A Direcção do Sport Clube Beira-Mar ao cessar funções vem manifestar o agradecimento aos colaboradores e trabalhadores que ao longo destes anos se destacaram pelo seu profissionalismo, disponibilidade, lealdade, espírito de equipa e isenção, revelados no desempenho das suas tarefas.
Mano Nunes
Alberto Roque
João de Sousa
André Apolinário
Óscar Paulo
7.01.2005
6.26.2005
Sopros de Arquitecto # 2 - Ao Jorge Maia

Lamentavelmente Jorge Maia deixa o cargo de Director de Comunicação do nosso clube. Só quem trabalhou com o Jorge pode sentir a baixa "de peso" em que se traduz esta sua decisão. O Jorge muito para além de um excelente profissional é um grande homem, sério e de uma integridade rara nos dias de hoje. Óptimo colega de equipa, bom timoneiro quando sente que os que o acompanham acreditam no seu projecto.
Assim o demonstrou no Euro 2004, quando desempenhou as funções de Coordenador de Acreditação, gerindo uma equipa heterógenea de forma irrepreensível e exigindo rigor para além do solicitado pelas próprias normas da Uefa!! Fantástica prestação.
No beira-mar mais não fez... por culpa nossa, assumimos. O Jorge é um profissional, e nós, por mais boa-vontade que tivessemos, eramos amadores. Apesar das suas "chamadas de atenção" e coordenadas, falhamos muitas vezes "pisando" as regras que ele definira para a comunicação. Desculpa, Jorge.
No entanto o trabalho que deixa é de grande valor e está à vista, com particular destaque para o Site oficial e para o suplemento do Diário de Aveiro.
Arranjar alguém para substituir o Jorge, para dar continuidade a este trabalho, não vai ser tarefa fácil para a nova direcção. Desejo-lhes lucidez e alguma sorte para o efeito, esperando que não se deixem convencer por "papagaios esverdeados" ou jornalistas de "aviário" ou de "geração expontânea" para ocupar tão importante lugar no clube.
Ao Jorge resta-nos desejar o melhor para o seu futuro profissional e esperar que se mantenha por perto pois... volto a dizer, só quem o conhece de perto sabe do seu valor e do gozo que é fazer equipa com ele. Bem haja Jorge.
André Apolinário
Aviso à Navegação # 3 - Ema de novo....
Uma mentira muitas vezes repetida passa por verdade, e o “zeloso” e desportivamente inculto Administrador “operacional” da EMA por vezes abusa.
Na sua página na Internet, a EMA, pela pena do seu Administrador faz um resumo da actividade desenvolvida durante o ano de 2004, e em dado ponto do texto afirma: “Acresce que a EMA ainda não pode vender os lugares de bancada a que tem direito segundo o protocolo assinado com o clube porque este ainda não disponibilizou os mesmos à empresa”.
Nada mais falso, pois no ponto 3. da cláusula 12 do mesmo protocolo, se clarifica que a venda pela EMA dos 3.120 lugares protocolados obriga a que as pessoas ou entidades que os adquiram se tornem de imediato sócios do SCBM com a categoria do lugar adquirido.
Nunca aos serviços administrativos do SCBM chegou nenhuma proposta enviada pela EMA, o que dá a entender que nenhum lugar foi vendido!
Pudera, com uma proposta de venda de cada lugar por 345 €, e com a possibilidade de ocupar o mesmo lugar tornando-se unicamente sócio do SCBM e pagando unicamente 45 €, a opção era fácil.
Como é possível atribuir responsabilidades à ex-Direcção do SCBM, quando o problema está na incapacidade técnica para encontrar soluções para rentabilizar um “elefante branco”.
Com diálogo, o “zeloso” Administrador e o “Dr.” Artur Filipe vão lá !
Chegará ?
João de Sousa
6.23.2005
Aviso à Navegação # 2 - Ema e tal...
A cedência ao Sport Clube Beira-Mar dos direitos de utilização e exploração da área desportiva do Estádio Municipal de Aveiro foi efectuada com a celebração de um protocolo em 9 de Setembro de 2003, estando na sua cláusula décima segunda – parágrafo 4. escrito o seguinte, “Porque a rentabilidade da exploração dos Camarotes depende das exibições desportivas protagonizadas pelo SCBM, a EMA, a título de compensação pelo lucro cessante que esta situação importa para o Clube, entregará ao SCBM a quantia anual de 500.000 €, actualizada de acordo com o índice da inflacção. ...”.
O documento foi assinado após meses de discussão e diálogo pelos Drs. Alberto Souto e Miguel Lemos em representação da EMA e pela Direcção do SCBM em funções, sendo óbvio que ambas as partes estavam conscientes do que assinavam.
Desde a assinatura e até à presente data, vinte e dois meses se passaram, e os serviços administrativos do Beira Mar em diálogo com a EMA, facturaram a quantia de 1.090.833,33 €, não tendo havido qualquer contestação ao valor facturado.
Nestes vinte e dois meses, e após muito diálogo a EMA só pagou 541.505,21 €.
Esperemos para ver como a nova Direcção do Sport Clube Beira-Mar consegue gerir em diálogo, e se este se transforma em euros para bem do Clube.
Se tal ocorrer, é patentear o método e propô-lo ao Governo da República para diminuir o deficit.
João de Sousa
O documento foi assinado após meses de discussão e diálogo pelos Drs. Alberto Souto e Miguel Lemos em representação da EMA e pela Direcção do SCBM em funções, sendo óbvio que ambas as partes estavam conscientes do que assinavam.
Desde a assinatura e até à presente data, vinte e dois meses se passaram, e os serviços administrativos do Beira Mar em diálogo com a EMA, facturaram a quantia de 1.090.833,33 €, não tendo havido qualquer contestação ao valor facturado.
Nestes vinte e dois meses, e após muito diálogo a EMA só pagou 541.505,21 €.
Esperemos para ver como a nova Direcção do Sport Clube Beira-Mar consegue gerir em diálogo, e se este se transforma em euros para bem do Clube.
Se tal ocorrer, é patentear o método e propô-lo ao Governo da República para diminuir o deficit.
João de Sousa
Ventos de S. Roque #3 - Parabéns Artur Filipe! (versão editada por Rogério Silva)
Artur Filipe ganhou as eleições.
Ganhou-as de forma clara. Parabéns!
Os órgãos sociais vão iniciar as suas funções no próximo dia 29. O que lhes desejo, sinceramente, é sucesso.
Dos vários órgãos sociais do clube, é a direcção que vai ter a tarefa mais difícil. Difícil, porque entendo, que o objectivo fundamental dos clubes ou das SAD em geral e do Sport Clube Beira-Mar em particular, é a sustentabilidade financeira.
Todos queremos e se possível já na próxima época, o nosso clube na Superliga, mas esse objectivo não pode ser a qualquer custo.
Todos os elementos da direcção têm que estar ao lado do seu líder e com ele serem solidários.
A solidariedade aqui não se resume a palavras de circunstância mas sim aos actos, às atitudes, ….
Uma direcção forte é muito mais do que meio caminho andado. Para o sucesso total é também preciso sorte (a bola tem que entrar!).
Felicidades é o que quero desejar ao presidente e restantes elementos desta nova direcção.
Alberto Roque
6.21.2005
Aviso à Navegação # 1
O Sr. Artur Filipe concretizou um sonho: - É o líder do Sport Clube Beira Mar !
Que a caminhada lhe seja plana, sem incidentes de percurso e com pleno sucesso, para bem do clube de todos nós.
Deixo-lhe contudo um alerta, o trabalho a desenvolver deve destinar-se a catapultar o nosso clube para patamares superiores de reconhecimento e conquista, e não ser um mero repositório de exibições saloias de vaidadezinhas pessoais e desejos de protagonismo.
Assuma as suas funções plenamente, não se subalternize, faça valer os seus cinquenta anos de associado.
Que a caminhada lhe seja plana, sem incidentes de percurso e com pleno sucesso, para bem do clube de todos nós.
Deixo-lhe contudo um alerta, o trabalho a desenvolver deve destinar-se a catapultar o nosso clube para patamares superiores de reconhecimento e conquista, e não ser um mero repositório de exibições saloias de vaidadezinhas pessoais e desejos de protagonismo.
Assuma as suas funções plenamente, não se subalternize, faça valer os seus cinquenta anos de associado.
João de Sousa
6.19.2005
Parabéns Beira-Mar
O clube está de parabéns. 1151 votantes é um número que demonstra a vivacidade do clube.
Rua do Vento felicita os novos dirigentes pela vitória esclarecedora, desejando a todos sucesso na gestão da instituição.
Quanto a nós, por aqui "andaremos" a analisar essa mesma gestão, ora sugerindo ora criticando as opções. Essa é a razão de ser deste blog.
Bem haja Beira-Mar!
Rua do Vento felicita os novos dirigentes pela vitória esclarecedora, desejando a todos sucesso na gestão da instituição.
Quanto a nós, por aqui "andaremos" a analisar essa mesma gestão, ora sugerindo ora criticando as opções. Essa é a razão de ser deste blog.
Bem haja Beira-Mar!
6.16.2005
Sopros de Arquitecto #1 - A importância do voto
Numa lista ou na outra, em branco ou nulo, o importante é votar!
A pé ou de bicicleta, de carro ou autocarro, o importante é votar!
Decidido ou contrariado, com fé ou incrédulo, o importante é votar!
O clube merece, o clube precisa.
Sócio passivo ou comodista perde o direito a reclamar depois.
É nestas alturas que se vê a vitalidade de uma instituição.
Para isso existem os votos nas listas, quando se concorda com uma delas, bem como o voto em branco, sinal de descordância mas, simultâneamente, de participação activa.
Existe ainda o voto nulo, sem significado especial. A meu ver, evitável.
Mas insisto: votem! É um direito, mas também uma obrigação.
André Apolinário
A pé ou de bicicleta, de carro ou autocarro, o importante é votar!
Decidido ou contrariado, com fé ou incrédulo, o importante é votar!
O clube merece, o clube precisa.
Sócio passivo ou comodista perde o direito a reclamar depois.
É nestas alturas que se vê a vitalidade de uma instituição.
Para isso existem os votos nas listas, quando se concorda com uma delas, bem como o voto em branco, sinal de descordância mas, simultâneamente, de participação activa.
Existe ainda o voto nulo, sem significado especial. A meu ver, evitável.
Mas insisto: votem! É um direito, mas também uma obrigação.
André Apolinário
Ventos de S.Roque #2 - Eleições 2005|2008
Da análise da campanha eleitoral levada a efeito pelas duas candidaturas ainda não consegui retirar uma ideia e muito menos um projecto.
Também na vida das instituições não considero relevante a existência de um projecto, mas é absolutamente necessário a existência de uma estratégia.
Constatei ainda que, sócios com responsabilidades históricas no clube, ou se mantêm ausentes ou dizem mal de tudo e de todos, chego mesmo a colocar em dúvida se quando se vêem ao espelho dizem mal até deles próprios.
O Sport Clube Beira-Mar passa, em minha opinião, por uma crise de crescimento natural em qualquer instituição e resultante de uma má avaliação que a direcção fez na época de 2004/2005 e que tem de servir de exemplo para futuros gestores. É importante aprender com os erros. Não podemos nem devemos fazer disto um drama.
Depois de um ciclo de 10 anos de êxitos relevantes e com uma liderança forte, responsável e carismática verificou-se a despromoção da equipa profissional de futebol. Sendo o futebol profissional a parte mais visível do clube, independentemente do sucesso em todas as outras áreas, a relação entre a direcção e a massa associativa fica afectada e como tal deve assumir as suas responsabilidades e retirar as consequências.
Importa pois projectar um novo ciclo. Este novo ciclo de curto ou médio prazo tem que ser de continuidade, embora, com as alterações necessárias. Este meu contributo visa essencialmente ajudar os futuros gestores do clube.
A estratégia passa agora por dar continuidade ao crescimento do clube de forma sustentável:
1 – O Sport Clube Beira-Mar, embora um clube eclético, tem e deve continuar a ter no futebol a sua modalidade de excelência e em particular no futebol profissional;
2 – A sustentabilidade financeira tem que ser um objectivo a cumprir;
3 – A equipa de futebol profissional tem que ser competitiva, tendo sempre como objectivo a Superliga, mas sem pôr em causa a sustentabilidade financeira;
4 – O projecto de formação implementado no futebol deve ter continuidade, e se possível, ser mais desenvolvido tanto em qualidade como em quantidade. No que se refere à quantidade, o assunto depende das condições logísticas: mais e melhores campos de jogo, centro de formação, etc.; quanto à qualidade é necessário exigir mais aos formadores. Foi na área da formação que os resultados foram mais relevantes. Além de atletas de alta qualidade (Ribeiro, Artur, Bruno Resende, Ladeira, Marcelo no Beira-Mar, Cristóvão no Futebol Clube do Porto, Diogo Valente no Boavista, etc.), novos dirigentes e futuros sócios do clube com capacidade crítica.
5 – As actividades amadoras têm que continuar a ser fortalecidas, já que são pilares fundamentais do clube e fonte de formação de dirigentes e atletas. O futsal tem condições de crescimento, no entanto, o espaço condiciona o crescimento das diferentes modalidades. É importante também aqui o controlo financeiro.
Não me parece possível voltar a existir neste triénio o andebol, embora seja uma das modalidades históricas do clube, por uma razão muito simples, não existe espaço disponível.
No que se refere às piscinas, basta dar continuidade ao modelo de rigor implementado, exigindo responsabilidade aos seus profissionais.
6 – Profissionalismo: O Sport Clube Beira-Mar dispõe actualmente de profissionais competentes em todos os sectores e que tenho a certeza, desenvolvem as suas tarefas com rigor no estreito interesse da instituição. Será um erro considerar nos actos de gestão dos recursos humanos do clube interesses dos dirigentes.
7 – Estádio Municipal Mário Duarte: implementar o protocolo com a EMA em todas as vertentes. Não foi possível à direcção exigir que o mesmo fosse cumprido na plenitude, quer por razões endógenas, quer pela falta de apoio que a direcção teve dos sócios e em especial daqueles que publicamente foram expressando as suas opiniões. Esta é a casa do Sport Clube Beira-Mar e a próxima direcção tem a obrigação de exigir à EMA que assim seja.
8 – Antigo Estádio: O protocolo com a CMA estabelece que o Sport Clube Beira-Mar apenas disponibilize estas instalações quando estiverem disponíveis os seis campos de treino e jogos, bem como o centro de formação. Refira-se que decorre actualmente o concurso publico para a execução destas infraestruturas.
9 – Sede: Continua a ser propriedade do Sport Clube Beira-Mar um espaço de aproximadamente 175 m2 no edifício Avenida e que estava previsto no protocolo permutar com o edifício a construir pela CMA na Praça Melo Freitas e que por razões administrativas ainda não foi possível concretizar. Este espaço, repito, para que não existam dúvidas é um património importante e propriedade do clube.
Considero actualmente que a sede administrativa está bem instalada no novo estádio, deixando assim de ser um problema. Serei crítico, quando qualquer direcção utilize edifícios que são património pessoal para uso do clube. Os dirigentes são transitórios e têm que o entender em todos os actos que praticarem.
É fundamental a criação do museu do clube. Não foi possível, com muita mágoa minha, concretizar este objectivo, mas entendo que é possível com alguma imaginação instalá-lo no novo estádio.
10 – Pavilhão: O Sport Clube Beira-Mar tem necessidade de uma oficina de trabalho para as diferentes modalidades do pavilhão. A solução passa pela construção de uma nave com condições logísticas necessárias essencialmente ao trabalho, a construir na área envolvente ao novo estádio.
Este é um projecto auto-financiável, dependendo apenas da decisão da direcção e da CMA na definição da localização adequada.
11-Parceiros de referencia: É fundamental o desenvolvimento de parcerias adequadas com CMA, EMA e os patrocinadores, salvaguardando sempre os interesses do clube. Uma das parcerias mais importante para o futuro do clube refere-se às condições de cedência do antigo estádio. Esta parceria está protocolada com a CMA.
12-Comunicação Social: Os órgãos dirigentes e em particular a direcção, devem manter uma equidistância ponderada e continuamente avaliada, respeitar e exigir respeito, já que se trata de uma das áreas do desporto onde a regulamentação não existe, a concorrência é exagerada tendo como consequência o tráfico de influências e em certos casos falta de ética.
13-Claque: Continuo a entender que é um dos parceiros fundamentais das direcções. São a alma do espectáculo e massa critica importante. Devem continuar a ser apoiados. Os Ultra Auri-Negros foram durante os últimos cinco anos fundamentais na afirmação do clube.
14-Informação:O Sport Clube Beira Mar tem um dos melhores “Sítios”, deve portanto manter essa qualidade. Deve ainda manter o suplemento em parceria com o Diário de Aveiro. Entendo que seria possível de imediato a criação de uma revista com o objectivo de identificação dos adeptos com o clube da região e servindo ainda como veículo de promoção dos jogos. Entendo ainda ser possível dado o actual panorama de difusão de televisão por cabo e por satélite, embora não tenha dados concretos, implementar um canal de televisão do clube. Este projecto pode e deve ser feito em parceria com a Universidade de Aveiro.
15-Organização do Futebol Nacional: O Sport Clube Beira Mar tem que continuar como agente activo, isto é, participar: propondo, discutindo, avaliando etc. em todos os fóruns. Deve sempre que possível fazer parte dos órgãos sociais executivos da LPFP e ter representantes na AFA
Considero estes os 15 objectivos que se enquadram numa estratégia de crescimento e espero, contribuam para melhorar o desempenho dos diferentes órgãos do meu clube no próximo triénio.
Alberto Roque
Também na vida das instituições não considero relevante a existência de um projecto, mas é absolutamente necessário a existência de uma estratégia.
Constatei ainda que, sócios com responsabilidades históricas no clube, ou se mantêm ausentes ou dizem mal de tudo e de todos, chego mesmo a colocar em dúvida se quando se vêem ao espelho dizem mal até deles próprios.
O Sport Clube Beira-Mar passa, em minha opinião, por uma crise de crescimento natural em qualquer instituição e resultante de uma má avaliação que a direcção fez na época de 2004/2005 e que tem de servir de exemplo para futuros gestores. É importante aprender com os erros. Não podemos nem devemos fazer disto um drama.
Depois de um ciclo de 10 anos de êxitos relevantes e com uma liderança forte, responsável e carismática verificou-se a despromoção da equipa profissional de futebol. Sendo o futebol profissional a parte mais visível do clube, independentemente do sucesso em todas as outras áreas, a relação entre a direcção e a massa associativa fica afectada e como tal deve assumir as suas responsabilidades e retirar as consequências.
Importa pois projectar um novo ciclo. Este novo ciclo de curto ou médio prazo tem que ser de continuidade, embora, com as alterações necessárias. Este meu contributo visa essencialmente ajudar os futuros gestores do clube.
A estratégia passa agora por dar continuidade ao crescimento do clube de forma sustentável:
1 – O Sport Clube Beira-Mar, embora um clube eclético, tem e deve continuar a ter no futebol a sua modalidade de excelência e em particular no futebol profissional;
2 – A sustentabilidade financeira tem que ser um objectivo a cumprir;
3 – A equipa de futebol profissional tem que ser competitiva, tendo sempre como objectivo a Superliga, mas sem pôr em causa a sustentabilidade financeira;
4 – O projecto de formação implementado no futebol deve ter continuidade, e se possível, ser mais desenvolvido tanto em qualidade como em quantidade. No que se refere à quantidade, o assunto depende das condições logísticas: mais e melhores campos de jogo, centro de formação, etc.; quanto à qualidade é necessário exigir mais aos formadores. Foi na área da formação que os resultados foram mais relevantes. Além de atletas de alta qualidade (Ribeiro, Artur, Bruno Resende, Ladeira, Marcelo no Beira-Mar, Cristóvão no Futebol Clube do Porto, Diogo Valente no Boavista, etc.), novos dirigentes e futuros sócios do clube com capacidade crítica.
5 – As actividades amadoras têm que continuar a ser fortalecidas, já que são pilares fundamentais do clube e fonte de formação de dirigentes e atletas. O futsal tem condições de crescimento, no entanto, o espaço condiciona o crescimento das diferentes modalidades. É importante também aqui o controlo financeiro.
Não me parece possível voltar a existir neste triénio o andebol, embora seja uma das modalidades históricas do clube, por uma razão muito simples, não existe espaço disponível.
No que se refere às piscinas, basta dar continuidade ao modelo de rigor implementado, exigindo responsabilidade aos seus profissionais.
6 – Profissionalismo: O Sport Clube Beira-Mar dispõe actualmente de profissionais competentes em todos os sectores e que tenho a certeza, desenvolvem as suas tarefas com rigor no estreito interesse da instituição. Será um erro considerar nos actos de gestão dos recursos humanos do clube interesses dos dirigentes.
7 – Estádio Municipal Mário Duarte: implementar o protocolo com a EMA em todas as vertentes. Não foi possível à direcção exigir que o mesmo fosse cumprido na plenitude, quer por razões endógenas, quer pela falta de apoio que a direcção teve dos sócios e em especial daqueles que publicamente foram expressando as suas opiniões. Esta é a casa do Sport Clube Beira-Mar e a próxima direcção tem a obrigação de exigir à EMA que assim seja.
8 – Antigo Estádio: O protocolo com a CMA estabelece que o Sport Clube Beira-Mar apenas disponibilize estas instalações quando estiverem disponíveis os seis campos de treino e jogos, bem como o centro de formação. Refira-se que decorre actualmente o concurso publico para a execução destas infraestruturas.
9 – Sede: Continua a ser propriedade do Sport Clube Beira-Mar um espaço de aproximadamente 175 m2 no edifício Avenida e que estava previsto no protocolo permutar com o edifício a construir pela CMA na Praça Melo Freitas e que por razões administrativas ainda não foi possível concretizar. Este espaço, repito, para que não existam dúvidas é um património importante e propriedade do clube.
Considero actualmente que a sede administrativa está bem instalada no novo estádio, deixando assim de ser um problema. Serei crítico, quando qualquer direcção utilize edifícios que são património pessoal para uso do clube. Os dirigentes são transitórios e têm que o entender em todos os actos que praticarem.
É fundamental a criação do museu do clube. Não foi possível, com muita mágoa minha, concretizar este objectivo, mas entendo que é possível com alguma imaginação instalá-lo no novo estádio.
10 – Pavilhão: O Sport Clube Beira-Mar tem necessidade de uma oficina de trabalho para as diferentes modalidades do pavilhão. A solução passa pela construção de uma nave com condições logísticas necessárias essencialmente ao trabalho, a construir na área envolvente ao novo estádio.
Este é um projecto auto-financiável, dependendo apenas da decisão da direcção e da CMA na definição da localização adequada.
11-Parceiros de referencia: É fundamental o desenvolvimento de parcerias adequadas com CMA, EMA e os patrocinadores, salvaguardando sempre os interesses do clube. Uma das parcerias mais importante para o futuro do clube refere-se às condições de cedência do antigo estádio. Esta parceria está protocolada com a CMA.
12-Comunicação Social: Os órgãos dirigentes e em particular a direcção, devem manter uma equidistância ponderada e continuamente avaliada, respeitar e exigir respeito, já que se trata de uma das áreas do desporto onde a regulamentação não existe, a concorrência é exagerada tendo como consequência o tráfico de influências e em certos casos falta de ética.
13-Claque: Continuo a entender que é um dos parceiros fundamentais das direcções. São a alma do espectáculo e massa critica importante. Devem continuar a ser apoiados. Os Ultra Auri-Negros foram durante os últimos cinco anos fundamentais na afirmação do clube.
14-Informação:O Sport Clube Beira Mar tem um dos melhores “Sítios”, deve portanto manter essa qualidade. Deve ainda manter o suplemento em parceria com o Diário de Aveiro. Entendo que seria possível de imediato a criação de uma revista com o objectivo de identificação dos adeptos com o clube da região e servindo ainda como veículo de promoção dos jogos. Entendo ainda ser possível dado o actual panorama de difusão de televisão por cabo e por satélite, embora não tenha dados concretos, implementar um canal de televisão do clube. Este projecto pode e deve ser feito em parceria com a Universidade de Aveiro.
15-Organização do Futebol Nacional: O Sport Clube Beira Mar tem que continuar como agente activo, isto é, participar: propondo, discutindo, avaliando etc. em todos os fóruns. Deve sempre que possível fazer parte dos órgãos sociais executivos da LPFP e ter representantes na AFA
Considero estes os 15 objectivos que se enquadram numa estratégia de crescimento e espero, contribuam para melhorar o desempenho dos diferentes órgãos do meu clube no próximo triénio.
Alberto Roque
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