusta, mas os factos suportam a minha afirmação:
Como é possível despender 62 milhões de erros na construção de um equipamento tão grandioso, e não salvaguardar situações essenciais para o funcionamento naquele de um clube residente, como:
1) A construção de campos de treinos e balneários, nos terrenos adjacentes;
2) A construção de um pavilhão gimnodesportivo na parte inferior de uma das bancadas;
3) A construção de uma Academia de Formação para o futebol juvenil que possa ser utilizada, pois a existente não dispõe das condições para a sua legalização como tal (falta de iluminação exterior e “pé direito” insuficiente).
Já para não falar de equipamentos de custo reduzido, mas essenciais ao funcionamento no local de uma equipa de futebol profissional, como as tinas de hidromassagem e os jacuzzi, feitos à posteriori e não incluídos no custo da obra.
É pois perceptível que ao custo de 62 milhões de euros, é necessário acrescentar mais umas centenas de milhar de euros, que seriam evitados se os pressupostos do projecto fossem inicialmente devidamente articulados.
O novo Estádio Municipal de Aveiro nasceu torto, e não é com restaurantes, festas de passagem de ano, festas de carnaval, exposições, eventos culturais, casamentos ou outras iniciativas similares que o “elefante branco” se rentabiliza.
Haverá alguma estratégia pensada? Ou o passado e o presente são a evidência da sua inexistência?
O SCBM esteve e deverá estar disponível para ser parceiro na implementação da estratégia, mas com interlocutores com quem se possa discutir!
João de Sousa
7.01.2005
As Rajadas do Mano I - Intro
De férias e longe de Aveiro, não deixei de ser informado por amigos do teor de um artigo publicado pelo “Gestor” Miguel no passado dia 30 de Junho no Diário de Aveiro, e no qual a minha pessoa era visada.
Da resposta não se livra, pois tanta mentira por repetida pode passar por verdade, e a história da personagem e da construção do Estádio merece crónica detalhada.
Eu sei mais do que o “Gestor” Miguel pensa que eu sei !
Mano Nunes
Agradecimento da Direcção Cessante
A Direcção do Sport Clube Beira-Mar ao cessar funções vem manifestar o agradecimento aos colaboradores e trabalhadores que ao longo destes anos se destacaram pelo seu profissionalismo, disponibilidade, lealdade, espírito de equipa e isenção, revelados no desempenho das suas tarefas.
Mano Nunes
Alberto Roque
João de Sousa
André Apolinário
Óscar Paulo
Mano Nunes
Alberto Roque
João de Sousa
André Apolinário
Óscar Paulo
6.26.2005
Sopros de Arquitecto # 2 - Ao Jorge Maia

Lamentavelmente Jorge Maia deixa o cargo de Director de Comunicação do nosso clube. Só quem trabalhou com o Jorge pode sentir a baixa "de peso" em que se traduz esta sua decisão. O Jorge muito para além de um excelente profissional é um grande homem, sério e de uma integridade rara nos dias de hoje. Óptimo colega de equipa, bom timoneiro quando sente que os que o acompanham acreditam no seu projecto.
Assim o demonstrou no Euro 2004, quando desempenhou as funções de Coordenador de Acreditação, gerindo uma equipa heterógenea de forma irrepreensível e exigindo rigor para além do solicitado pelas próprias normas da Uefa!! Fantástica prestação.
No beira-mar mais não fez... por culpa nossa, assumimos. O Jorge é um profissional, e nós, por mais boa-vontade que tivessemos, eramos amadores. Apesar das suas "chamadas de atenção" e coordenadas, falhamos muitas vezes "pisando" as regras que ele definira para a comunicação. Desculpa, Jorge.
No entanto o trabalho que deixa é de grande valor e está à vista, com particular destaque para o Site oficial e para o suplemento do Diário de Aveiro.
Arranjar alguém para substituir o Jorge, para dar continuidade a este trabalho, não vai ser tarefa fácil para a nova direcção. Desejo-lhes lucidez e alguma sorte para o efeito, esperando que não se deixem convencer por "papagaios esverdeados" ou jornalistas de "aviário" ou de "geração expontânea" para ocupar tão importante lugar no clube.
Ao Jorge resta-nos desejar o melhor para o seu futuro profissional e esperar que se mantenha por perto pois... volto a dizer, só quem o conhece de perto sabe do seu valor e do gozo que é fazer equipa com ele. Bem haja Jorge.
André Apolinário
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